segunda-feira, 2 de junho de 2008
O tema do Dia
Fiquei um tanto quanto satisfeito com o rumo que a cobertura tomou, saindo só de cobrir o fato e questionando a falta de segurança e apoio do aos repórteres no local. Demorou, acho que o portal tinha que ter entrado neste questionamento antes. Mas entrou nos últimos textos do dia.
Foi bom também participar disso. Uma das vezes que você se sente fazendo algo pela - para usar o jargão - classe. Espero que este episódio mude alguma coisa na segurança de jornalista. No Dia, deve mudar.
Ainda há muitas perguntas a serem respondidas. Eu e o pessoal do portal vamos tentar achar as respostas nos próximos dias.
Perfect do Mike Patton
Trailer oficial do Street Fighter 4 feito pela Capcom.
A música tem tudo a ver com o jogo.
Raduken!
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Firefox Download Day 2008
O Firefox lançou campanha para quebrar o recorde mundial de download de programas em 24 horas. Está começando uma contagem mundial em que se promete baixar a versão 3.0 que será lançada em breve.
Gosto da raposinha. Não só porque é simpática, distribuída de graça e indo contra alguma convenções comerciais, mostrando que nsa web as coisas são diferentes, mas porque a navegabilidade do browser é muito melhor. Quando eu uso outros, sinto-me desconfortável, tipo usando terno menor que o meu tamanho.
E é uma coisa que o IE tentou imitar e não conseguiu. Engula, Bill Gates.
O Brasil é o segundo país com mais promessas de download. Antes mesmo, a Mozilla já tinha desenvolvido banner em português. Mais um ponto para eles. Para entrar na contagem, clique acima ou abaixo do texto.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Tem horas que é melhor separar
Só não conseguiu um título. E o Botafogo precisa muito de um título agora.
Lembra aquele relacionamento que é bom, tem química, mas que falta aquele algo mais. Os dois se acostumam um com o outro, são até felizes. Mas falta aquele algo mais.
Talvez andando separados possam crescer, pare se reencontrar no futuro.
Valeu, Cuca, boa noite e boa sorte. Obrigado.
Dizem que vem Ney Franco. Dos males, o menor.
Quero o Autuori ano que vem.
De repente, tudo faz sentido
Finalmente entendi minha relação com o Botafogo.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
Ross Halfin
Algumas das fotos que estavam na home - e só na home.



segunda-feira, 26 de maio de 2008
Relaxa e goza
João Suplicy afinava o violão, Supla - que toca bateria nas apresentações - esperava. Maria Paula, mulher de João, grita o "fala alguma coisa".
Supla olha para o público e manda "ele tem que afinar de qualquer jeito. Sei lá, relaxa e goza".
Pérola galvanesca no GP de ontem
Ele falava sobre o asfalto.
Mais uma vez, ₢ by Tutty Vasques
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Jefferson Perez
[Atualização] Morreu o Jefferson errado. ₢ by Tutty Vasques
O que foi aquele primeiro tempo?
Passei mal, até porque não pude ir ao jogo e estava preparando uma pauta para entrevistar o Dines (o que foi bem legal. É bacana conversar com o cara que tem de carreira o dobro do tempo que você tem de vida). Mas eu queira matar.
Se serviu para alguma coisa, foi pro Cuca "ver" o jogo, mudar tudo e resolver, numa das suas viradas táticas que ele não fazia faz tempo. Em SP vai ser foda, mas acho que o Botafogo pode chegar.
Segue o que o PVC escreveu.
A VIRADA DE CUCA
postado por Paulo Vinícius Coelho
Cuca voltou do segundo tempo precisando matear a saída do lado direito do Corinthians. A saída de Carlos Alberto.
Mas precisava também fazer seu time agredir.
A solução encontrada foi lançar dois centroavantes, com Wellington Paulista com função tática de fechar a saída do Corinthians pela esquerda.
Enquanto isso, Jorge Henrique empurrava Carlos Alberto para a defesa, em vez de ser empurrado, como acontecia com Zé Carlos.
Enxergar o jogo e mudá-lo no campo de ataque não é mérito de todos os técnicos brasileiros. Foi o mérito de Cuca na partida contra o Corinthians.
Jorge Henrique saiu de atuação apagada no primeiro tempo para ser o melhor em campo na segunda etapa.
O Corinthians tem desfalques mais sérios do que o Botafogo, para o segundo jogo, no Morumbi.
Carlos Alberto, André Santos, Lulinha e Fabinho estão fora.
O time pode ter Felipe, Alessandro, William, Chicão e Wellington Saci; Nilton e Eduardo Ramos; Dentinho, Diogo Rincón e Acosta; Herrera
O Botafogo não terá Túlio e Alessandro, com o terceiro cartão amarelo. Poderá escalar Castillo, Túlio Souza, André Luís, Renato Silva e Triguinho; Diguinho, Leandro Guerreiro e Lúcio Flávio; Jorge Henrique, Wellington Paulista e Zé Carlos.
