quinta-feira, 19 de junho de 2008

Joscelyn

Eu, Pingüim e a loura para o Whiplash. Eu escrevendo, Pingüim fotografando e ela cantando. E não deixa de ser uma honra contribuir para o maior site de metal do país.

Ainda mais com algo não-metal.

Noite de sexta-feira no Aterro do Flamengo e o Fashion Rio chegava ao seu fim. A um quilômetro de distância, no Vivo Rio, outro desfile começava, e mostrando bem mais que uma bela mulher na passarela. Joss Stone não é só um rosto bonito. É uma tremenda cantora, com grande voz e que sobe muito sem desafinar, cercada por bons músicos. Com seus 21 anos de idade e cinco de carreira, mostra muita segurança e simpatia para conduzir um show redondinho.

Às 22h46, a grande banda de Joss – guitarra, baixo, bateria, percussão, dois tecladistas, sax alto, sax tenor e três backing vocals – adentrou o palco, tomando-o para si por cinco minutos. Foi o único momento em que estiveram no centro das atenções. Todos muito eficientes, mas sem pretensão de roubar a cena. Os músicos sabem que a estrela é a inglesa.

Joscelyn Eve Stoker entra de mansinho, pisando delicadamente descalça nos tapetes persas que cobrem a cena, cada unha do seu pé de uma cor. Quando se aproxima do microfone, já parece dona do espaço e canta as primeiras palavras de “Girl They Wont Believe It”, acompanhada em coro por um Vivo Rio lotado. No fim de “Headturner”, que veio emendada, ela já está livre de qualquer pose.

Joss parece feliz de verdade com a empolgação e retorno do público. Abre um sorrisão, conversa carinhosamente com a platéia e parece uma adolescente que ganhou uma festa-surpresa. Mas em nenhum momento deixa escapar o controle do espetáculo, levando o público no bolso.

Prova disso foi o movimento arriscado que veio em seguida, mas que deu certo. Joss “queimou” duas de suas músicas mais conhecidas, resultando em um dos pontos altos da noite. “Tell Me What We’re Gonna Do Now”, single mais executado do último álbum, veio emendada em “Super Duper Love”, maior hit do primeiro. E levou a platéia ao delírio.

Já com a partida ganha, a cantora foi alternando músicas mais conhecidas, como “Dontcha Wanna Ride” e “Fell in Love With a Boy”, versão-corruptela de White Stripes, com canções mais direcionadas para os fãs, tipo “Victim of a Foolish Heart”, “Baby Baby Baby” e “Put Your Hands On Me” – esta com direito a reboladinha.

Próximo ao fim, ela tira outra carta da manga: “You Had Me”, funkão dor de cotovelo com deixas para que Joss solte todos os agudos que ainda prendia. Após o breve intervalo, a cantora volta muita emocionada, e diz que é o melhor público que já teve. Ou foi sincero de verdade, ou ela deve continuar investindo em sua carreira de atriz.

O bis veio com a balada “Right to be wrong” e o retorno de “Tell Me What We’re Gonna Do Now” em um medley com “No Woman, No Cry”.

No fim, um show que desmontou um pouco a impressão deixada pelo último álbum: de que Joss tem grande talento, mas um repertório que não corresponde. É esperar sua prometida volta daqui a um tempo para conferir a evolução. Pelo o que mostrou até agora e pela pouca idade, Joss deve se apresentar ainda muitas vezes, e cada vez melhor.

Mais informações: http://www.jossstone.com/

terça-feira, 17 de junho de 2008

Porque São Conrado é um bairro exótico

Placa de uma ruela próximo de onde moram os pais da Dani.

Caso alguém não consiga ler, "General Olympio Mourão Filho - 1900/1972 - Militar brasileiro que participou do movimento integralista e do golpe militar de 1964". Só pude descobrir quem é o homenageado graças às novas placas de rua do Rio, que já deram tanta polêmica.

