sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Notas Verdes

- Marcelo D2 foi eleito em 2004 o melhor letrista do Brasil pela Academia Brasileira de Letras.

- Ann Nocenti, uma escritora e jornalista que fez uma das minhas fases preferidas do Demolidor, agora edita a High Times.

Depois eu explico o porquê da minha fase esfumaçada.

Novilíngua

A Wikipedia tem artigos em "English" e em "Simple English".

Cinco minutos de ódio neste mometo.

terça-feira, 29 de agosto de 2006

That we will rise again

Isso estreou bem badalado lá fora e passou em branco por aqui. Rize é um documentário do fotógrafo David LaChapelle - o melhor filho de Hewmut Newton - sobre um grupo de dança criado na mesma área de Los Angeles onde aconteceram os distúrbios de 1992. A dança suplantou as gangues. Enfim, um primo californiano do Afroreggae, porém bem mais acelerado.

Para quem ainda acha que dançar é coisa de alienado. E tudo muito favorecido com a fotografia de LaChapelle.

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

O Novo Cafa

Joaquim Ferreira dos Santos de hoje.

Incrível a capacidade de observação. Eu conheço vários caras mais ou menos assim. Encontro com um deles todo dia de manhã, quando escovo os dentes.

domingo, 27 de agosto de 2006

Botafogo x Paraná

Eu vou. Rumo à terceira vitória consecutiva!

(Na verdade, isso é só uma desculpa para colocar o desenho do Mario Alberto).

Tim

Tim Festival escalado. Vou certamente de Daft Punk - ainda depois de saber disto aqui - e do super-combo Instituto/DJ Shadow/Beastie Boys - ainda depois de saber disto aqui. Do resto, talvez Patty Smith, talvez Herbie Hancock. E aturar o hype sobre coisas que neguinho nunca prestaria atenção se não fossem as eminentes apresentações - vide o Devendra. Não dá pra engolir alguém que chama Caetano de Deus.

Cara, Beastie Boys! Para mim, a melhor banda de hip hop da história. Podem não estar na melhor fase, mas certamente não estão em fase ruim - até porque isto nunca houve. No sleep 'til Brooklin!

Mas uma coisa ainda não comentada: os shows serão na Marina da Glória. O preço de se ter o Tom Brasil no Rio - incompatibilidade de patrocinadores. Perde-se o charme do MAM.

PS: Ontem vi um cartaz do Slayer colado ao lado de um do Pagode do Arlindo. Viva a diversidade.

Ainda sobre Plutão

Brincadeira legal: sacanear quem acredita em astrologia sobre o "rebaixamento" de Plutão.

E agora? Signo X ficou sem regente? E Xena e Ceres, não exercem influência?

Poeira (de estrelas) nos olhos dos outros é refresco.

sábado, 26 de agosto de 2006

Agassi pediu o boné

Li hoje que Andre Agassi disputará seu último torneio pelo US Open.

Há uma série de anúncios institucionais bem brocoiós relativos ao Pan-Americano que cagam regra para que sigamos o exemplo do esporte - mais exatamente, dos esportistas. Fazer esporte é bom, mas o esporte, e o que ele se tornou, é uma forma de evidenciar os homens e todos os seus lados. É ingenuidade querer fazer os outros acreditar que todos os esportistas são santos.

E um esporte tradicional como tenis ganha muito mais molho com caras de "moral quastionável" como Agassi do que com os, hum, picolés de chuchu tipo Pete Sampras.

Um dia eu tomo um drink com Agassi e Yannick Noah.

PS: Agassi é também a prova que calvície precoce nem sempre é prejuízo.

Nelly Furtado virou popozuda

Sempre simpatizei com ela. Tenho, inclusive, o primeiro disco. Agora, Nelly Furtado deu uma remexida no som, chamou o Timbaland para mixar e virou tchutchuca de primeira. Achei o single bacananinha. Mas, como a versão ao vivo mostra, ela ainda não dança como tchutchuca de primeira, apesar da calça da Gang.

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Movimento

Sexta-feira costuma ser dia de movimento. Você se obriga se mexer, mesmo estando sem rumo.

Não é o meu caso. Hoje.

Estranho como às vezes você acha que sua vida está parada. Mas ela se move mesmo que você não perceba. Só cuidado para não ser surpreendido para onde você for parar.

Fiquei refletindo sobre isso enquanto a condição de planeta foi excluída de Plutão. Revoltante.

A menina amarrando o cabelo é do Moon.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Tá vendo?

É só o Caixa D'Água morrer que o Botafogo ganha.

Anistia Internacional

Tá em húngaro, mas a mensagem é clara.

Veio do Brainstorm #9, claro.

Original de obra de arte de minha propriedade

Uma dádiva!

MdM de cara nova


O Melhores do Mundo deu uma repaginada no visual, efetivou o Mallandro e outras coisinhas aí. Ainda incluiram uma historinha nova bem divertida.

Me divirto muito com esse site. É como sempre digo: O MdM é tipo o Casseta & Planeta do jornalismo nerd. Também tem dois negros, dois judeus e uma bicha. Mas eu não posso dizer quem é o que.

O melhor amigo do homem

Aconteceu hoje de manhã.

Ana Maria Braga promovia uma festa para Belinha, sua cadela, no melhor estilo Vera Loyola. Vários cães pelo estúdio.

De repente, um dele sobe atrás do sofá em que AMB estava sentada apresentando o programa, levanta a pata traseira e, chuá: chuva de ouro.

O programa teve que ser interrompido para ela se limpar.

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Bost

Eu: Lost é uma bosta.

Thais: Mas você não viu inteiro.

Eu: E nem vou ver. Não tenho saco para acompanhar seriado. Não tenho a fidelidade televisiva.

Alguns dias depois.

Thais: Tó. A segunda temporada completa em DVD. Vê e depois opina.

Isso foi há uns 10 dias. Agora falta só o último capítulo - que passou ontem no AXN. Invalidando um pouco o diálogo acima, acompanhei alguma coisa da outra temporada - vi o primeiro capítulo na estréia; sabia em que ponto a história tinha parado. Mas, ver de cabo a rabo, só agora.

Tentando não chover no molhado: o grande trunfo da série é a estrutura do roteiro, com os flashbacks e "descompressões" com a história avançando lentamente. Parece coisa escrita pelo Brian Michael Bendis. Mas os atores são muito ruins - não é à toa que não fizeram nada antes. Iinterpretam a si mesmo. Temo pelo Rodrigo Santoro - vai virar um Tony Danza.

Mas, vá lá, a série boa. É chato dar o braço a torcer e concordar com a massa.

Em tempo: Não é verdade que nunca fizeram nada antes. O cara que faz o Sawyer é o mesmo que sai correndo pelado no clipe de Crazy do Aerosmith.

Em tempo II: o título Bost também não é nada original.

Rômulo de Bike pela América Latina

http://www.romulodebikepelaamericalatina.blogspot.com/

Ainda terei uma história assim para contar.

Já foi tarde

Queime no inferno!

E viva o futebol.

sábado, 19 de agosto de 2006

Starlight



Essa música vai tocar no meu casamento.

Atualização: Starlight cada vez mais me remete a Corto Maltese.

Papo de churrasco

- Pô, te vi na rua outro dia.

- Sério? Porque não falou comigo.

- Porque eu estava muito bêbado.