Agora, o Botafogo é favorito para chegar à final.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Não deixa de dar um orgulho
Pra quem já comprou ingresso que parecia ticket-pipoca no Caio Martins, dá orgulho sim ver ingresso feito com mecanismo anti-falsificação. Veio até no envelope azul da Ticketmaster.E dá um alívio, pensando em todo o sufoco que eu já passei em filas, ter comprado o ingresso em um posto na esquina da minha casa - e sem taca de conveniencia.
Essa é a minha forma de endossar a política de moralização do Bebeto na venda de ingressos, que inclui o enfrentamento com as torcidas organizadas para não privilegiar alguns em detrimento de muitos. Vou tentar ir em quantos mais jogos possíveis.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Olha Só de volta
Era um dos blogs que eu mais gostava no finado NoMínimo.
Com ele, já são 11 'NoMínimos' pela web. O portal voltou em pílulas.
Dossiê nos outros é refresco
Mas os arquivos estão em pdf, ná íntegra. O Josias de Souza deu uma boa resumida.
É engraçado quando a trama volta com personagens trocados de lugar.
PVC entrevistou o Hagi
O Hagi era bom com os pés de da cabeça.
PVC entrevistou Gheorghe Hagi. Foi em 1994, na Copa dos EUA, no momento em que o romeno era a sensação do torneio, após eliminar a Argentina nas oitavas de final. Então com 24 anos, Paulo Vinicius Coelho – mais conhecido pela sigla PVC – trabalhava na Placar, e estava escalado para falar com o atacante da Romênia ou com o técnico Dick Advocaat, da Holanda, seleção que seria a próxima adversária do Brasil.
"Liguei para o hotel da Holanda e pedi para falar com o Advocaat. O atendente respondeu 'what is the password?' [qual é a senha]. Liguei pro da Romênia e pedi pra falar com o Hagi. Passaram pro quarto e ele atendeu. Me apresentei em espanhol – ele jogava na Espanha –, disse o que queria e ele achou tudo bem. Marcamos às 14h", relatou.
"Cheguei ao hotel às 13h30min", continuou. "Às 13h50min, nada. Vi o assessor de imprensa da Romênia e perguntei sobre o Hagi. Ele disse que não ia dar, que o técnico não queria que ninguém desse entrevistas. Às 14h em ponto, o Hagi sai do elevador. Eu e o assessor vamos em sua direção. O assessor gritou com ele em romeno, ele rebateu e me chamou para fora do hotel".
"Na entrevista, perguntei se era verdade aquela história do [goleiro Helmuth] Duckadam, que após pegar quatro pênaltis na final da Liga dos Campeões [de 1986, pelo Steaua Bucareste] e se aposentar, teve as mãos quebradas a pedido do [ditador romeno Nicolae] Ceausescu. Ele respondeu que 'não era verdade, mas o Ceausescu era muito vaidoso, e proibia que os ídolos do País dessem entrevista. Quando ele caiu, prometi que nunca negaria uma entrevista, porque faz parte do meu trabalho. E por isso estou aqui falando com você'", disse concluindo a história.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Bicicleta ao contrário
De certa forma, me lembrou o meu pai me ensinando a andar de bicicleta sem rodinha.
Será que devo agradecer ao Bill Gates pelo momento de retribuição presenciado?
Fiuza, Johnny, drogas e a PUC
Pelo menos, é uma reprodução de mim mesmo. Depois de assistir o Meu Nome Não É Johnny, tive a idéia de ligar pro Fiuza pelo Comunique-se para falar sobre livro, filme e o próximo que ele estava escrevendo, que eu já tinha lido sobre na página do Ancelmo. O resultado taí abaixo, onde ele até fala do livro que virá depois.
Ele não disse a universidade onde foi o debate, mas depois disso aqui, dá pra deduzir.
Guilherme Fiuza fala de "Meu Nome Não é Johnny" e dos próximos livros
Desde o fim do NoMínimo, onde mantinha o canal Política & Cia, Guilherme Fiuza estava fora da imprensa diária. Voltou no início do ano, mas como notícia: "Meu Nome Não é Johnny", filme baseado em seu livro homônimo, é o segundo mais visto no País, ganhou capa da Época desta semana e tem sido tema de debates por mostrar ascensão, queda e redenção de João Guilherme Estrella, traficante que abastecia a elite carioca com cocaína nas décadas de 1980 e 1990.