São Conrado é um bairro que teve um boom de habitação na década de 1970 e muitos militares foram morar lá - incluindo o Figueiredo. Acho que a homenagem ao distinto cavalheiro tem origem aí.

Mais sobre ele aqui.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

FFox Dowloading Day

Será na terça-feira, dia 17.

Entre as novidades, novo desenho da interface, mudança no controle de downloads e uma ferramenta que reúne histórico com bando de dados.

Muito geek?

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O tema do Dia

Mais um post daqueles 'eu não gosto de trazer trabalho pro blog, mas...' não dá para evitar quando três colegas de profissão são torturados. Vai além da cobertura de mercado que o C-se faz e invade a questão da segurança pública.

Fiquei um tanto quanto satisfeito com o rumo que a cobertura tomou, saindo só de cobrir o fato e questionando a falta de segurança e apoio do aos repórteres no local. Demorou, acho que o portal tinha que ter entrado neste questionamento antes. Mas entrou nos últimos textos do dia.

Foi bom também participar disso. Uma das vezes que você se sente fazendo algo pela - para usar o jargão - classe. Espero que este episódio mude alguma coisa na segurança de jornalista. No Dia, deve mudar.

Ainda há muitas perguntas a serem respondidas. Eu e o pessoal do portal vamos tentar achar as respostas nos próximos dias.

Perfect do Mike Patton



Trailer oficial do Street Fighter 4 feito pela Capcom.

A música tem tudo a ver com o jogo.

Raduken!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Firefox Download Day 2008

Download Day

O Firefox lançou campanha para quebrar o recorde mundial de download de programas em 24 horas. Está começando uma contagem mundial em que se promete baixar a versão 3.0 que será lançada em breve.

Gosto da raposinha. Não só porque é simpática, distribuída de graça e indo contra alguma convenções comerciais, mostrando que nsa web as coisas são diferentes, mas porque a navegabilidade do browser é muito melhor. Quando eu uso outros, sinto-me desconfortável, tipo usando terno menor que o meu tamanho.

E é uma coisa que o IE tentou imitar e não conseguiu. Engula, Bill Gates.

O Brasil é o segundo país com mais promessas de download. Antes mesmo, a Mozilla já tinha desenvolvido banner em português. Mais um ponto para eles. Para entrar na contagem, clique acima ou abaixo do texto.

Download Day - Portuguese

E veio Geninho

Pelo menos, veio elegante:


₢ Globoesporte.com

Matemática e festa ploc

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Tem horas que é melhor separar

E foi-se Cuca, o cara que pegou um Botafogo há dois anos que só brigava para não cair e devolveu-lhe dignidade e admiração.

Só não conseguiu um título. E o Botafogo precisa muito de um título agora.

Lembra aquele relacionamento que é bom, tem química, mas que falta aquele algo mais. Os dois se acostumam um com o outro, são até felizes. Mas falta aquele algo mais.

Talvez andando separados possam crescer, pare se reencontrar no futuro.

Valeu, Cuca, boa noite e boa sorte. Obrigado.

Dizem que vem Ney Franco. Dos males, o menor.

Quero o Autuori ano que vem.

De repente, tudo faz sentido

Meu celular escolheu Stockholm Syndrome para me acordar hoje.

Finalmente entendi minha relação com o Botafogo.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Ique e Minc

Ele só errou na vestimenta.

₢ do JB.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Ross Halfin

Vi no Whiplash! nota sobre novas fotos de divulgação do Metallica feitas por Ross Halfin. Não conhecia o cara e entrei no site. Fiquei constrangido de não conhecê-lo ao ver sua galeria.

Algumas das fotos que estavam na home - e só na home.




segunda-feira, 26 de maio de 2008

Relaxa e goza

Show do Brothers of Brazil quinta passada - que eu não fui, mas tinha informantes.

João Suplicy afinava o violão, Supla - que toca bateria nas apresentações - esperava. Maria Paula, mulher de João, grita o "fala alguma coisa".