Esse é o tipo de pessoa com quem eu confraternizo. Preciso rever alguns conceitos.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Moacir Arte Bruta

Para pararem de me chamar de roqueiro descerebrado: Moacir Santos morreu há poucos dias. Nada mais apropriado para linkar esta terna foto do Nelsinho.

Ouro negro dura para sempre.

Tutty de Dia dos Pais

Atrasado, mas ainda válido.

Muse nerd

Eles podem posar de terno xadrez estilão, mas dentro de cada integrante do Muse bate um coração nerd. Que outra explicação dar para Knights of Cydonia, último clipe da banda, e suas trocentas referências? Parece coisa do Nathaniel Hornblower. E a música parece o resultado de uma jam do Rush com o New Order.

Os caras são reincidentes: o clipe de Bliss emula Incal.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Mão Peluda

Já li que tem algumas cenas de O Império Contra-Ataca que a Carry Fischer nem lembra de ter gravado.

Louco final da década de 1970...

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Duelo no curral do Authority

Uma rua de terra deserta. Passam bolas de feno rolando ao vento. Superclose nos olhos espremidos dos protagonistas. Doc Holliday e Wyatt Earp? Nada. Warren Ellis e Bryan Hitch de um lado; Mark Millar e Frank Quitely do outro. As duas duplas usando a mesma arma: o Authority. O duelo é a grande atração de Authority – Sob Nova Direção, segundo encadernado do grupo que a Devir Livraria lança, um split com as duas equipes criativas.

A trama conjunta, que une as sete partes do álbum e dá seu subtítulo, é a troca de liderança na equipe, já que Jenny Sparks, o espírito do século XX, sobe no telhado com o fim de seu tempo. Ellis e Ennis mostram seus últimos momentos, em que o Authority tem que enfrentam um ser de proporções planetárias que se aproxima para devorar a Terra. Millar e Quitelly mostram o grupo, agora liderados Jack Hawksmoor, procurando o espírito do século XXI enquanto enfrentam um cientista maluco refugo da Guerra Fria.

E os vencedores do duelo são Millar e Quitelly. Warren Ellis pediu o boné na hora certa: após dar vida e passar um ano com o grupo de indivíduos poderosos que, na definição de Howard Chaykin no prefácio, são o que aconteceria se indivíduos realmente poderosos existissem, o roteirista ficou meio sem idéias. Sua parte no álbum com Bryan Hitch, Trevas Cósmicas, emula a vinda de Galactus, e termina de uma forma meio seca, sem ser muito inovadora. É pouco para quem faz coisas como Planetary. Mas deixou o caminho livre para Mark Millar.

Hitch tem um estilo clássico e limpo. Ganha pontos com a forma carinhosa que mostra a Engenheira e sua fascinação no seu primeiro vôo espacial. Mas Frank Quitely esculacha na narrativa. Logo nas primeiras páginas de Natividade, a parte da história que ele produz com Millar, mostra de uma forma muito econômica e eficiente o Authority detonar um sub-Pol Pot no sudeste asiático.

Mark Millar é um sacana. Seu estilo ácido e irônico combina muito com o grupo. Transforma o Authority em sensação da mídia – já que o grupo tem mais poder no mundo que a maioria dos governos – e produz um massacre contra uma versão mais hardcore dos Vingadores (ou dos Supremos). Destaque para o embate entre Meia-Noite e o Homem-Tanque. E Millar se desvencilha de um defeito seu: a história não cai no final. A forma como o Authority se livra de Jacob Krigstein é bem original.

Tirando a média, Authority – Sob Nova Direção fica com três raios – dois para Ellis e Hitch; quatro para Millar e Quitelly. Mas isto é só uma opinião. O melhor deste duelo é que, ao contrário de Holliday e Earp, é o leitor quem decide o vencedor. E, no fundo, é ele que ganha.

Authority – Sob Nova Direção tem formato 24 x 17 cm, 192 páginas e custa R$ 43. Um trecho da primeira história pode ser lido aqui.

Publicado no Sobrecarga em 15/08/06.

Tool novo



Todos os clipes do Tool são animações - a maioria em massinha e muito perturbadores. E eu recomendo todos.

Para compensar, fiquem com isso.

domingo, 13 de agosto de 2006

10 pra 1

Diz a profecia que para cada 10 bandas ruins que você encara pela primeira vez, surge uma boa. Após cumprir minha cota de 10, Manacá.

Detalhe para o CD que reproduz um vinil, com direito a ranhuras. Lindo.

No link aí em cima tem como ouvir os caras.

Michael Moore's Mosh Pit

Michael Moore é um palhaço. Um bufão. É a melhor maneira de encará-lo. Esqueça a militância política, encare-o como um humorista. Você ganhará muito mais.

No trecho de Awful Truth que assisti ontem, ele lançou um desafio para os candidados à presidência dos Estados Unidos de 2000: ao som de Rage Against, eles deveriam dar um mosh
em um mosh pit móvel que ele criara. Consistia em um caminhão com um mulão dentro que ia de convenção em convenção para que a excelência moshasse. A lógica é simples: se o candidato não encara um mosh, não está apto para governar o país.

Al Gore e Bush Jr., claro, refutaram. Mas o direitista Alan Keyes encarou. Mais nas palavras de Moore.

Em época eleitoral, poderia ser implementado por aqui. Mas, em caso de Lula ou Alckmin, faria de tudo para que o mosh virasse roda de pogo.

Em tempo: infelizmente, não achei vídeo no Youtube.

R-a-n-d-o-m

www.r-a-n-d-o-m.com/

Libere o Clive Barker/Trent Reznor que existe dentro de você.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Encontre seu time

Já matei: Atlético e Paranaense, Portuguesas Carioca, Santista e Paulista, Boca Juniors, New Castle, Arsenal, Treze, Estrela Vermelha, América, Americano, Bayer Leverkussen, São Caetano (um dos melhores), Flamingo (meio forçado), Real Madrid, The Strogest, Motoclube, Volta Redonda, Santos, São Paulo, Botafogo, Vasco da Gama, Operário, Palmeiras, Tubarão, Ferroviária, Fortaleza, Cascavel, Picos e Gamba Ozaka.

Homer contribuiu com:
A Regina Casé é o Reggina, da Itália ( Bem forçado), Valeriodoce (sensacional), Tigres, Remo, Estudiantes, Celtics, Newell's Old Boys, Colo-Colo, Ponte Preta, Pumas, Santa Cruz e Porto.

E aí vem aquela coisa: sobre rios e sobre mares, sobram times: Fluminense, River Plate, River, Bahia, Náutico, Marítimo...


Tem bem mais coisa aí.

Tim Sale

Para mim, poucos desenham mulher como ele. Não só pelo traço, mas pela classe e, principalmente, o movimento. Vi uma pequena mostra do cara na Album com o tema femmes parisiennes. Nem precisa traduzir.

E, por falta de assunto melhor, dei uma bombada nos links pelo blog.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Jean Dolabella se garante

O cara é rápido. E bate forte. E o melhor: não é um Iggor cover. Toca diferentes, mudou até algumas batidas em Roots.

O melhor do show foi o clima garagem: parecia que quatro caras que estavam tomando cerveja ainda há pouco no Arco-Íris resolveram fazer um som. E o público ser formado muito por cabeludos toscos da Lapa também ajudou - além de pessoas de fora da, aham, cena metal, evidenciando o cada vez mais não-metalerismo da banda. Acho isso bom.

