quarta-feira, 6 de junho de 2007
10 e 23
Ainda no tema encontros e marketing,
Eu tenho que parar de postar vídeos e começar a escrever mais...
terça-feira, 5 de junho de 2007
É... Deu na Economist
Digging up the dirt
Como aqui o título é menos claro que o da Time, explico que a matéria trata da atuação da PF no Brasil.
terça-feira, 29 de maio de 2007
É... Deu na Time
Brazil Braces for a (Bogus) Soccer Milestone
Dica do Lima, que eu não visitava há um tempo.
Go, aussie.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
E a Pixel mudou minha estante
É sério.A Pixel passar a publicar Wildstorm e, principalmente, Vertigo, fez com que eu mudasse a arrumação da estande.
Em um tempo graças Deus já distante e nada saudoso, publicações dos dois selos da DC eram totalmente desencontradas no Brasil. Eu comprava pouco, até porque era moleque e achava caro - aliás, olho o preço de capa hoje e continuo achando caro - ou resgatava os gibis em selos.
Passou-se um pouco o tempo e a Devir começou a reuniras histórias em álbuns belos, grandes, com reservas de verniz e caros pra dedéu. Recebi vários pelo Sobrecarga, o que ajudou, mas o negócio não exatamente a preços populares.
Eis que chega a Pixel e, pela segunda vez*, temos HQs da Vertigo e Wildstorm a preços acessíveis. Tudo o que comprei até agora fez eu desencavar o que tinha dos selos do fundo do armário e finalmente dar o espaço devido - e procurar algum sentido para as edições desencontrada que tenho.
Do que já saiu - além do que tá aí do lado, adquiri as Pixel Magazines e o Preview - o mais indicado é a 100 Balas, série que finalmente posso acompanhar. E Preacher, que é sempre Preacher.
Como sempre tem que apontar algo negativo, achei as capas das Pixel Mags. feias pra caçamba. Cores, elementos, quase tudo. E a explicação dada não colou.
* A Vertigo tinha uns álbuns de cento e tantas páginas pela Abril que custavam R$ 10. Mas não colou.

sexta-feira, 25 de maio de 2007
GnE - 30 anos
Hoje fazem exatos 30 anos do lançamento do primeiro - ou quarto - Guerra nas Estrelas. Muito já se falou sobre isso, mas o melhor que vi foi o que a Rolling Stone fez, sem invencionisse: foi no vasto arquivo da matriz americana e trouxe uma entrevista com o George Lucas feita durante o lançamento do filme e um artigo sobre o Darth Vader escrito pelo Kevin Smith. E, de quebra, fotos raras dos bastidores do filme.Lucas parece ser muito mais sensato na época e arrisca algumas coisas sobre o futuro da série, como fazer um filme sobre o passado de Obi-wan e a cena da 'morte' de Anakin Skywalker, que ele sempre teve na cabeça. E Smith baba-ovo de uma forma nerd exemplar.
Mais o principal acerto, para mim: o tempo todo - na capa, nas rubricas, no corpo do texto - o filme é chamado como deve ser chamado, Guerra nas Estrelas. Star Wars de c... é r...
O resto da revista também é bem bom.
Dor de Fogo
http://esportes.nominimo.comO assunto já tá frio, mas achei esse texto justo - principalmente quando fala do Júlio Cesar e de parte da cartolagem -, mesmo não concordando 100% com ele.
Ainda assim, três 'coisas' que fizeram valer a pena ir no estádio:
- No fim do jogo, um jogador do Botafogo caiu de prantos no meio do gramado, desesperado. Não deu pra ver quem era. Mas acho que representou muita gente.
- Foi impressionante o silêncio no estádio após o gol do Figueirense. A bateria parou. Todos ficaram quietos. Eu estava do outro lado, mas deu pra ouvir os caras gritando 'passa' tipo em pelada do aterro.
- Geral: isso é impagável. Estava sozinho, assisti junto a duas típicas 'tias de cantina', um 'Tião Macalé' e uma família Zona Sul completa. E, a partir do segundo dos quatro 'gols' do Botafogo no 1º tempo, todos olhavam para a Ana Paula Oliveira antes de comemorar.
Coisa de torcedor. Com ênfase a última sílaba.
O desenho é do Leo Martins.
terça-feira, 22 de maio de 2007
Sobre ser premiado na volta para casa
Camila Pitanga encarnando Bebel.
Meu dia foi ganho.
O ser mais poderoso do mundo
"Games são como qualquer outra mídia criativa. Nada mais. Nada menos.
Só aqueles que os vivem podem entender, apreciar e criticar"
Thuyen Nguyen.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Da série coisas estranhas de se gostar
Sempre fui muito fã de redes metroviárias. Aliás, sistemas de transportes público de massa, em geral, me interessam. Acho um bom quebra-cabeça que muitas vezes é deixado de lado pelo poder público. E adorava brincar com isso no Sim City.
Logo, dá para imaginar minha empolgação quando descobri esse site. Malhas ferroviárias, históricos e fotos de todos os metrôs do mundo. Dá pra ficar horas navegando.
Só fico de vergonha de revelar a fonte da indicação.
(Veio do Ex-Blog do César Maia).
Aliás, o Metro chegou a SP.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
terça-feira, 15 de maio de 2007
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Aqui não, cabrón!
sexta-feira, 11 de maio de 2007
A semana cumpriu
Pois bem: fui enviado para Porto Ferreira, nordeste de SP, para cobrir o assassinado de um jornalista. Já disse aqui uma vez que não pretendo falar de trabalho, mas essa matéria está sendo um certo marco para mim. Foi a primeira vez que fui mandado para uma cidade onde nunca estive e tive que voltar com um bom material.
Lendo agora, tem certas coisas que eu não escreveria - pelo menos não dessa forma - e outras coisas que fiz e deixei de fazer lá. Mas foi um baita aprendizado, e que deu uma boa repercutida. E foi bom pro C-se tb. Mostrou que estamos no caminho certo.
PS.: Teve gente que, no mesmo post, procurou lógica onde não há nenhuma.
Morte de Barbon mostra promiscuidade entre política e imprensa
No início da noite de terça-feira (09/05), os bares e lanchonetes de Porto Ferreira – cidade distante 230 km de São Paulo, próximo a Pirassununga e São Carlos –, apesar de cheios, eram marcados pelo silêncio. A população prestava atenção ao destaque no telejornal regional: o assassinato de Luiz Carlos Barbon Filho, no sábado anterior. Após o VT, todas as conversas giraram em torno do morto, seja em tom de lamentação, seja em tom jocoso.
