



Música. Cinema. HQs. Esportes. E a minha vida.
Adeus para Bussunda 

Preacher – A Caminho do Texas é a melhor coisa que Garth Ennis e Steve Dillon fizeram juntos – sempre com as lindas capas pintadas de Glenn Fabry. Talvez seja a melhor coisa que já fizeram. Se o nome de Ennis aparece em título de notícia aqui no SoBReCaRGa, a razão principal é Preacher. Mais de uma década após a publicação original – a primeira edição saiu nos Estados Unidos em 1995; a última, de número 66, é de 2000 – finalmente temos no país uma edição decente do início da saga de Jesse Custer. O encadernado da Devir compila as sete primeiras edições da série da Vertigo, com os dois primeiros arcos.
Juscelino Kubitschek pode ter sido um grande FDP. Mas ele fez Brasília. Brasília é algo frio, não tem gente andando na rua, os prédios emulam o gigantismo do Estado. Mas como é bela aquela cidade. Há certas imagens icônicas que nos acompanham desde que temos consciência, como as abôbadas antagônicas da Câmara e do Senado, as arcadas e o meteóro do Itamaraty ou as colunas estreladas do Alvoradas, mas só vendo de perto para se ter noção. É o tipo de coisa que não se cansa de ver.
Caso você queira falir com a sua locadora, coloque Caché na seção de Terror. Ninguém alugaria, mas seria justiça cinematográfica.
Top Gun
Homenagem da Disney ao 400º aniversário do mestre Rembrandt. Talvez seja exposto junto à obra original, no Rijksmuseum.
Talvez a maior honra para um artista seja quando ele ou sua obra se tornam adjetivos. E muita gente, quando vai opinar sobre quadrinhos, diz que aquilo é “meio Angeli”, “tem um estilo Laerte” ou “uma faceta Glauco”. Os três paulistanos marcaram as HQs brasileiras. Não que isso fosse objetivo. Não que se importassem. Eles não queriam fazer arte, queriam destruir. E essa deliciosa anarquia transparece em Seis Mãos Bobas, republicação da Devir e da Jacaranda de parte do que o trio aprontou na década de 1980.
Centenas de filmes são produzidos anualmente no mundo. Muitos passam despercebidos. E Perfume de Mulher, o filme que deu o Oscar para Alfredo Pacino, foi um deles.
X-Men: O Confronto Final – X3 para os íntimos – é um bom filme meia-bomba. Bom porque se garante e diverte em seus equilibrados 104 minutos. E meia-bomba porque acrescenta pouco. Brett Ratner jogou pelo regulamento: pegou a bola onde Bryan Singer tinha deixado e ficou tocando até o tempo acabar.
A primeira é do francês Arthur de Pins, animador e ilustrador que trabalha muito com publicidade, mas também já publicou trabalhos na Spirou. Lançará um álbum este ano, talvez.
Mais do mesmo. Ainda bem
No final de maio, sai a versão visual do álbum Toda Cura para Todo Mal, do Pato Fu.
Frontman é isso aí, e o resto é piada. Perry Farrell apresentou, no Lollapalooza, o Satellite Party, seu novo grupo.
A cidade do pecado
Que mundo é estranho? Certamente o mundo mostrado em Planetary. Mas não só ele: todo este mundo de cultura pop que somos fascinados é muito esquisito. Após Planetary – Mundo Estranho, lançado no ano passado, a Devir publica o segundo álbum, Planetary – O Quarto Homem, que continua a escarafunchar as camadas desse mundo pop.
Muito bem colocado.
É um doidão (ex-)iugoslavo que teve dois álbuns lançados no Brasil: Vincent e Van Gogh, em que descobríamos que o gênio holandês era seu gato, e não o Scorcese; e outro sobre o Toulouse-Lautrec e o Montmartre da virada do século XIX para o XX.
J. J. Abrams é muito fã de 007. É tão fã que copiou a mesma estrutura inicial dos filmes do agente do MI6 para seu Missão: Impossível III, com uma cena-prévia antes da abertura. Só que a cena em que Ethan Hunt (Tom Cruise) participa nunca será mostrada em um filme de James Bond. O que evidencia o quanto M:I:III é diferente de outros filmes de espião que estão por aí.
Falam muito da literatura de Neil Gaiman. De sua inventividade, da rapidez com que escreve um grande volume de obras. Mas talvez sua principal característica seja a capacidade de envolver o leitor. Norman Mailer disse que Gaiman escreve para quem não gosta de quadrinhos. O fato é que, seja em HQ ou em livros, é difícil largar o que ele escreve. Mesmo sendo uma obra menor dentre sua vasta bibliografia como Criaturas da Noite.
Ainda não entendi. Mas gostei.
Fantasia específica 
Show da Camille no Teatro Odisséia. Adentro o recinto e está tocanto Je t'aime moi non plus, do Serge Gainsbourg. Típico.
É cantora com uma vervezinha pop insossa, porém que não incomoda, e lança seu primeiro disco em breve, produzido por Tom McWilliams. Lauren tocará no Download Festival, na Inglaterra, junto a nome de pesos como Metallica, Korn, Deftones, Guns'n'Roses e Alice in Chains. Boa prova.