Longa vida ao Sepultura! Dante XXI deve ser um discasso, pelo o que se viu no palco.

Foto de Estevam Romera, retirada do site oficial.

Quem manda mais?

Unimed no Fluminense ou Eduardo Uran no Flamengo?

domingo, 6 de agosto de 2006

lonelygirl15

Eu falei que ia ficar longe daqui por todo o final de semana, mas, enfim, vício é vício. E poderia estar fazendo coisa muito pior na internet.

Ricardo Calil cantou no No Mínimo, eu pesquei: o
Youtube ganha sua primeira vlogueira de sucesso. lonelygirl15 manda recados sobre o nada trancada em seu quarto junto ao namorado. Eles também poderiam estar fazendo coisa pior. Ou melhor.

O que Calil não comentou: o grande tchan dos blogs é o feedback, e lonelygirl15 tem ganho vários Re: também em forma de vídeo, de várias partes do mundo. Pode estar nascendo uma nova forma de blogar, ou melhor, de se vlogar. Como tornou-se lugar comum nos últimos anos, a internet amplia os parâmetros do audiovisual.

Talvez daqui a pouco lonelygirl15 caia no ostracismo tipo aquelas celebridades de Fotolog. Mas, para quem tem uns 16 anos, a menina é bem espirituosa.

B-Boys... B-Girls...

Para entrar no clima do talvez show dos Beastie Boys no Tim Festival.

Lembrei-me dos b-boys no Trocadéro...

Um bando de pangarés. A galera do Grupo de Break Consciente da Rocinha os esculacha.

Piratas ao sul do Caribe

Talvez Jack Sparrow seja um antepassado mais afetado de Corto Maltese. Uma característica comum une os dois piratas – se Corto não é um pirata ao pé da letra, é pelo espírito livre –: são falsos bad boys. Os dois botam banca de só se interessar por moedas de ouros ou que colocam o bolso à frente da moral. Mas quando a coisa aperta, revelam-se bons heróis. Típicos cordeiros em pele de lobos.

O maltês faz isso diversas vezes ao longo de Sob o signo de Capricórnio, sua segunda aventura lançada pela Pixel Media. E que traz um grande atrativo para nós: boa parte da trama se passa no litoral baiano, reminiscência da temporada de Hugo Pratt no Brasil. Hora de colocar à prova a tal fidelidade que o italiano retrata os cenários.

A resposta é inconclusiva. Ao mesmo tempo em que Pratt reproduz igrejas barrocas e trajes de cangaceiros com fidelidade, mistura elementos astecas e do tarô no candomblé. Mas vamos confiar no artista e em sua licença poética – e dá especial prazer uma história em quadrinhos que se passa no Rio São Francisco e na Praia de Itapoã, com participação do cangaceiro Corisco. Corto, inclusive, arrisca uns golpes de capoeira.

Salvador só aparece mais à frente no álbum. A história começa na antiga Guiana Holandesa (o atual Suriname), onde o marinheiro conhece o ébrio professor Jeremiah Steiner e jovem inglês Tristan Baltan, que o acompanham por todo o álbum – e ainda aparecerão no próximo, Sempre um Pouco Mais Distante. Tristan tem uma meia-irmã na Bahia, Morgana, que lhe envia estranhas mensagens telepáticas sobre um tesouro, o que faz com que a trupe aporte na terrinha.

O álbum é dividido em seis episódios, com uma trama que une todos, mas cada um com sua sub-trama fechada. Todas as partes seguem uma estrutura comum, salvo a última: Corto já surge com sua memória afetada, por razões que só serão conhecidas no álbum seguinte.

A versão nacional de Sob o Signo de Capricórnio tem dois grandes extras: um testemunho do pesquisador Álvaro de Moya sobre seus encontros com Hugo Pratt, e uma galeria com visões de Corto por desenhistas brasileiros: algumas mais fiéis como as de Moon & Bá e Marcelo Campos; outras, mais inusitadas como as de Lourenço Mutarelli e João Pimenta. E umas bem irônicas, como a de Laerte. A impressão das letras nos balões parece um pouco “pixalarizada”, mas nada que atrapalhe.

Pratt apresenta personagens de toda a sorte, como a descendente de pirata Ambigüidade de Poincy e o suposto clã de criminosos Lokäarth – além do velho conhecido Rasputin. Mas usa a misteriosa baiana Boca de Ouro e a história que descamba a partir de sua entrada na trama para tratar de um assunto espinhoso: a dominação de um ser humano sobre outro, seja por colonialismo, seja por coronelismo. E, de quebra, mostra a verdadeira índole de Corto, por mais que a sua personalidade irascível tente esconder. ¤

Corto Maltese - Sob o signo de Capricórnio tem 144 páginas e custa R$ 33,00.

Publicado no Sobrecarga em 04/08/06.

Já tem outro álbum nas bancas. Assim eu não aguento...

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Lá vem o homem da gravata florida

Não faz bem começar o final de semana com um bando de criancinhas libanesas mortas, então vai de um desenho do Mitchell baseado em uma música do Jorge Ben (vou ficar devendo o Jor, com prazer).

Despedidas, festas, churrasco amanhã, churrasco depois de amanhã, show do Sepultura, lançamento da Jukebox, aniversários e reencontros - alguns bons, outros ruins e uns ainda bons e ruins.

Este final de semana deve ser longo e eu espero não reaparecer por aqui até segunda.

De quebra, tem a entrevistinha com o Cadu e com a Roberta lá no Sobs.

Um lado


De uma história que tem vários.
Charge de Quinho para o Jornal da Tarde
.

GLA

Escrevia um texto - depois ele entrará aqui - em que foi preciso uma rápida pesquisa sobre coronelismo. Sei lá por quais cargas d'água o verbete "coronelismo" na Wikipedia é ilustrado por uma foto do prédio da Prefeitura de Londres (até sei porque: é o símbolo da retranca "Poder Político". Que coisa mais imperial...)

Mas me recordei que, certa vez, mostrei uma foto minha próximo ao prédio para o meu pai, junto à placa indicando Great London Authority (GLA).

Pai: O que é GLA?

Eu: (
De supetão) Gays and Lesbians Association.

Pai: Como é que é?

Eu: Gays and Lesbians Association.

Pai: Eles tem esse prédio?

Eu: A-Ham. Em frente à Torre de Londres.

Pai: Tô vendo, na beira do Tâmisa, perto da Tower Bridge.

Eu: Sim.

Pai: Poxa, eles são poderosos.

Eu: Sim.

Acho que nunca contei a verdade para ele. E ele nunca me perguntou porque eu tenho uma foto todo sorridente em frente a Gays and Lesbians Association.

DJ Vader



O melhor são os dreds do cara vazando sob a máscara.

Não deixa de ser irônico

O Renato Gaúcho barrar o Valdiran por ir para a naiti.

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Mutantes zumbis

Já que este blog anda deveras moribundo, uma ilustração dos Mutantes feita pelo Kako que tem a ver.

Também tem a ver com a declaração da Rita Lee sobre a volta da banda.

É baseada uma foto famosa. Ou capa de um álbum, não lembro.

domingo, 30 de julho de 2006

Jukebox!