A cena é um dos últimos atos da vida de um personagem que, mais do que qualquer outra coisa, queria ser o centro das atenções. Barbon foi alvejado por dois tiros de espingarda calibre 12, no Bar das Garças, na praça em frente à rodoviária de Porto Ferreira, por volta das 21h. O primeiro tiro atravessou seu abdômen da esquerda para direita, embaixo da axila. O segundo pegou na perna, quando a vítima tentava fugir. Barbon foi levado com vida ao Pronto Socorro Municipal, mas nem os médicos que o receberam acreditavam que pudesse sobreviver. Foi dado como morto à 1h30.
Seus assassinos chegaram ao local em uma motocicleta que veio na contramão. Trajavam roupas e capacetes pretos – e não capuzes, como informado anteriormente. O atirador desceu calmamente da moto, deu os dois tiros e voltou, caminhando. Alcides Catarino, que estava na mesa de Barbon, foi atingido por estilhaços, mas não sofreu ferimentos graves. Na mesma noite, um jovem pintor foi atingido por uma bala de calibre semelhante em um bairro afastado da cidade, mas conseguiu sobreviver.
Mais de 20 pessoas estavam no bar, e várias outras estavam em estabelecimentos ao redor da praça, mas poucos se lembrando – ou dizem se lembrar – do que aconteceu.
A vítima
Barbon, que tinha 37 anos, era jornalista há mais de dez. Ou dizia que era. Ele não tinha o ensino fundamental – o antigo 1º Grau – nem registro profissional. Começou a trabalhar na imprensa na área de distribuição de jornais da região, passando depois para contato comercial – atividade que continuou praticando paralelamente às reportagens. Também foi caseiro do terreno onde se localiza a torre de transmissão de uma rádio local.
Ainda assim, foi indicado ao prêmio Esso em 2004 na categoria Especial Interior com uma reportagem que levou a condenação por aliciamento de menores de cinco vereadores de Porto Ferreira, além de três empresários e um funcionário público, no ano anterior. Barbon publicou em um jornal de sua propriedade, o Realidade, a lista com todos os envolvidos no crime, com um dos nomes bloqueados com uma tarja preta, e uma entrevista com o delegado responsável pelo caso, Maurício Sponton Rasi, atual prefeito de Porto Ferreira, eleito pelo PT.
Em 2004, o Realidade foi fechado por dificuldades financeiras e Barbon passou a colaborar desde então com a Rádio Porto – de propriedade do ex-prefeito André Braga, do PSDB – e com o Jornal do Porto e o JC Comercial, sem receber. Ele dava longas entrevistas para a rádio quando tinha material e publicava artigos no jornal semanal, alguns em espaço comprado. Ao mesmo tempo, vendia anúncios para os dois veículos.
Os métodos de Barbon
“Como homem público e como cristão, eu lamento a morte violenta que ele teve, mas o Barbon anunciava que ia achincalhar uma pessoa, então ia lá e cobrava para não acusar. Ele ia atrás da grana. Não tinha emprego fixo”, aponta o vereador Gilson Strozzi (sem partido). “E uma coisa que poucos estão lembrando agora: Barbon foi candidato a vereador em 2004, usando politicamente as denúncias que fez. Conseguiu 80 votos”.
Strozzi conhecia bem o morto: segundo várias fontes na cidade, o vereador teria financiado o Realidade, até que uma divergência o separou de Barbon.
O prefeito Sponton Rasi é sucinto: “Lamento a morte dele, que vivia de extorsão e jogos políticos”, disse ao Estado de S. Paulo.
“Ele era um bom amigo. Tinha valores e não se vendia”, contrapõe Luiz Fernando Sartori, um dos últimos a vê-lo vivo. “Como é que alguém anda com uma 12 por aí e ninguém vê?”, questiona.
“O problema dele não era com a atual administração municipal, mas com qualquer um que usasse mal o dinheiro público”, aponta o radialista J. Reis, da Rádio Porto. A postura é endossada pelo próprio Barbon: “André Braga [ex-prefeito e proprietário da rádio] sofreu na minha mão no Realidade. Extrapolei com os outros, mas com o atual prefeito eu faço o justo”, afirmou em sua última entrevista, que foi ao ar no dia 19/04, onde também disse que a população de Porto Ferreira podia contar com “Deus no céu e eu, Barbon, na Terra”.
Na mesma entrevista, Barbon diz que 19 pessoas ligadas direta ou indiretamente ao prefeito foram aprovadas em um concurso público da prefeitura. Ele chegou a afirmar depois que, se algo acontecesse com ele, seria devido a esta entrevista.
De um personagem tão polêmico, somente outro consenso foi ouvido: a impunidade. “Do jeito que é Porto Ferreira, vão pegar um zé mané qualquer e dizer que o crime foi motivado por mulher”, diz um morador. O caso ganhou atenção nacional com a prisão dos vereadores, mas as relações promíscuas entre os políticos de Porto Ferreira e a imprensa em nada diferem de outras cidades do interior do Brasil.
"Ele colecionava inimigos no governo, na polícia, entre empresários"
Há pouco consenso sobre Luiz Carlos Barbon Filho. O fato é que ninguém se arrisca em palpitar sobre a identidade dos assassinos e seus mandantes. “Ele colecionava inimigos no governo, na polícia, entre empresários... Não dá pra saber quem matou”, afirma Carlos Augusto Colussi, diretor do Jornal do Porto. “Tinha muitos inimigos, inclusive na polícia”, diz o vereador Gilson Roberto Strozzi (sem partido).
Recentemente, Barbon voltou ao caso dos vereadores, que lhe valera notoriedade em 2003. Segundo uma entrevista levada ao ar na Rádio Porto em 16/04, o pai de duas meninas o procurou dizendo que o depoimento dado na época foi corrompido (você pode ouvir aqui a entrevista). Ele reclama do tratamento dispensando a elas, que “não tiveram apoio nem ajuda do [então] delegado [o atual prefeito]”. Barbon endossa a fala do pai, afirmando que os vereadores que foram presos “não precisavam passar por essa injustiça”.