O livro, lançado em 2004 pela Editora Record, também ganhou nova edição, com pôster do filme na capa e fotos da produção, e tem ido muito bem. "A editora fez duas remessas de 10 mil exemplares. Cinco mil já form vendidos", informa o autor.
Fiuza acompanhou toda a produção do filme e se preparou para as discussões suscitadas, já escolado pelo livro. Também já engatilhou seu próximo projeto. "Juruá-Paris: uma Travessia Amazônica", que sai pela mesma editora no meio do ano, mostra como um negócio criado por empresários de Ipanema envolveu seringueiros do Acre que continuaram o legado de Chico Mendes e chegou até a França.
"Não é uma reportagem sócio-econômica com meio-ambiente. É um livro de aventura", avisa Fiuza. Tocados pelo assassinato de Mendes – que completa 20 anos –, os cariocas tentaram criar uma solução financeira para alguns dos envolvidos. Chegaram a ter contratos com a francesa Hermès para a distribuição de couro vegetal e alguns dos envolvidos foram condecorados pela ONU, mas outros tiveram falência pessoal decretada e sofreram ameaças de mortes.
O jornalista já conhecia a Amazônia e esteve duas vezes no Acre para a apuração. "Não dá pra salvar a Amazônia de Ipanema. O livro conta a história de pessoas de um centro urbano que têm que enfrentar a floresta, as distâncias enormes e sofrimento físico e emocional. Há somas astronômicas caindo na mão de tribos, que só entendiam de trocas rituais. É um livro focado nos personagens", detalha.
Traficante gente fina
A centralização do personagem também norteou o filme, principalmente a escolha da produtora Mariza Leão entre outras seis. "Não é uma história de tráfico, nem um filme de ação. É um olhar sobre o indivíduo, sobre a cabeça de uma pessoa. Como ele mergulhou no crime e como saiu de lá. Passou por tudo e voltou para a vida normal. A Mariza percebeu isso e, nesse ponto, a interpretação do Selton Mello capta bem o espírito", diz, sobre o ator que vive Estrella nas telas.
Fiuza colaborou informalmente com o roteiro – "várias pessoas que leram o livro me disseram que eu tinha um roteiro pronto na mão. Não é assim. É uma transposição muito difícil" – e da pesquisa junto à imprensa. O nome do livro/filme é derivado do Jornal do Brasil, que em 1995 deu meia página para a prisão do Marcinho VP e outra metade para a de Estrella, chamando-o de Johnny.
"Ele ficou indignado com aquilo. Nunca tinha sido chamado de Johnny. Era naturalmente um apelido dado pela polícia. De certa forma, eu vi aquilo como a boa índole se manifestando. Um grito de 'não sou bandido'", conta Fiuza.
O jornalista também ajudou a definir algumas linhas de pensamento nas discussões, que têm ocupado bastante espaço na sua agenda, dos atores e do diretor, Mauro Lima.
"Selton Mello e eu fomos a um debate em uma universidade carioca. No fim do filme, uma professora fez questão de vir nos dizer que 'não existe traficante gente fina'. Somos cobrados por dar uma glamorizada no tráfico. O que está faltando não é passar a mão na cabeça de traficante, mas conhecer o traficante. Saber quem ele é e como foi parar lá, até para poder resgatá-lo de lá", argumenta. "E o João Estrella, mesmo no alto do baronato, se mantinha no Baixo Gávea, Baixo Leblon… Só mostramos isso".
Tropa de Elite
Lançado pouco depois de "Tropa de Elite", "Meu Nome Não é Johnny" reacende algumas de suas discussões sobre tráfico, mas com um outro enfoque. "Ainda é um tema muito tabu, mesmo anos após a revolução de costumes dos anos 60, quando muitos pais de hoje conheceram as drogas. Aponta-se uma ligação intrínseca entre drogas e violência. O maconheiro se mistura com o bandido, enquanto o cervejeiro não", diz Fiuza.
"O 'Tropa' trouxe um aspecto sério para a discussão, o lado da polícia, e mostrou a responsabilidade do usuário. 'Johnny' veio dando o outro lado", continua. "Se você acha que o estudante da PUC [universidade carioca que serve de cenário à Tropa de Elite] é um idiota, que destrói a sociedade quando consome drogas, 'Johnny' mostra um pouco dos seus dramas, o drama da classe média. Não se pode só demonizar o sujeito. E preciso compreendê-lo".
Sobre a violência, Fiuza diz que João Estrella, mesmo tendo sido um megatraficante, nunca pegou em uma arma nem morava numa fortaleza. "Estamos em um bom momento de discussão. O filme completa o debate", afirma.
Futuro
Após "Juruá-Paris", Fiuza sabe o que fará: outro livro. Ele assinou contrato para a biografia de "um grande personagem brasileiro, morto recentemente". O nome do biografado ainda não pôde ser revelado.