Revista nova! Com festa nova! Informações no fotolog novo!

E nota nova no Sobs amanhã.

Iron novo



Iron Maiden - The Reencarnation of Benjamin Breeg

O clipe: simples, só a banda tocando em estúdio, em uma edição razoável. Gostei. Os clipes do Iron são, em maioria, ruins.

A música: bacana, mas o cheiro de naftalina é inevitável. E meio longa também.

Mais uma do Corto

Acabei de ler Sob o signo de Capricórnio e Corto Maltese mostra-se uma bela fonte de sabedoria:

"As mulheres seriam maravilhosas se fosse possível cair nos seus braços, sem cair em suas mãos."

[Atualização] E mais outra do Corto:

Há um bar em Cagliari, na Sardenha, chamado Corto Maltese. Com pranchas reproduzidas nas paredes, uma ambiance praieira bem bacana e uma programação centrada em rock'n' roll e reggae. Não achei site oficial, só isso aqui. Mas descolei um vídeo no Youtube de uns italianos doidões no bar, ouvindo uma banda fazendo um cover de Metropolis, do Dream Theatre. E essa amiga deles, Roberta, não faria feio se desenhada pelo Pratt.

Mais um lugar que eu tenho que conhecer.

sábado, 29 de julho de 2006

He-Man reinterpretado

O sérvio Marko Djurdevic, novo capista de um dos títulos dos X-Men, elaborou uma visão mais apocalíptica-sadô-masô para os personagens de He-Man. Esse Esqueleto aí é inspirado no Marilyn Manson. Vá aqui para ver um He-Man com cabelo de Kurt Cobain, um Mandíbula teutônico e uma Malígna que faz jus ao nome.

Cadê o Gorpo?

Cabeça Dinossauro

Esse disco mudou a minha vida.

sexta-feira, 28 de julho de 2006

YYZ



Incrível como, das bandas clássicas de progressivo, a única que mantém uma "aura" original é o Rush - talvez por ser ainda somente três amigos tocando junto.

Esse Neil Peart animado é tão expressivo quando o original
.

Teflon

Assim como a imaginação, a escrotidão humana não tem limites.

Mais sobre exodos

Amanhã tenho uma despedida de uma amiga que vai morar em Dortmund.

Na próxima sexta, de outra que vai morar em Basel.

E acabo de encontar com um amigo comprando peixe no mercado. Em janeiro, ele parte para Valência.

O último a sair apaga a liz.

Prodígio

Com a minha idade, o Alckmin já era prefeito de Pindamonhangaba.

Mas eu prefiro muito mais ser o que sou do que ser prefeito de Pindamonhangaba.

O cineasta de uma nota só

Kevin Smith surgiu acalorando corações de indies e nerds. O Balconista ganhou respeito no Sundance, ganhou respeito em Cannes. Depois, ele tentou provar que era versátil. Chasing Amy até conseguiu chegar em algum lugar, mas Dogma, aquele filme filme só do Say e Silent Bob (até sei, mas não quero escrever o nome do troço) e Jersey Girl foram por água abaixo, se tanto nos últimos dois casos.

Kevin Smith não sabe fazer muitas coisas. Acho que ele só sabe fazer isto:



E faz isto muito bem. Clerks 2 estreou faturando muito mais alto do que o esperado e com boas impressões da crítica. E eu senti um prazer com esta notícia semelhante à sensação de ver Mallrats
pela primeira vez. Hilário, autoreferente e despretensioso.

De quebra, há uma minissérie do Homem-Aranha com a Gata Negra escrita pelo cara nas bancas. Uma bobeira. Mas como aquela bobeira é divertida - e aquele reencontro de ex, verdadeiro.

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Here I come to save the day

Fui eu me divertir com os vídeos do Saturday Night Live no Youtube e me deparo com a seguinte mensagem:


Uma pena, já que estes quadros não estão disponíveis em nenhum lugar - só vi DVDs Musicais do SNL (inclusive, um dos vídeos que procurava era do Operaman) - e agora sou vítima das reprises.

Uma pena, também conhecida como tiro no pe (dos fãs, principalmente).

Nessas horas, Andy Kaufman sempre salva. Mas Andy Kaufman é mais perturbador do que qualquer outra coisa.

Piada deveria ser Domínio Público.

"You say you want a revolution"

Uma bela sacada

Incrível como às vezes tudo o que você precisa é uma simples sacada. O quadrinista Bill Willingham teve a sua – que nem é tão original assim –, e Fábulas já chegou à sua qüinquagésima edição nos Estados Unidos. Se a idéia de transportar personagens de contos de fadas para o “mundo real” não é inédita, Willinghan acerta em cheio nos rumos que dá para a história.

A segunda saga da série, A Revolução dos Bichos, lançada no Brasil pela Devir Livraria, mostra o destino das fábulas não-humanas, exiladas de seus reinos pelo misterioso Adversário: o confinamento em uma vasta fazenda no interior do estado de Nova Iorque. E como confinamento, por melhor que seja a prisão, nunca é algo agradável, os animais e variantes resolvem fazer um motim contra o governo geral de Branca de Neve e do administrador da propriedade, Weyland Obreiro, o que garante o título orwelliano ao álbum – que é mais centrado em diversão do que política propriamente.

Willingham desenha – como prova os estudos de personagem no final do álbum; inclusive, começou a carreira como ilustrador dos livros de RPG Dungeons & Dragons, já adquirindo intimidade com seres fantásticos – mas deixou a tarefa para Mark Buckingham, britânico que tem passagens por Miracleman e Sandman.Seu estilo claro e simples, que lembra Kevin Maguire, combina estranhamente bem com as criaturas mostradas no álbum. Mas o esplendor visual de Fábulas vem mesmo das capas de James Jean, que já lhe garantiram três vezes o prêmio de Melhor Capista no Eisner Award.

Fábulas faz parte do selo Vertigo da DC Comics, o que garante a liberdade para cenas mais violentas, mas nada muito chocante ou desnecessário. Buckinghan faz algumas piadinhas visuais, como inserir um livro do Shrek aqui, uma pedra do Rei Leão acolá. A edição brasileira segue aquele formato “americano um pouquinho menor” da Devir, que não compromete, mas não tem nenhum texto extra ou introdução.

Além dos desfechos, o sucesso de Fábulas pode ser justificado pela maneira com que Willingham costura mitos de diferentes origens, de escritores clássicos a contos medievais apócrifos, e pela representação inusitada de alguns personagens – dois dos Três Porquinhos parecem líderes sindicais de ética duvidosa, e a Cachinhos Dourados é uma militante de esquerda de fazer inveja a alguns fundadores de partido por aí. O grande gol é mesmo a dicotomia entre uma Branca de Neve clássica que usa bolsa Louis Vuitton, e cuja popularidade acabou ofuscando e amargurando sua irmã Rosa Vermelha, que está em um dos contos originais dos Irmãos. Culpa de Walt Disney.

Fábulas – A Revolução dos Bichos tem formato 24x16 cm, 128 páginas, galeria de capas e estudos de personagens e custa R$ 38,50.

Publicado no Sobrecarga em 26/07/06.

Cara, eu menosprezei essa série. Como pude fazer isso? E coloquei uma das capas do James Jean das que mais gostei. A propos, o blog do rapaz.

terça-feira, 25 de julho de 2006

Você sabe que é um idiota quando

Após dois meses de convivência, descobre que tem girado o moedor de pimenta para o lado errado.