“Nós vínhamos conversando semanalmente. Ele queria rever as matérias publicadas em 2003”, relata Luiz César Lanzoni, vereador pelo PTB condenado inicialmente a 45 anos de prisão no caso, mas que teve a pena reduzida na segunda instância para dez anos. Mesmo cumprindo pena, Lanzoni teve a terceira maior votação da cidade em 2004. Libertado em 2006, assumiu uma das dez cadeiras da Câmara dos Vereadores. “Meu caso está no STF [Supremo Tribunal Federal]. Quando tiver a decisão final da justiça, conto a verdadeira história”, prevê.
No entanto, Lanzoni diz que, com a morte de Barbon, o caso dos vereadores está sendo levantado novamente para desviar a atenção. “Existe parte da mídia, que chamo de indústria semicultural da difamação e da calúnia, que insiste nisso. O processo que sofri é tendencioso, kafkaniano. Ninguém conseguiu localizar as meninas. Será que eles têm medo que elas contem a verdade? Paguei por algo que não fiz. Mas acredito na justiça”, diz o vereador.
“Ele estava com algo grande, mas não pôde me falar o que era”, conta Sartori, um amigo de Barbon. “Ele saiu daqui da minha lanchonete e foi para o Bar das Garças. Estranho que ele não costumava ir lá. Saiu dessa mesma cadeira aqui, que agora está vazia”, afirma, mostrando o assento. “Ele disse que não ia contar nada seguindo orientação do promotor”.
Dias antes de morrer, Barbon procurou o Ministério Público
O promotor público de Porto Ferreira, Fábio José Moreira dos Santos, acatou uma denúncia de Barbon há 15 dias contra um superfaturamento na compra de um caminhão de lixo pela prefeitura. “Depois, só o vi quando recebeu a notificação sobre a denúncia ter sido acatada, uma semana antes de morrer. Só falamos sobre esse assunto”, informa o promotor.
A viúva de Luiz Carlos Barbon, Cátia Rosa Camargo, não deu entrevistas seguindo orientação da polícia. Ela depôs sobre o assassinato na terça-feira (08/04), quando também entregou às autoridades um envelope com documentos. “Há mais documentos, mas o Barbon não os mostrava nem os guardava em casa. Estamos procurando”, afirma o advogado de Cátia, Ricardo Ramos.
Ramos disse que a vítima sofria ameaças, mas que não se sentia ameaçado nem chegou a fazer boletim de ocorrência. “Todos nós corremos riscos”, frisou, sobre as ameaças, completando que todas as hipóteses estão sendo consideradas pela polícia, incluindo crime político. O delegado responsável pelo caso, Eduardo Henrique Campos, não quis dar entrevista.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
What goes around...
Bela música e belo clipe.
Botafogo de Futebol e Orgulho*
E fiquei mais botafoguense. Com muito orgulho do meu time, que foi bravo e correto até onde deu. Fogo!
PS.: Nunca fiquei tão feliz de estar fora do Rio. O problema foi ter que ver o jogo no Vila Rica, em São Paulo, junto com o Alexandre Frota.
* Idéia devidamente surrupiada do blog do Garambone.
terça-feira, 1 de maio de 2007
Sobre trabalho e comunicação
Já que é 1º de maio, este vídeo resume, basicamente, como é um dia meu de trabalho.
sábado, 28 de abril de 2007
Amanhã é dia
Ok, vou confessar: eu nunca fui em um Botafogo e Flamengo. Em parte por zelar pela minha segurança. E em parte por medo do Flamengo.O tempo passou, o Flamengo minguou - eu vi o time que tinha Zico, Júnior e cia. - e eu sobrevivi a filmagem de um Fla e Vasco com estudantes de uma universidade de Berlim.
O fato é que, bela justiça poética, decidem os dois times decentes do Rio de Janeiro. E os únicos adversários decentes que os dois tiveram essa ano - o Botafogo suou para empatar com o Coritiba e o Flamengo encarou os Maracaybos da vida na Libertadores, que não são melhores que a Cabofriense. Flu e Vasco são ignoráveis.
Só saberemos mesmo se os dois são decentes, se não são invencioníces da mídia carioca, quando o Brasileiro chegar (e o Flamengo cruzar com Grêmio ou SP na Libertadores. Se ficar no Defensor, nem precisa provar mais nada).
Enfim, já escrevi demais, falei de coisas q não estava pensando em falar quando comecei o texto. E espero que o Maurício da foto acima seja substiuído pelo Dodô.
O ingresso tá comprado. E amanhã é dia.
PS: acho o time de hoje do Botafogo melhor que o de 1995, só pra constar.
terça-feira, 24 de abril de 2007
Comentários do Gordo
Eles criaram um quadro no "Jornal da MTV" chamado "Comentários do Gordo", em que o João Gordo, de terno, comenta gesticulando temas da políticas e da cultura pop sacaneando o Arnaldo Jabor.
É bem melhor e mais coerente que o original.
Procurei no Youtube, mas não achei. Tem no MTV Overdrive, mas aquilo é um caos.
domingo, 22 de abril de 2007
O vídeo do Messi
Gostei bastante desse comercial da Adidas.
Ele podia cortar esse mullet. Mas ia ficar menos argentino.
O vídeo do golaço tá aqui.
domingo, 8 de abril de 2007
Lewis Hamilton
Acabei de assistir o compacto do GP da Malásia. Em no máximo três anos o Lewis Hamilton será campeão.Massa destrambelhou.
Zoom na BMW.
Desenho do Baptistão para abrir a temporada de F1 aqui no blog - que começa de verdade no próximo domingo, quando passa a ser em um horário decente. Todos de olho no bolo.
sábado, 7 de abril de 2007
999
Tá, esse assunto já gastou.Mas eu tô uma semana atrasado: fui no jogo. Foi maravilhoso. Uma das melhores idas ao Maracanã na minha vida. Teve cara e cheiro de decisão. Logo, vice de novo.
Foi também a primeira vez que a Dani foi no Maracanã ver um jogo (aliás, já tava mais do que na hora d'eu começar a falar da Dani aqui). A primeira vez de alguém no Maracanã é algo sagrado. Dava pra ver na cara dela.
Lembro muito da minha - Botafogo e Cruzeiro, semifinal do campeonato brasileiro de 95 -, e ela me assombra toda vez que passo pelas entradas para as arquibancadas. Nós fomos de cadeiras azuis - ou 'geral deluxe' - que não tem essa emoção da entrada, mas você se sente dentro do campo, com aquele paredão de gente à sua frente. Maravilhoso. Só não dá muita noção de profundidade.