Supla olha para o público e manda "ele tem que afinar de qualquer jeito. Sei lá, relaxa e goza".

Pérola galvanesca no GP de ontem

"Se no seco já é duro, imagine no molhado."

Ele falava sobre o asfalto.

Mais uma vez, ₢ by Tutty Vasques

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Jefferson Perez

Todo o cuidado é pouco com senadores, mas esse cara me parecia um democrata. Fará falta naquela casa de loucos.

[Atualização] Morreu o Jefferson errado. ₢ by Tutty Vasques

Festinha do Max Mosley acaba de ficar ainda mais bizarra

Conta Pedro Doria.

O que foi aquele primeiro tempo?

(Texto sobre o jogo seguite ao do post abaixo, que eu já posto atrasado)

Passei mal, até porque não pude ir ao jogo e estava preparando uma pauta para entrevistar o Dines (o que foi bem legal. É bacana conversar com o cara que tem de carreira o dobro do tempo que você tem de vida). Mas eu queira matar.

Se serviu para alguma coisa, foi pro Cuca "ver" o jogo, mudar tudo e resolver, numa das suas viradas táticas que ele não fazia faz tempo. Em SP vai ser foda, mas acho que o Botafogo pode chegar.

Segue o que o PVC escreveu.


A VIRADA DE CUCA

postado por Paulo Vinícius Coelho

Cuca voltou do segundo tempo precisando matear a saída do lado direito do Corinthians. A saída de Carlos Alberto.
Mas precisava também fazer seu time agredir.

A solução encontrada foi lançar dois centroavantes, com Wellington Paulista com função tática de fechar a saída do Corinthians pela esquerda.

Enquanto isso, Jorge Henrique empurrava Carlos Alberto para a defesa, em vez de ser empurrado, como acontecia com Zé Carlos.

Enxergar o jogo e mudá-lo no campo de ataque não é mérito de todos os técnicos brasileiros. Foi o mérito de Cuca na partida contra o Corinthians.

Jorge Henrique saiu de atuação apagada no primeiro tempo para ser o melhor em campo na segunda etapa.

O Corinthians tem desfalques mais sérios do que o Botafogo, para o segundo jogo, no Morumbi.

Carlos Alberto, André Santos, Lulinha e Fabinho estão fora.

O time pode ter Felipe, Alessandro, William, Chicão e Wellington Saci; Nilton e Eduardo Ramos; Dentinho, Diogo Rincón e Acosta; Herrera

O Botafogo não terá Túlio e Alessandro, com o terceiro cartão amarelo. Poderá escalar Castillo, Túlio Souza, André Luís, Renato Silva e Triguinho; Diguinho, Leandro Guerreiro e Lúcio Flávio; Jorge Henrique, Wellington Paulista e Zé Carlos.

Agora, o Botafogo é favorito para chegar à final.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Não deixa de dar um orgulho

Pra quem já comprou ingresso que parecia ticket-pipoca no Caio Martins, dá orgulho sim ver ingresso feito com mecanismo anti-falsificação. Veio até no envelope azul da Ticketmaster.

E dá um alívio, pensando em todo o sufoco que eu já passei em filas, ter comprado o ingresso em um posto na esquina da minha casa - e sem taca de conveniencia.

Essa é a minha forma de endossar a política de moralização do Bebeto na venda de ingressos, que inclui o enfrentamento com as torcidas organizadas para não privilegiar alguns em detrimento de muitos. Vou tentar ir em quantos mais jogos possíveis.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Olha Só de volta

Ricardo Calil está com a versão 3.0 do Olha Só, agora no iG.

Era um dos blogs que eu mais gostava no finado NoMínimo.

Com ele, já são 11 'NoMínimos' pela web. O portal voltou em pílulas.

Dossiê nos outros é refresco

A Zero Hora descobriu que o governo dos EUA fez um dossiê sobre Dilma Rousseff.