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Setembro rock na Fundição (e outubro reggae)

06/09 - Slayer.

14/09 - Franz Ferdinand.

18/09 - Yellowcard (Mas esse eu passo até por ser meu aniversário).

06 e 07/10 - Ziggy Marley.

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Como ser dignificado

Ô quantidade de trabalho que não me deixa postar.

Mas semana que vem eu tô de férias!

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Cortez, the Killer

Raul Cortez era um puta ator, forjado no palco, trabalhando contra a vontade da família tradicional, no início da carreira. Me marcaram muito o pai centralizador e cagador de regra de Lavoura Arcaica e, vá lá, o Jeremias Berdinazzi de O Rei do Gado. E o um cara tambématuou em uma versão de Auto da Compadecida com Os Trapalhões.

Histórinha de um amigo meu, que ele ainda não autorizou para colocar aqui. Qualquer coisa ele me processa.

Fiz um comercial com ele. O cara era um lorde, educadíssimo e excelente ator. Que eu me lembre, foi o único caso de take único. Mandou o texto de primeira, sem errar, super bem. O diretor ficou impressionado e falou que para ele tava feito, que ia fazer mais uma apenas por segurança de qualquer erro no laboratório. Ele fez de novo. Perfeito. Se despediu simpaticamente e foi embora. Não ficou 20 minutos no set. Impressionante!

A foto é do Estadão.

terça-feira, 18 de julho de 2006

Herói da resistência

Pequena nota no Globo de hoje; não tinha nem no site. Mas eu digitei.

Ato Obsceno

O desempregado Alberto Gomes Oliveira, de 38 anos, foi detido ontem depois de ter tirado a roupa e empunhado um facão em frente ao Comando Militar do Leste (CML), no Centro. Ele exigia ser recebido pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que sequer está no país. Alberto dizia que precisa contar a Lula que os Estados Unidos pretendem invadir o Brasil. O protesto acabou mal: Alberto foi detido e levado por ato obsceno e porte de arama branca. Segundo a polícia, ele é morador do Morro Cerro-Corá, no Cosme Velho.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Como não ler 'Adolf'

Indo de metrô para resolver umas pendências no ministério do trabalho. Abro a mochila e saco minha edição de Adolf. Sigo imerso na narrativa e na trama detetivesca de Osamu Tezuka e nem me dou conta da viagem. Ao chegar na minha estação, baixo o livro e vejo que todos estão me olhando meio estranho, com cara de poucos amigos.

Então percebo que um careca lendo um livro chamado 'Adolf' com a foto do Hitler na capa não é exatamente uma imagem agradável.

domingo, 16 de julho de 2006

Quiz no ônibus

572 - São Salvador/Leblon.

No trajeto entre Jardim Botânico e Flamengo, um pai e um filho fazem um quiz para matar o tempo. O pai faz perguntas de geografia política para o menino, de uns 7 anos, que devolve com perguntas futebolísticas.

Filho: Campeão Brasileiro de 2001?
Pai: Grêmio!
Filho: Não! Foi o Atlético Paranaense. Nã nã nã nã.

Pai: Tá bom, minha vez. Continente e capital de Cuba?
Filho: América Central e Havana.

Seguiu assim, com o menino impressionando: acertou Camberra da Austrália, Caracas na Venezuela e, incrivelmente, "alguma coisa com 'Ri'" para a Arábia Saudita. Pareceu que ele reservou a melhor para quando eu fui descer do ônibus.

Pai: Você tá ganhando de 5x3, vou parar de facilitar, heim? Continente e capital da Polônia?
Filho: É na Europa. A capital é algo com Wa... Wa... Wa... Vassouras!

Eu aplaudi.

sábado, 15 de julho de 2006

Mr. Bungle

Tenho plena consciência que o real valor do Broder só será dado após ele se matar auto-exiliado em Arles, com a orelha decepada. O vagaba faz tudo isso no Paint.

Música de Copa

Ainda em ritmo de Copa, duas notícias musicais nesta bela manhã de sábado:

Eu, eu, eu, o Weezer acabou: Pelo menos, é o que dizem por aí. Cuomos finalmente se formou e se casou, vai seguir carreira acadêmica. Mas nunca se sabe.

Olê-lê, Olá-lá, Lombardo vem aí, e o bicho vai pegar: Slayer em setembro. Já confirmado em São Paulo. Porque eu tenho fé, assim como
Tom Araya.

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Hype! nas bancas

Da séries dos mais improváveis, Hype! foi lançado dentro da coleção de DVDs da Bizz. A caixinha define como o "documentário definitivo sobre o grunge". Eu defino com o anti-rockumentário. Hype! mostra como um bando de fuleiros em um dos lugares mais pobres dos Estados Unidos criaram um monstro, ou melhor, foram transformados em um monstro.

Como uns moleques se juntaram para fazer um som e, quando deram-se por sí, eram a maior banda do mundo, e sua cidade bizarra era "o local mais cool do universo".

Os cães ladraram e a caravana passou. No caso, a caravana é a indústria musical . E os cães continuam ladrando em Seattle (e em outras Seattles por aí) como faziam há uns 15 anos.

Vale pela a edição irônica e as entrevistas do designer, do Endino, de um jornalista gordinho de óculos, do guitarrista do Screamming Trees, do Kim Thayil, o Vedder tentando colocar umas bandas novas como papagaios de pirata para diminuir sua culpa pelo sucesso do Pearl Jam e - isso é histórico mesmo - os caras conseguiram desencavar a primeira execução ao vivo de Smells Like Teen Spirit.

Meu altar à primeira metade da década de 1990 fica mais completo. Falta agora só o álbum do Peter Bagger que foi lançado, para colocar do lado do meu livro do Charles Petterson (autor da foto da capa do DVD).

Complexo não-complexo

No texto que abre a (enfim!) edição nacional de Incal, o escritor chileno de origem russa Alejandro Jodorowski nos conta que tudo aquilo veio para ele como em um sonho, e Moebius colocou no papel. Mas após a leitura dos dois primeiros tomos, O Incal Negro e O Incal Luminoso, que a Devir Livraria reúne neste primeiro volume, fica a impressão que a coisa funcionou da maneira inversa: Moebius sonhava, e Jodorowski dava um jeito para organizar tudo aquilo.

O desenhista francês tem várias qualidades, como a leveza e agilidade dos seus traços e sua diagramação vertiginosa que quebra com o padrão franco-belga, mas talvez o que mais chame a atenção em Incal é sua inventividade no design: há coisas ali que não se parecem com nada, como os bergs, o/a Imperadoratriz e tudo com que o herói (?) John Difool cruza após entrar no Exterior Interno. De onde Moebius tira aquilo?

Jodorowski já era um cineasta, escritor e até mímico com décadas de experiência quando escreveu Incal. Multimedia como sempre foi, escolheu bem a linguagem que usaria para contar uma de suas principais obras. Incal só seria possível, da maneira que Jodorowski queria, se fosse em quadrinhos. E com Moebius desenhando.