Ah, o Cara: o Botafogo foi o time em que ele mais marcou gols - 34. Mesmo quando o Botafogo ganha, ele dá show - vide o 5x3 do ano passado. Por isso, esse jogo entra pra (minha) história. E, a despeito destes 34 gols, o que o Cara fez por mim na Copa de 94 não tem preço. O Cara é sinistro. Foi Deus quem disse. E é o maior jogador de futebol que eu vi jogar.
Antes de achar a foto - da AFP - procurei algumas caricaturas. E, para minha agradável surpresa, o Leo Martins agora tem blog. Já vai pra barra da esquerda.
Mary Luma
Duas séries em um post só:1 - Vamos manter esse blog vivo.
2 - Fantasias nerds emboladas.
Lançaram uma estátua da Mary Jane lavando uniforme do Aranha, com direito a calcinha string, blusa transparente e inclinadinha fatal. Tudo com design do Adam Hughes, o cara que eu não conheci na Album por questão de um dia.
Tem neguinho que não deve estar se aguentando.
Até porque lembrou aquele ensaio da Luma de Oliveira de dona de casa feito há alguns anos.
Tem mas fotos da MJ aqui. Da Luma, eu não achei...
Em tempo: ainda sobre Homem-Aranha, olha o que os putos dos EUA são capazes.
A Estória do Gato e da Lua
Não sei por que hoje eu acordei com esse filme na cabeça. Assisti há uns 4 anos, no Anima Mundi.
Narrado em português, pelo mesmo Joaquim de Almeida, fica melhor.
quinta-feira, 29 de março de 2007
300 cavaleiros de Cydonia
Não é material de divulgação do filme - apesar de, muy estranho, ter visto um clipe no AXN com essa trilha - mas acho que essa música traduz o espírito da história.
segunda-feira, 19 de março de 2007
Domingo é dia de BG
Só que o BG desse domingo foi diferente: Blind Guardian. Meu segundo show dos alemães que eu nem gosto muito e nem conheço direito. Dessa vez, eu fui para ajudar o Pingüim na cobertura para o Almanaque. E valeu muito à pena. Banda afiada e público devoto, cantando tudo em uníssono.Heavy metal é uma coisa única mesmo. Uma vez metal, sempre metal.
sábado, 17 de março de 2007
sexta-feira, 16 de março de 2007
Monsieur Gainsbourg

Estou lendo Por um punhado de Gitanes, biografia de Serge Gainsbourg escrita pela jornalista inglesa Sylvie Simmons e lançado aqui pela simpática editora Barracuda. O livro começa mostrando como o filho de imigrantes judeus feioso tornou-se o personagem cultural da França na segunda metade do século XX. Mesmo continuando feioso.
Gainsbourg se equilibrava em um tripé: Bebida, no qual ele incluia seus Gitanes (o que tá na boca dele na foto) e levou o Libé a escrever que ele morreu por "beber muitos cigarros"; Música, que libertou sua alma; e mulheres. Exatamente neste último, estou terminando o capítulo 6, "Initials: B.B.", e passando pro 7, "Initials: J.B.", que mostram como Gainsbourg passou de Brigitte Bardot para Jane Birkin.
O cara teve as duas (e Juliette Gréco, e a neta de Tolstoi, e tantas outros). Com B.B., gravou seu maior clássicos, Je T'aime, Moi non Plus, em uma sessão de gravação tão íntima que justificam os gemidos no final da música. Bardot deu pé na bunda dele, voltou pro marido e censurou a música ("Bardot é uma idiota", conta Marianne Faithful no livro). Gainsbourg fez então a única coisa que poderia fazer: regravou a música com Birkin. E com os mesmos gemidos.
Serge Gainsbourg é uma lição de vida.
quarta-feira, 14 de março de 2007
sábado, 10 de março de 2007
Beavis & Butt-Head Do America
Achei um bom fecho para a passagem de Bush pelo país.
sábado, 24 de fevereiro de 2007
Johnny & June
Concordei com o título do filme em português. Walk the Line é um trocadilho que só funciona na língua original. E a Reese Whiterspoon, bela atriz, fica ainda mais bonita morena.
Abaixo, exemplos de porque Cash era fodão e porque música sempre acha uma maneira de se conectar, não importando época e estilo.
[Atualização] Não tinha como não linkar isto. Macetezinho fácil do mundo da música pop: siga Bowie. Ele invariavelmente acerta.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
História de carnaval
- Leo, você vai no bloco do Thales?
- O Mão-de-Lata... Porra, odeio carnaval no Rio, mas vou sim.
- Vamos, vai ser maneiro. Vão os caras todos.
- Beleza, só que, daqui da Tijuca, só dá pra chegar na Lapa de metrô. Os ônibus estão desviando no sambódromo. Fica uma merda se locomover pelo Rio no carnaval...
- OK, eu te encontro na Cinelândia. Em frente ao Odeon?
- Fechou... Mas vem cá: hoje não tem a porra do Bola Preta não, né?
- Não, não... o Bola Preta foi sábado. Hoje tá tranquilo. Não tem nada por lá.
Teve CarnaJesus da Comunidade Evangélica da Zona Sul. Leo ficou muito feliz.
O Primeiro-Ministro
Elizabeth II sai bem de A Rainha. Quem não sai bem são os ingleses. Mais exatamente, sua relação com Tony Blair. O primeiro-ministro estreou marcando aos 5 minutos do primeiro tempo, agindo com desenvoltura na morte da Princesa Diana e fazendo uma realeza que não entende o seu tempo, mas que para a maioria dos súditos é necessária, engolir sapo e agir corretamente, para descambar na decepção do papo de Terceira Via e a relação com os EUA. Certa vez li que a decepção dos ingleses com Blair é comparável com a dos brasileiros com Collor no momento do seu homônimo plano (como deixam um presidente batizar um plano econômico com o seu nome e ninguém percebe que há algo errado?). Deve ser por aí mesmo.E quem sai bem, além de Helen Mirren, é Michael Sheen pela atuação como Blair. Ficou igual nos trejeitos e no físico.
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Polícia/ Para quem precisa...
Tinham me dito que tinha sido tosco. Eu não achei nada tosco. Essa banda é foda, e consegue ser foda mesmo tendo um sujeito bundão como o Sting de frontman. E o Copeland, agora com cara de professor de matemática, é um animal.