Mas os arquivos estão em pdf, ná íntegra. O Josias de Souza deu uma boa resumida.

É engraçado quando a trama volta com personagens trocados de lugar.

PVC entrevistou o Hagi

Abri uma matéria sobre o PVC com a história abaixo - a dita cuja pode ser lida no Comunique-se. Foi o maior nariz de cera da minha vida, mas eu banquei.

O Hagi era bom com os pés de da cabeça.

PVC entrevistou Gheorghe Hagi. Foi em 1994, na Copa dos EUA, no momento em que o romeno era a sensação do torneio, após eliminar a Argentina nas oitavas de final. Então com 24 anos, Paulo Vinicius Coelho – mais conhecido pela sigla PVC – trabalhava na Placar, e estava escalado para falar com o atacante da Romênia ou com o técnico Dick Advocaat, da Holanda, seleção que seria a próxima adversária do Brasil.

"Liguei para o hotel da Holanda e pedi para falar com o Advocaat. O atendente respondeu 'what is the password?' [qual é a senha]. Liguei pro da Romênia e pedi pra falar com o Hagi. Passaram pro quarto e ele atendeu. Me apresentei em espanhol – ele jogava na Espanha –, disse o que queria e ele achou tudo bem. Marcamos às 14h", relatou.

"Cheguei ao hotel às 13h30min", continuou. "Às 13h50min, nada. Vi o assessor de imprensa da Romênia e perguntei sobre o Hagi. Ele disse que não ia dar, que o técnico não queria que ninguém desse entrevistas. Às 14h em ponto, o Hagi sai do elevador. Eu e o assessor vamos em sua direção. O assessor gritou com ele em romeno, ele rebateu e me chamou para fora do hotel".

"Na entrevista, perguntei se era verdade aquela história do [goleiro Helmuth] Duckadam, que após pegar quatro pênaltis na final da Liga dos Campeões [de 1986, pelo Steaua Bucareste] e se aposentar, teve as mãos quebradas a pedido do [ditador romeno Nicolae] Ceausescu. Ele respondeu que 'não era verdade, mas o Ceausescu era muito vaidoso, e proibia que os ídolos do País dessem entrevista. Quando ele caiu, prometi que nunca negaria uma entrevista, porque faz parte do meu trabalho. E por isso estou aqui falando com você'", disse concluindo a história.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Bicicleta ao contrário

Onde eu vi a Dani ensinando o pai dela, de 66 anos, a usar o MSN.

De certa forma, me lembrou o meu pai me ensinando a andar de bicicleta sem rodinha.

Será que devo agradecer ao Bill Gates pelo momento de retribuição presenciado?

Fiuza, Johnny, drogas e a PUC

E o primeiro post do ano é uma reprodução.

Pelo menos, é uma reprodução de mim mesmo. Depois de assistir o
Meu Nome Não É Johnny, tive a idéia de ligar pro Fiuza pelo Comunique-se para falar sobre livro, filme e o próximo que ele estava escrevendo, que eu já tinha lido sobre na página do Ancelmo. O resultado taí abaixo, onde ele até fala do livro que virá depois.

Ele não disse a universidade onde foi o debate, mas depois disso aqui, dá pra deduzir.

Guilherme Fiuza fala de "Meu Nome Não é Johnny" e dos próximos livros

Desde o fim do NoMínimo, onde mantinha o canal Política & Cia, Guilherme Fiuza
estava fora da imprensa diária. Voltou no início do ano, mas como notícia: "Meu Nome Não é Johnny", filme baseado em seu livro homônimo, é o segundo mais visto no País, ganhou capa da Época desta semana e tem sido tema de debates por mostrar ascensão, queda e redenção de João Guilherme Estrella, traficante que abastecia a elite carioca com cocaína nas décadas de 1980 e 1990.