Posto isto, e com a relevância que a obra ganhou ao longo dos anos, parece que
Incal é algo muito rebuscado. Nada. É uma aventura (no sentido mais rasteiro) ágil e divertida, gostosa de ler. Estrelada por um personagem improvável e trapalhão, o detetive fuleiro John Difool – surgido, como todos os personagens da série, das cartas de tarô – que acaba ganhando posse do item mais poderosos do universo e é catapultado para uma disputa de proporções galáctica. O típico anti-herói no lugar errado.

A história nasceu de uma frustração: Jodorowski e Moebius estavam envolvidos em uma malfada adaptação cinematográfica do romance Duna, dirigida por Dan O'Bannon. Se (este) filme sobre a obra de Frank Herbert foi para o limbo, serviu para unir a dupla pelo potencial da ficção científica. Jodorowski floreia, dizendo que não colocou o roteiro no papel, simplesmente contou para Moebius. Seja como tenha sido, deu o substrato para criação de um vasto mundo cyberpunk e seus personagens estranhos – expandidos nas séries derivadas, algumas delas ainda correntes.

A edição lançada pela Devir é baseada em uma republicação de 2003 da
Humanoïdes Associés, totalmente recolorida por Valérie Beltran. Saíram as cores chapadas, entrou o aerógrafo e mais diferenciações de luz. Não comprometeu, mas ficou bem diferente do original. A tradução de Marquito Maia é eficiente, com expressões bem brasileiras – “estão fungando no meu cangote” – mas mantendo a essência original. O álbum conta também com uma bem completa biografia de Jodorowski (a de Moebius virá no próximo volume). O único senão é que, pelo preço, poderia ser com capa dura, tipo os originais franceses.

Com muita genialidade e até naturalidade, as duas mentes criaram uma das mais celebradas HQs. Mark Millar define como “uma das histórias em quadrinhos mais perfeitas já criadas”.
Incal consegue reunir aventura, humor, ficção científica, misticismo e doideiras puras. Consegue ser complexo sem parecer complexo. E de uma maneira possível só nos quadrinhos.

Incal – Volume I
tem 28x21 cm, capa cartonada com orelhas e reserva de verniz, 96 páginas coloridas em papel couché brilhoso e custa R$ 42.

Publicado no
Sobrecarga em 13/07/06.

Sem nenhum motivo especial, eu gostei muito dessa.

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Eu gostei dele

Achei ele simpático. E essa cidade precisa de luz mesmo.

Coisinha ridícula

Hoje é Dia Mundial do Rock.

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Truth, Justice and the American Way

Pela numeração, esta edição deve ser de 1944 ou 1945.

E foi-se Syd

Com a missão cumprida. The lunatic is in the grass... (Ó-quei, essa não era dele. Mas Syd inspirou tudo o que o PK fez. E eu fiquei com vontade de cantar.)

Morre Syd Barret, ex-Pink Floyd

Por Marcelo Tavela — Terça, 11 de julho de 2006


Syd Barret
, um dos membros iniciais do Pink Floyd e mentor da banda em seus primeiros anos, morreu na Inglaterra, aos 60 anos, em decorrência de diabetes. Barret entrou para o grupo em 1965 e saiu três anos depois, após ter gravado os álbuns The Piper at the Gates of Dawn e A Saucerful of Secrets. Depois do desligamento, Barret lançou ainda dois álbuns-solos, mas adotou uma vida reclusa, sem perder o carinho dos fãs.

A banda divulgou uma nota lamentando a morte, informando que "Barret sempre foi uma luz-guia para todos e que deixa um legado inspirador". Em entrevista a BBC, David Bowie
disse que Barret era sua "inspiração-maior". "Foi o primeiro cara a cantar rock ou pop como um legítimo britânico – a sua influência na minha forma de pensar era enorme". Barret será enterrado em uma pequena cerimônia familiar.

Publicado no Sobrecarga em 11/07/06.

terça-feira, 11 de julho de 2006

Cara, fiz uma besteira...

Assisti parte do primeiro capítulo de Páginas da Vida. Tarcisão agarrando emocionado Glória Menezes, Regina Duarte sofrendo, Daniele Winitz fazendo a gostosona... Nada muda. Pelo menos, teve Amsterdã. Com uma intercambistas duranga morando sozinha em um barco-casa com jardim.

Ai, ai...

Resistir é inútil

Um hype feladaputa + a sensação de oportunidade única + um "Ah, vai comigo, vai?" = R$ 150 em um ingresso do Cirque du Soleil.

Enfim, na França custava 200 euros, então estou no lucro.

Doze e Treze

Doze: Com 11 anos de atraso, assisti ontem a porra-louquice de Terry Gilliam Os 12 Macacos. Sabendo usar, dá para ver filme com o Bruce Willis. E também foi a primeira vez que o Brad Pitt se mostrou como ator - dizem que no DVD há uma entrevista com Gilliam dizendo como foi relutante à escolha do (então só) galã. Complexa crônica sobre espécies dominantes, terrorismo e o que vemos fazendo com o mundo há alguns séculos. E como Gilliam consegue criar ambientes angustiantes, tanto pelo hospício como pelo futuro.



Treze: Com 22 anos de atraso - mas aí a culpa não é minha -, XIII chegou ao Brasil. Willian Vance tem um traço detalhadíssimo, quase um bico de pena, mesclado com as cores chapadas franco-belgas. E pinta capas belíssimas em aquarela. Escolhe bons enquadramentos, tipo grandes perspectivas com os personagens distantes, no fundo do quadro. E, por terem sido produzidos em 1984 e 1985, os dois primeiros tomos que a Panini reuniu na edição 1 tem um cheiro oitentista, mas do lado bom - design dos carros, roupas e cabelos. Uma trama de ação, mais ao estilo europeu: sobe a espionagem, desce a pancadaria. Jean Van Hamme sabe envolver com seu texto. Muito bem vindo isso - até porque me sinto melhor por ter economizado 27 euros em uma coletânea francesa com os 3 primeiros tomos.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Super pelos mestres


Para entrar no clima: Superman do Moebius e Superman do Will Eisner.

Mais em breve.


Pelada por pelada

Fico com o Campeonato Brasileiro.

Pelo menos não tem o Bial fazendo "poesia".

Medíocre em francês é médiocre mesmo

Cheguei a dizer aos quatro ventos que o Zidane era o último jogador de futebol elegante e o cara me apronta uma dessas? Tudo bem que o ignorante do Materazzi ofendeu toda a família dele, mas um jogador com a sua experiência era para ter devolvido em campo, não com uma cabeçada no peito.

A França perdeu a Copa ali. Não deu para torcer mais por
les bleus. A Itália também não fez por merecer; foi campeã jogando de verdade só os 15 minutos finais da prorrogação do jogo contra a Alemanha. Mas a França não mereceria, de maneira alguma.

Que final de carreira contrastante. Medíocre. A minha decepção é enorme; tipo tivesse confiado em alguém por uma vida inteira e, em segundos, esta confiança é demolida. Que Copa triste.

E, na boa: cabeçada no peito? Se era para bater, fechasse a mão e arrancasse alguns dentes do Materazzi - porque ele até merece. Francês é tudo frouxo mesmo.

De quebra, um comercial da Isenbeck:


domingo, 9 de julho de 2006

Saída: aeroporto

Constatação de uma amiga, que se mudou recentemente com a família - 4 elementos, classe média média - e passou pelo périplo de procurar apartamento.