O Summers continua puto.
[Atualizaçã puta que lo pario] AAAAAAAAAAAAHHH!
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Hellboy
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
World Press Photo 2007
João Kehl, da paulista Cia. da Foto, foi premiado na categoria SportFeatures - Stories. Troquei uma idéia com ele hj. Gente boa.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Vintage político
Tornou-se tristemente atual.
Geração de Prata
Nojo de povo
Barcelona também baniu os out-doors, só que levou 20 anos no processo, para que o povo pudesse ser realocado em novos empregos. Não foi essa truculência que está sendo feitas em São Paulo. [A agência Famiglia criou um bem bolado prostesto sobre a lei. Quando achar na net, posto aqui].
Pelo visto - literalmente, aliás - , truculência dará a tônica do governo do Kassab. Talvez seja estratégia para dessassociá-lo daquela cara de empada. Mas aquilo que ele vez, um claro gesto de nojo do povo, é digno de destituição.
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Divina Comédia
E eu me perguntava: "Ok, porque eu não fui - e buzinei quem foi - naquele show-pastiche do Doors sem Jim Morrison e estava agora em um show dos Mutantes?".A resposta veio mais ou menos na terceira música - Tecnicolor - quando a onda começou a batar: aqueles geriátricos - grande Santa Rita de Sampa - são História. E são genuínos e honestos. Não fui no outro show para poder comparar, mas não teve bateria de escola de samba ou neguinho querendo parecer defundo ressuscitado.
Sergio Dias é um bruxo. Saca muito de harmonia, tem a voz incrivelmente límpida para a idade e a quantidade de drogas que tomou e sabe conduzir um show. Arnaldo Baptista é um zumbi, tendo tudo o que faz sendo coberto pelo outro tecladista. E Zélia Duncan, a parte final da resposta, é original. Ela faz o jogo dela - já bem azeitado em anos de carreira -, sem tentar ser Rita Lee. E está feliz como uma criança no palco.
Os demais integrantes da banda também se garantem, incluindo o baterista velhinho da formação das antigas. Velhinhos também eram uma boa parte do público, e assistí-los emocionados foi um extra do show.
O set-list teve tudo o que queria ver - e inclusive as que eu queria e tinha esquecido que queria, perdidas em alguma parte do sub-consciente. Bateu forte El Justiceiro, Desculpe Baby, Baby, Top Top, Minha Menina, Ando meio Desligado, Panis et Circenses - essas duas no bis - e, sempre, Balada do Louco. Se algo fez falta, foi Jardim Elétrico.
Enfim, um momento efêmero que sai da vida para entrar para a minha história. Nunca imaginei que ia ver o que vi ontem.
PS: Completando o sábado, comecei a ler o mega-álbum da Morte, lançado pela Conrad. Boa literatura é algo sobrenatural.
PPS: Lembrei de uma entrevista do Sérgio Dias - de quem já tinha visto show em algum lugar, acho que em Porto Alegre - pro João Gordo, que teimava em chamá-lo de Arnaldo. Até que ele virou: "Mas diz aí, Jô..."
PPPS: Parece que em SP foi melhor ainda.
Isso aqui não vai morrer
Às vezes você tem que ser enfático para se convencer.
sábado, 20 de janeiro de 2007
A suprema vingança dos nerds
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
Simpsons Mangá
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Fogão Absolut!
Parece animação do Monty Python.
PS.: Vídeo indisponível para usuários da Brasil Telecom e Telefônica por causa da Daniela Cicarelli. Que mancada, heim, dona?
domingo, 7 de janeiro de 2007
Daqueles filmes que são buracos na sua vida
Tem filmes que você tem que ver, é um absurdo você não ter visto e mesmo assim você demora para ver.Só hoje eu assisti Midnight Cowboy.
Ficar falando no filme é chover em um molhado desde 1969. Mas achei muito inovador para época a estrutura dos flashbacks do Jon Voight e a maneira corajosa em que os personagens são construídos e para os lados que a história avança.
Bateu forte. Fui pro Tiësto e nem prestei muita atenção porque o filme ficava ecoando na cabeça.
A música tema já me marcara: os caras a tocam.
The Saints are Comming
A música é boa.
O clipe é meio piegas, mas achei bacana de ser assim. Um tanto quanto corajoso para o que é feito lá na caretolândia.
E o punk rock é irlandês.
sábado, 6 de janeiro de 2007
Mais um golaço de Moon & Bá

Fazia tempo que isso não acontecia.
Peguei o Mesa para Dois, de Fábio Moon e Gabriel Bá, e li. E depois eu li de novo, de bate pronto. Foi a melhor coisa que eu fiz esta manhã - e olha que eu não saí ontem, acordei cedo e estava chovendo. Já passei por meio Corto Maltese, um capítulo do Budapeste, do Chico Buarque, e reli meio mais ou menos umas histórias que o Peter David fez pro Homem-Aranha (sim, são todos artefatos culturais do mesmo nível).
A hipersensibilidade com a vida que os gêmeos mostram em sua obra me toca bastente, e lembram até Virginia Woolf. E eu nem gosto de Virginia Woolf. Devo ser muito errado.
Esse álbum foi desenhado pelo Moon - já que o Bá estava ocupado com trabalhos para o mercado exterior - que encaixou um Lourenço Mutarelli ali, um Monteiro Lobato aqui e juro que vi o Fernando Pessoa. Mas o melhor é a forma como ele desenha as mulheres. Não são as mulheres do Manara. São as meninas que cruzam com você no sinal fechado. A Júlia do livro lembra muito fisicamente uma Júlia que eu conheço. Mas eu prefiro a Júlia do livro.
Bela maneira de começar o primeiro final de semana do ano.
E o título clichê-futebolístico é porque eles tiveram a finesse de colocar um sujeito com a camisa do Botafogo na história.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
Ainda sobre atualizações
Tem uma opção na tela de abertura, lembrar-me ou esquecer-me.
Podia ter a mesma coisa com certas pessoas.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
Ano novo, recusos novos
E quase que as mudanças foram mais drásticas: experimentei o WordPress, e quase virei casaca. Lá tem recursos como armazenamento de vídeos e fotos no próprio blog. Só não migrei porque ainda não tem importação para Blogger Beta, e eu não quero perder meu conteúdo. Ainda não tem.