"Sem brincadeira, uns 80% das casas que visitamos foram de casais cujos filhos saíram do país. Quase sempre o papo de que 'estou vendendo porque meu filho está morando no Estados Unidos'. Teve até uma avó que pegou um álbum de fotografias do neto na Alemanha. Quem pode, sai fora."

Por mais que mundialmente tenha crescido o número de pessoas que trocam de cidade ou país - isso é puro achismo, mas tenho a forte impressão - não deixa de ser triste. São pessoas de classe média, crème de la crème da sociedade brasileira real - rico não conta, vive em outro mundo - para quem não se compara a qualidade de vida e o salário de fora com o que ganharia por aqui.

Eu adoro essa putaria; não pretendo do Brasil sair por muito tempo. Mas decisões podem ser revogadas.

Média de gols

Esta Copa deve terminar com a média de gols 2,30 por partida.

É a segunda pior marca da História, atrás do 2,21 da Copa de 1990.

Sem mais pelo momento.


sexta-feira, 7 de julho de 2006

O filme novo é maravilhoso.

PS: Kevin Spacey de Lex Luthor é mau como o Pica-Pau.

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Porque eu confio na França

Eu confio na França. Os jogadores francesas são valentes. Usam sua experiência com sabedoria. A Marsellaise é um hino belo, que impulsiona seu povo nos momentos árduos. Zinedine Zidane é o último avatar da elegância clássica no futebol e...

Na verdade, jogo foi horrível. Henry cavou o penalti e a França só ganhou porque Portugal é pior ainda. Que Copa feia.

Só estou realmente feliz porque crave o 1x0 no bolão, o que me dá alguma chance de tirar algum troco. Incrível como o dinheiro corrompe a poesia da vida.

Site do Câncer de Mama

www.cancerdemama.com.br

Clique e ajude.

terça-feira, 4 de julho de 2006

Olha, espirituosos eles eram

Uma lástima

Da série "palavras que você nunca esperaria juntas": a alegria alemã me fez torcer pela equipe germânica hoje. Um título nesta Copa faria muito bem para a Alemanha na Alemanha, por ser mais um fator de unificação em um país sempre complicado neste quesito, e seria mais uma forma de reafirmar a Alemanha na Europa.

E o belo discurso do Klinsmann, de que na verdade este seria o primeiro título alemão, de uma só Alemanha, me emocionou.

Mas futebol nem sempre justo, futebol nem sempre é belo.

Pelo menos, acaba com aquela história de que a Copa estava feita para a Alemanha. Dá maior legitimidade. E a parte italiana do meu sobrenome comemora. Tavela vem da Reggio Calábria, bem na ponta da bota que vai chutar a Sicília.

PS: Quer ficar puto? Compara a reação pós-elimunação dos jogadores alemães com os brasileiros.

PPS: Imagina a festa em Buenos Aires agora...

segunda-feira, 3 de julho de 2006

domingo, 2 de julho de 2006

Comentários pertinentes

Uma: "Aí, na boa, o Kaká tem cara de quem é ruim de cama..."

(Se bem que ontem todo mundo brochou).

Outra: "Ai, tenho que ter fé. Deus é brasileiro!"

Mais uma: "Pena que a França seja a terra da razão".

sábado, 1 de julho de 2006

Déjà vu


Freguês, em francês, é "client"

Et je n'ai rien plus a dire.


Poliana F. C.

Outro dia, o Arnaldo Branco comentou em seu blog que a seleção não tem bad boys. Vou além: esta Copa não tem bad boys. Quem apontar? Talvez o Rooney, porém mais pelo jeito de quem cai na porrada em pub uma vez por semana do que pelas atitudes e declarações. O Figo dá umas estocadas de vez em quando, mas não há sentido em um bad boy português. Há carniceiros como o Materazzi, mas bad boy não é cavalice, é estilo de ser. Até mesmo o Henry quando vai chamar brasileiro de burro, ignorante e iletrado dá uma floreada. E o destaque da Argentina, Riquelme, tem o jeito de jogar o menos argentino possível. Simeone deve estar inconsolável.

Futebol asséptico é isso aí. Deve ser por isso que todo mundo vibra com o Maradona xiliquento na arquibancada.

Saudades de Romário e Edmundo cantando Somos bad boys/ Isso não tem nada a ver...

Atualização: Rooney acaba de aumentar sua cotação com um pisão no saco de um português.

Atualização 2: E tem o Felipão...

Cueca

Alemanha e Argentina jogaram de calções pretos ontem. Então nada justifica o Brasil usar a cueca branca quando enfrentar seleções de shorts azuis.

Meu tio argentino me deve uma caixa de Quilmes.

sexta-feira, 30 de junho de 2006

"O Brasil não perde oportunidade de perder oportunidade"

A frase é de Roberto Campos, o Bob Field. Você pode odiar Roberto Campos, mas a frase é boa ("Eu não odeio. Eu quero te matar, mas eu não te odeio", como diria o John Turturro para o Anthony Quinn em um filme meia-bomba do Spike Lee que vi anteontem. Tenho muitas discordâncias, mas reconheço a relevância de Campos para o pensamento econômico brasileiro).

Estranho usá-la para falar de TV Digital. É possivel que Campos apoiasse a decisão pelo padrão japonês. Eu não apoio. E sinto a perda de uma bela oportunidade de mudar o espectro (amplos sentidos) da televisão no país.

O modelo europeu seria mais barato para o consumidor. E, base de um sistema "democrático" (as aspas são para Hélio Costa e seu discurso no anúncio), abriria mais concorrência nos canais de TV. Abriria mais canais de TV. As telefônicas iam sair ganhando também - sempre um grupo poderoso sai ganhando - mas tornaria a televisão brasileira mais democrática. E, pensando na minha galera, fomentaria mais empregos.

Há alguns meses são veiculados anúncios em jornais que unem todas as TVs abertas em um "abaixo assinado" pelo padrão japonês. Se conseguiu colocar Globo, Band, Record e Rede TV!, entre outras, juntas, desconfie.

Lula disse que o padrão japonês levou em conta também o compromisso de investimento nas indústrias e o desenvolvimento de tecnologias por brasileiros. A primeira parte, pode ser, mas o "desenvolvimento de tecnologias" já vêm sendo feito há pelo menos cinco anos, muito antes de se pensar em definição. Sei pelas PUC, tem uma participação relevante.

Enfim, precipitação foi a palavra-chave dessa história toda (adicionada de ano eleitoral e lobby televisivo).

Há muito tempo, "nosso" ministro das telecomunicações foi repórter da TV Globo, e isto deve ter influênciado sua decisão agora. Espero que ele saiba qual será a decorrência da sua decisão.

PS: De todas as coberturas que li, a mais lúcida é a da Folha de S. Paulo. A d'O Globo é sacanagem.

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Sobre humoristas mortos

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Do you believe?

Descobri hoje que o Chester Bennington é filho da Cher.

Linkin Park tornou-se imensamente mais respeitável.

Coração do Império

Se o mundo fosse um lugar justo, Bryan Talbot teria sido integrante do Monty Python. A filiação ideológica/humorística ao grupo fica evidente na falsa autobiografia que Talbot encaixou em Coração do Império, ou O Legado de Luther Arkwright, lançado pela Pixel Media. Não faltam batalhas imaginárias como oficial do Império Britânico pela libertação de Minas Gerais (alusão à participação de Talbot na Bienal de Quadrinhos de Belo Horizonte, em 1997) e repúdio público às suas obras.

Porém, se Talbot tivesse sido mesmo do Monty Python, seria mais identificado com Terry Gillian, que após a fase de piadista, debandou para uma carreira mais, digamos, séria como diretor de cinema. Coração do Império tem bastante humor, mas tem principalmente uma luta por poder político embaralhada numa bela ficção steampunk - a versão vitoriana para o cyberpunk.

A história mostra um Império Britânico para o qual o sol nunca realmente se pôs. Isto levou a uma Londres gigantesca e psicodélica em art nouveau, todas as colônias tradicionais – e outras novas, como o Japão – ainda sob o jugo inglês e uma rainha que eleva a definição de despótica para outros patamares. E, se tratando de imenso poder, há sempre alguém querendo subjugá-lo. Talbot reserva esta missão ao Vaticano.

O Coração do Império é a continuação de As Aventuras de Luther Arkwright, maxissérie em que Talbot trabalhou espaçadamente desde 1976, e foi publicada aqui em dois volumes pela Via Lettera. Muito dela ecoa em Coração do Império, mas sua leitura não é imprescindível para compreensão da nova saga. Fora da grande trama política, mostra a filha de Luther, a Princesa Victoria, tentando se entender com o pai falecido e os estranhos poderes que começa a desenvolver. Traz também muitos outros personagens interessantes nas sub-tramas, como os jornalistas das colônias americanas e os demais integrantes da corte – incluindo Kenneth Baker, o intérprete do R2D2 em Guerra nas Estrelas.

Talbot sabe chocar, até meio que gratuitamente. Logo na abertura, demole um dogma católico. Também inclui Lady Diana Spencer na história, como uma louca enclausurada em um hospício nojento – e bem antes da ameaça sem graça de Peter Milligan em X-Táticos. Mas Talbot também sabe desenhar. Seu traço limpo tem um quê de Steve Dillon, um pouco mais relaxado. E, diferentemente de muitos, ele conhece os lugares que desenha. Mostra exatidão nos detalhes de Roma, até na distância entre os prédios. E sua Londres, por mais fantasiosa que seja, é construída sobre bases reais. Dá para identificar. O ápice das duas características é a seqüência de sexo, em que ele transforma quatro relações distintas em um bacanal – incluindo duas singelas estátuas de anjinhos.

A história avança de forma lenta, talvez devido ao grande número de personagens, mas entretém. Bryan Talbot – que tem um Prêmio Eisner na estante por The Tale of One Bad Rat – deu muito trabalho aos editores pelas diversas referências que usa: o álbum conta 55 notas de rodapé. A primeira parte é encerrada de forma subida, mas, de qualquer forma, o segundo volume já está nas bancas.

Coração do Império ou o Legado de Luther Arkwright. Volume I tem 164 páginas coloridas e custa R$ 33.

Publicado originalmente no Sobrecarga em 26/06/06.

Fazia um bom tempo que eu não publicava uma resenha. Motivo um: Copa do Mundo. Queria ter uma desculpa melhor, mas é isso. Motivo dois:
precisava ler um livro. Estava lendo muita HQ direto, cansei da linguagem (e o nível do texto cai). Estou terminando O Espião que veio do Frio, do John Le Carré. Comentários em breve.

Só pra constar

Vai que um dia eu preciso dessa imagem...

E como Os Trapalhões eram melhores pré-policiamente correto.

terça-feira, 27 de junho de 2006

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Teaser trailer tem a função de te irritar enquanto o filme não chega. Este acertou em cheio.

Clique na figura.

PS: Bela terça-feira. Além do teaser do Aranha e vitória do Brasil, a França garantiu uma inesperada despedida digna para o Zidane no sábado.

domingo, 25 de junho de 2006

Brixton, Bronx, Baixada e agora Berlim

Assisti a um inusitado Almanaque na GloboNews sobre o crescimento do hip hop alemão. Segue a cartilha: os principais temas, junto com seus principais MCs, vêm da pobreza. E pobreza na Alemanha está subdividida: uma parte na antiga República Democrática Alemã e - a nova onda - nos imigrantes que vêm fazer os trabalhos que os alemães não querem mais fazer.

Algo os une: a inclusão. Os "velhos" alemães querem os mesmos direito$ que seus copatriotas do ocidente. Os imigrantes querem seus direitos puros e simples. Um filho de turcos nascido na Alemanha não é alemão. Ele fala alemão, lava o prato dos alemães e contribui para a receita alemã, mas não é alemão. Coisa de primeiro mundo.

A gravadora independente que mais cresce no país é a Aggro Berlin, especializada justamente em hip hop. Seu principal artista, Bushido (nascido Anis Mohammed Yussuf Ferchichi), já foi preso por tráfico e vandalismo, e se transferiu para a Universal. Algo celebrado até pelos educadores é que o novo hip hop de Berlim colocou o alemão de novo nas rádios e na boca dos jovens. De fato, pouco ecoa da Alemanha, tirando a música eletrônica e o heavy metal melódico.

A cartilha continua sendo seguida: com a influência do gangsta rap (como eu amaldiçoou Notorius B.I.G nessas horas), há também nas letras mulheres objetos, armas e, merecendo um aparte, violência e racismo - dois elementos que funcionam ainda pior com o histórico da Alemanha.

Talvez isolando este virus, o hip hop alemão possa crescer e dar voz aos, vá lá, excluídos. É cliché, mas é o que o hip hop tem feito por muita gente no mundo.

De quebra, um vídeozinho Bushido para vocês sentirem o drama.

sábado, 24 de junho de 2006

Fafá é vacilona

Fafá: Ó-quei, Sedenta, você pode até ter o que fazer nos dois primeiros jogos, mas o terceiro você vê comigo.

Eu: Beleza, Fafá. Estou na sua mão.

Fafá: Sigam-me os bons!

Fui para a mão da Fafá e acabei ficando na mão e ponto. Na hora H, ela surgiu com uma tal festinha no Leblon excluindo os compromissos anteriores. Tsc tsc tsc. É por essas e outras que a Fafá é vacilona.

Ainda bem que João Paulo e família tiveram a sensibilidade de me acolher.

PS: Eu ia tentar não usar este blog para sacanear as pessoas, mas fez-se urgente.

Mas mantenha os respeito

Foram divulgados os finalistas do concurso do D2.

A que eu mais gostei foi a última, com os fones e plugs simétricos, mas deve ganhar a caixinha de fósforo ou a do gravite amarelado, que também são belas.

Constatar não ofende

A Nova Skin criou até uma campanha simpática para a Costa Marfim, mas deu no que deu. E os marfinenses jogaram bem.

Se depender da sorte e da habilidade do Flamengo...

PS: Já tem rubronegro tentando me convencer que Nova Skin é boa.

Tópicos e links

Ossos do ofício

Todo semestre o jornal tem que fazer seleção de estagiários, e o número de vagas é condicional a qualidade da seleção. A seleção deste semestre foi muito boa; cinco pessoas vão ter que sair.

Foi o pior dia do ano.

Triste coincidência

Perdemos o integrante mais engraçado do principal grupo de humor da TV por problemas do coração no meio de um copa. Exatamente como 1994.

Que pelo menos o desfecho seja o mesmo.