Será que vão apagar meu blog por eu elogiar, e linkar, um concorrente?
Considerações sobre o réveillon:
- Assisti o show do Black Eyed Peas - gravado, claro. Não ia ficar em casa ou me meter naquele programa silvícola. Beeeeem mais ou menos. Ninguém ali canta direito e o som estava todo embolado. E o Multishow é sofrível para transmitir show ao vivo.
- Se ócio raro no dia 31, reassisti Clube da Luta no DVD. Aos 18 anos, considerava aquele filme revolucionário. Hoje considereo uma boa piada. No melhor sentido do termo.
- Acordei dia 01 com câimbra na perna esquerda e uma sombrinha japonesa do meu lado. São o máximo de detalhes sobre o meu réveillon que eu vou dar.
sábado, 30 de dezembro de 2006
2007
Como eu não sei se volto aqui antes de segunda, taí minha mensagem de "Feliz Ano Novo", um Angeli devidamente surrupiado do blog do mestre Tas.Dessa vez não tem balanço, não tem texto legal e não tem cereja de bolo. 2006 é um ano que termina amargo. Ontem eu entrevistei um repórter da Band que, certa vez, estava próximo à uma favela. Um cara chegou e disse, como quem não quer nada: "você vai virar Tim Lopes". Não dá pra desejar feliz ano novo quando seu último trabalho envolveu esse tipo de situação. E essa é a história "publicável" do que ouvi ontem. Eu não vou ver essa cidade transitável como deveria ser. O 'choque de gestão', para usar expressão da moda, tem que durar uns 30 anos para ter efeito.
Enfim, anos ímpares costumam ter mais avanços na minha vida que anos pares. E anos terminados em 8 costumam ser interessantes. Quem sabe não estamos entrando em um bom triênio?
Merde. Isso acabou virando um balanço. E, de certa forma, positivo.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2006
O texto do Karim Aïnouz
Aïnouz deu uma bela resumida da cidade. Mas uma comprovação da tese de que quem faz bom cinema também entende de letras.
Aqui para quem entende a versão online d'O Globo, na página 18. Mas eu recomento o papel.
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
As rosas não falam
Esta é a despedida da Rosinha. Não que ela seja a total responsável, mas é a atual responsável, junto com o alcaide. Chega. Não sei nem o que escrever.
Como deixamos acontecer isso com essa cidade?
[Atualização] Eu não sei o que escrever, mas o JXL já fez. Junto à sua bem sacada contagem regressiva.
terça-feira, 26 de dezembro de 2006
sábado, 23 de dezembro de 2006
As músicas do Mitchell
O Mitchell, que é da melhor qualidade como desenhista e como pessoa, está tocando o projeto de ilustrar músicas. Essa aí de O Vento, de Arnaldo Antunes, Paulo Tatit e Sandra Peres (fora Loser Manos!)Taí outras canjas:
O Homem da Gravata Florida, de Jorge Ben - já citada neste blog.
Grilos, de Roberto e Eramos
Mistério dos Planetas, dos Novos Baianos
Um papo de Natal com Fernando Ferreira
- (Silêncio de 2 segundos) Tsc. O Polanski não tem capacidade de fazer Oliver Twist.
- Mas você não gosta do Polanski?
- Gosto sim. Gosto de muita coisa. E respeito as outras. Já entrevistei o puto.
- Sério!? Quando?
- Quando ele veio lançar o Chinatown. Foi uma entrevista que começou complicadíssima, mas acabei me safando.
- Como assim?
- Começou compliada um mês antes, quando eu tive que assinar um termo de compromisso que não perguntaria nada sobre a Sharon Tate. E o puto, após a morte dela, entrou em uma fase meio viadal: estava com uma roupinha ridícula, uma calça justíssima. Aquela figura bizarra, um homem baixinho com o cabeção enorme...
- Hum.
- Cheguei na suíte do Copacabana Palace acompanhado de uma amiga. Ele apontou e disse: "Com esta mulher, eu não dou a entrevista!". Pedi delicadamente para ela se sentar em um canto e fomos para a varanda. Eu tenso. Mas o uísque que a Paramount ofereceu aliviou a tensão. O Polanski estava na defensiva, mas fui ganhando o cara aos pouco. Primeiro porque falei dos filmes poloneses dele - ele não podia imaginar que eu tinha participado da Cinemateca do MAM - e depois contei que tinha sido um dos únicos a já ter visto o Chinatown.
- Como?
- Pedi uma cabine exclusiva.
- Tá.
- Aí o papo foi fluindo. Inclusive, com um momento em que tive que seguir a risca meus limites profissionais. Perguntei se colocar o John Huston no filme era uma forma de homenagear o cinema noir. E não é que o puto me responde que o cinema noir é francês, e não americano, e que o Huston tava lá só porque era bom ator. E emendou que O Falcão Maltês nem é lá essas coisas. Porra, O Falcão Maltês, porra! O Falcão Maltês!
- Ha.
- Mas, lá pelo quarto copo, ele decidiu inverter o jogo. Me perguntou qual era o meu filme preferido dos deles. Respondi A Dança dos Vampiros. "Impossível! Você não viu o meu filme! They butched my movie". Perguntei qual era o filme dele. "A versão de três horas". "Pois foi exatamente essa a que eu vi". O Brasil tinha sido um dos únicos que tinha visto a versão de três horas. E então, ele quase me derrubou da cadeira: "Aquele filme foi de uma época maravilhosa, porque foi quando eu e Sharon estávamos na nossa melhor fase". E ele descambou de falar da Sharon. Copiei tudo, e coloquei na matéria, com o fino toque final: "Mais do que isso, o repórter não pôde perguntar, por ter se comprometido".
- Boa!
- E o melhor veio no final. Fomos nos despedir e, na porta do elevador, ele pergunta: "Mas eu ainda não sei o que você achou do meu filme, o Chinatown?"
- E o que você respondeu.
- "Almost as good as The Maltese Falcon". O puto deu uma gargalhada estrondosa. "I diserved that", e ficou me mandando cartão de Natal por anos.
O que virá com o jornalismo colaborativo?
O que virá com o jornalismo colaborativo?
Itacuruba, cidade distante 500 quilômetros de Recife, tem menos de 4 mil habitantes, e, em uma primeira olhada, pode não ter nada de diferente de outras da região. Mas Itacuruba guarda uma peculiaridade mórbida: é a cidade com o maior índice de suicídios do país, com 125 mortos para cada 100 mil pessoas, proporcionalmente. Uma tremenda pauta, e certamente grandes veículos já estão correndo atrás. Mas começam “furados”: quem trouxe a informação foi o wikirepórter Raimundo de Moraes, do Brasil Wiki. No site, qualquer pessoa pode enviar notícias que, depois de avaliadas por um jornalista, são publicadas.
O caso é mais um exemplo de uma tendência que, se não é nova, foi consagrada em 2006: o conteúdo participativo, ou colaborativo. Novas ferramentas permitem que mais pessoas possam produzir o que é lido, assistido ou ouvido na internet. A revista Time deu tanta relevância ao assunto que o escolheu a criação coletiva na web como o tema mais importante do ano. E, em jornalismo, o conteúdo colaborativo é observado de perto, tanto com empolgação como apreensão.
O termo “wiki” é uma abreviação da frase “What I know is…”, que pode ser traduzida como “O que eu sei é…”. Popularizou-se com a Wikipedia, enciclopédia online em que qualquer pessoa pode escrever ou editar verbetes. Criada em 2001, a Wikipedia possui, em português, mais de 200 mil verbetes. Em inglês, já passa do 1,5 milhão.
Os textos da Wikipedia entram no ar e só depois são avaliados. No Brasil Wiki, uma equipe de quatro jornalistas checa o material antes de ser publicado. Lançado há menos de um mês, o site já conta com 268 pessoas cadastradas como colaboradores. “Fizemos uma divulgação pequena, mas as colaborações começaram a surgir quase que de forma viral”, conta Eduardo Mattos, um dos idealizadores do Brasil Wiki.
Há mais tempo na web, o Overmundo, lançado em 2005, tem a proposta de ser um centro de convergência de culturas de todo o país. Além de textos e imagens, o site recebe colaborações em imagens e sons. “Nenhuma equipe de jornalistas, não importa seu tamanho ou competência, consegue cobrir ou filtrar a quantidade cada vez maior de coisas importantes que acontecem pelo país. Por outro lado, vitoriosos projetos online sugerem um outro caminho para lidar com esse enorme acúmulo de informação cultural, com cada vez maior descentralização”, informa o texto de apresentação do portal.
Valores revistos
Quem ler o texto sobre Itacuruba escrito por Moraes para o Brasil Wiki percebe digressões sobre a visão do suicídio na filosofia e sobre a poetisa Silvia Plath. Outros artigos trazem impressões bem pessoais sobre os temas tratados.
“Em jornalismo colaborativo, alguns valores do jornalismo tradicional são revistos. Imparcialidade, por exemplo, cai por terra. O importante é que fique claro que os cidadãos-repórteres são a melhor pessoa para contar aquela história”, explica a jornalista Ana Maria Brambilla, autora da tese de mestrado “Jornalismo Open Source: discussão e experimentação do OhMyNews International”, na UFRGS.
O site coreano OhMyNews, lançado em 2000, é tido como pioneiro em jornalismo colaborativo na internet, e serviu como modelo para o Brasil Wiki. Sua versão em inglês foi criada em 2004. “Já existe uma em japonês, e há o projeto para a versão espanhola”, informa Ana Maria. A jornalista acabou não respeitando muito o “distanciamento crítico” com o objeto de estudo: tornou-se correspondente do OhMyNews no Brasil. Atualmente, cerca de 35 mil pessoas já colaboraram com o veículo.
O designer paulista Fernando Mafra colabora com o Overmundo desde outubro. Começou enviando textos sobre a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e hoje publica críticas de filmes e crônicas sobre seu cotidiano e cultura contemporânea. Para ele, os textos do site são jornalísticos.
“Considero definitivamente. Não como veículo de notícias, mas já vi no Overmundo textos extremamente elaborados e reportagens que me impressionaram na qualidade e na complexidade, inclusive ultrapassando a qualidade de periódicos consagrados”, explica.
Toda essa geração de conteúdo jornalístico ainda causa resistência. Ana Maria tenta tranqüilizar os defensores do jornalismo “tradicional”. “Vai continuar tendo espaço para todo mundo. É fundamental que os repórteres-cidadãos tenham sua vida cotidiana, para contar suas histórias. O trabalho dos jornalistas entra na edição, onde são necessários valores e práticas adquiridos na carreira”, detalha.
Mattos, do Brasil Wiki, faz coro: “Nosso propósito não é competir com as mídias tradicionais. Temos outro foco. Queremos que as pessoas contem as suas histórias que não têm espaço nos jornais”.
No papel
A maior parte do que já foi feito no País em jornalismo colaborativo está na web, mas iniciativas já aparecem em veículos impressos. Alguns jornais abriram espaços, mas um dos que mergulharam de cabeça foi o Jornal de Londrina, do Paraná. Aproveitando uma reforma na proposta da publicação, em maio, foram criadas formas para o leitor comentar as notícias e enviar fotos, entre outras possibilidades.
“A seção ‘Eu Acho’ é do leitor. Ele comenta, por e-mail, qualquer notícia publicada no jornal. Os comentários são editados e publicados. Já tivemos debates que se estenderam por uma semana. E outras vezes que uma opinião ali expressada virou pauta”, conta Carla Nascimento, chefe de redação do Jornal de Londrina. “Certa vez, ficamos sabendo de um incêndio. Enquanto ainda preparávamos a equipe para sair, já chegavam fotos dos leitores, que também foram publicadas”, completa.
Após as mudanças, o Jornal de Londrina passou a ser distribuído, e não mais vendido. “Essa busca por interatividade é uma tendência internacional. Estamos tentando concorrer com a internet. E a nossa resposta tem sido muito boa. Houve aumento no número de leitores”, informa Carla.
O projeto mais representativo do jornalismo colaborativo em veículos impressos é a revista Sou + Eu, lançada pela Editora Abril há um mês. O conteúdo da revista, que é voltada para público feminino classe C, é integralmente gerado por seus leitores, que são pagos pela contribuição em até R$ 300. A Abril não economizou com a publicação: foram gastos R$ 13 milhões em publicidade, são prêmios semanais para os leitores de até R$ 1 mil e a tiragem inicial será de 850 mil exemplares, que será utilizada para dimensionar o mercado.
Ana Maria Bramilla atua também como colaboradora no gerenciamento de conteúdo colaborativo da Sou + Eu, e conta que, até agora, os editores não tiveram problemas com falta de colaboradores. “Tem chegado muita coisa, e muita coisa por carta”, diz. Com o pouco tempo de circulação, Ana Maria afirma que a exposição nas bancas tem aumentado.
Para um futuro próximo, a Sou + Eu pretende estreitar os leitores da revista com o seu site. “Muitas pessoas ligam para cá com dúvidas. É um público que não está tão acostumado a usar a internet. Mas a idéia é criar uma comunidade com a Sou + Eu, em que os colaboradores e leitores possam dialogar”, diz Ana Maria.
Futuro
“Tudo está muito badalado, mas ainda não vi nenhum case de sucesso de jornalismo colaborativo no País”. Quem pisa no freio é Bruno Rodrigues, da coluna Conteúdo n@ Rede do Comunique-se, focada em conteúdo online. De fato, o Brasil Wiki é mantido pelo investimento pessoal dos seus dois idealizadores. O Overmundo é patrocinado pelo programa Petrobras Cultural e pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
“E ainda existe um certo desconforto entre o jornalismo mais tradicional e os cidadãos-jornalistas”, continua Rodrigues. “Enquanto ficar este incômodo, não sei se o jornalismo colaborativo crescerá”, completa. O texto da Time que justificou a escolha do conteúdo colaborativo como tema do ano também faz a ressalva que o experimento pode dar errado.
Por outro lado, Rodrigues vê surgir a figura do “super-jornalista”: especialistas em diversas áreas que aliam experiência e técnicas. “Isto já ocorre com os blogs de especialistas”, exemplifica.
Ana Maria Bramilla acha que o conteúdo colaborativo vai se espalhar por diversas áreas do jornalismo. “Só acho bem difícil que apareça no jornalismo investigativo, justamente por demandar práticas específicas, além do custo, estrutura e tempo de dedicação. Mas nada impede que tenhamos cientistas focando na área científica ou economistas escrevendo sobre economia”, explica.
E onde o jornalismo colaborativo vai parar? “Não vai parar”, responde Ana Maria. “Ele veio para mudar paradigmas e ficar”.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
Placebo
Só tem uma coisa pior do que ler algo escrito assim sobre uma banda que você gosta. É reconhecer que há uma boa dose de razão na frase.
iá!

- O Inter me deu o prazer de gritar "Barcelona timinho!" da janela ontem de manhã;
- Prefiro o Ruy que o Belleti;
- o desenho é do Mario Alberto, "meio Frank Miller, meio Gustavo Duarte", nas palavras do próprio.
sábado, 16 de dezembro de 2006
Piada Mortal
Na quinta-feira, eu li A Piada Mortal dentro da bela edição especial do Alan Moore que a Panini lançou. Na sexta pela manhã, li que os deputados brasileiros aumentaram seus salários em 90,7%, passando a ser os mais bem pagos do mundo. Achei os dois fatos intimamente ligados.E o JB, que já tinha acertado na segunda com o Pinochet - Já vai tarde - mandou bem de novo.
Friendly Dictators
Este blog anda quieto. E vou me esforçar para mudar isso. Diante do grande acontecimento da última semana no Chile, muito já foi dito. Mas vai o gancho: The Friendly Dictators, um card game estilo Super Trunfo/O Golpe, com os ditadores preferidos da América. O Brasil está devidamente representado pelo general Castelo Branco. Clique no continente a sua escolha no link.Texto de dois jornalistas americanos e arte do preferido da casa Bill Sienkiewicz.
Ainda tem quem tente justificar Pinochet com o crescimento econômico do Chile atual. Mas o país teve crescimento médio de 2,7% do PIB no período pinochevista e 5% em média na democracia. A raiz está na década de 1970. Mas foi sustentada pelos governos civis do Chile, que investiram em educação. Investiram tanto financeiramente como na mentalidade pela educação do povo chileno. E não há reforma que valha liberdade civil tolidas e milhares de mortos.
"Democracia é a pior forma de governo. Tirando todas as outras" - Winston Churchill
PS: Pinochet, Caixa D'Água e, se tudo for como planejado, Fidel Castro. 2006 termina bem.
sábado, 9 de dezembro de 2006
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
Comentários sobre o jornal de hoje
"O pior dia da História da aviação no Brasil" - Incrível como nada criado por brasileiro dá certo.
domingo, 3 de dezembro de 2006
Toureiros e pingüins
Pingüins têm mandado no cinema. Primeiro com A Marcha do Imperador - o título e esse e não me importa como tenham traduzido -, o documentário que mais lucrou este ano. O que acho dele? Não sei. Não vou pagar para ver algo que já não vejo normalmente no Discovery Channel. Posso queimar - ou gelar, para usar um trocadalho escrilto - a língua depois, mas esta é a minha posição até agora.
E segundo com Happy Feet, indo bem por aqui e imperando na gringa. Minha posição? Não sei e tem várias outras coisas mais interessantes no cinema para ver antes.
Já toureiros tem circulado na música, no sentido mais, urgh, fashion do termo moda. Começou com Mr. Brandon Flowers nas fotos de divulgação do segundo disco dos Killers, Sam's Town, sobre o lado melancólico de Las Vegas (e que foi tema de bela crônica na primeira edição da Rolling Stone brasileira). E espalhou-se pelo mundo emo de Panic! at the Disco, via o clipe de I write sins not tragedy e My Chemical Romance, via clipe de The Black Parade. (Para o bem de todos e felicidade geral da nação, vamos fingir que o Killers não tem um pezinho emo só porque a banda é interessante).
Freddie Mercury deve estar achando graça de tudo isso.
sábado, 2 de dezembro de 2006
Seu Sassá
Eu: "Seu Sassá, como você aprendeu a falar inglês tão bem?"
Seu Sassá: "Eu morei nos Estados Unidos por muitos anos".
Eu: "Você foi para lá fazer o quê?"
Seu Sassá: "Jogar futebol no Cosmos, com o Pelé".
Meu queixo tá no chão até agora.
PS: Seu Sassá é muito amigo de Zach Snider, para quem trabalhou por aqui. Snider é o diretor de Madrugada dos Mortos e 300, este com o Rodrigo Santoro. "Ele disse que ia me chamar para ser dublê do Sean Connery". Achei levemente parecido.
PPS: Conheci Seu Sassá acompanhando a equipe da CNN no Rio. O resultado está lá no Comunique-se.