O livro, lançado em 2004 pela Editora Record, também ganhou nova edição, com pôster do filme na capa e fotos da produção, e tem ido muito bem. "A editora fez duas remessas de 10 mil exemplares. Cinco mil já form vendidos", informa o autor.

Fiuza acompanhou toda a produção do filme e se preparou para as discussões suscitadas, já escolado pelo livro. Também já engatilhou seu próximo projeto. "Juruá-Paris: uma Travessia Amazônica", que sai pela mesma editora no meio do ano, mostra como um negócio criado por empresários de Ipanema envolveu seringueiros do Acre que continuaram o legado de Chico Mendes e chegou até a França.

"Não é uma reportagem sócio-econômica com meio-ambiente. É um livro de aventura", avisa Fiuza. Tocados pelo assassinato de Mendes – que completa 20 anos –, os cariocas tentaram criar uma solução financeira para alguns dos envolvidos. Chegaram a ter contratos com a francesa Hermès para a distribuição de couro vegetal e alguns dos envolvidos foram condecorados pela ONU, mas outros tiveram falência pessoal decretada e sofreram ameaças de mortes.

O jornalista já conhecia a Amazônia e esteve duas vezes no Acre para a apuração. "Não dá pra salvar a Amazônia de Ipanema. O livro conta a história de pessoas de um centro urbano que têm que enfrentar a floresta, as distâncias enormes e sofrimento físico e emocional. Há somas astronômicas caindo na mão de tribos, que só entendiam de trocas rituais. É um livro focado nos personagens", detalha.

Traficante gente fina
A centralização do personagem também norteou o filme, principalmente a escolha da produtora Mariza Leão entre outras seis. "Não é uma história de tráfico, nem um filme de ação. É um olhar sobre o indivíduo, sobre a cabeça de uma pessoa. Como ele mergulhou no crime e como saiu de lá. Passou por tudo e voltou para a vida normal. A Mariza percebeu isso e, nesse ponto, a interpretação do Selton Mello capta bem o espírito", diz, sobre o ator que vive Estrella nas telas.

Fiuza colaborou informalmente com o roteiro – "várias pessoas que leram o livro me disseram que eu tinha um roteiro pronto na mão. Não é assim. É uma transposição muito difícil" – e da pesquisa junto à imprensa. O nome do livro/filme é derivado do Jornal do Brasil, que em 1995 deu meia página para a prisão do Marcinho VP e outra metade para a de Estrella, chamando-o de Johnny.

"Ele ficou indignado com aquilo. Nunca tinha sido chamado de Johnny. Era naturalmente um apelido dado pela polícia. De certa forma, eu vi aquilo como a boa índole se manifestando. Um grito de 'não sou bandido'", conta Fiuza.

O jornalista também ajudou a definir algumas linhas de pensamento nas discussões, que têm ocupado bastante espaço na sua agenda, dos atores e do diretor, Mauro Lima.

"Selton Mello e eu fomos a um debate em uma universidade carioca. No fim do filme, uma professora fez questão de vir nos dizer que 'não existe traficante gente fina'. Somos cobrados por dar uma glamorizada no tráfico. O que está faltando não é passar a mão na cabeça de traficante, mas conhecer o traficante. Saber quem ele é e como foi parar lá, até para poder resgatá-lo de lá", argumenta. "E o João Estrella, mesmo no alto do baronato, se mantinha no Baixo Gávea, Baixo Leblon… Só mostramos isso".

Tropa de Elite
Lançado pouco depois de "Tropa de Elite", "Meu Nome Não é Johnny" reacende algumas de suas discussões sobre tráfico, mas com um outro enfoque. "Ainda é um tema muito tabu, mesmo anos após a revolução de costumes dos anos 60, quando muitos pais de hoje conheceram as drogas. Aponta-se uma ligação intrínseca entre drogas e violência. O maconheiro se mistura com o bandido, enquanto o cervejeiro não", diz Fiuza.

"O 'Tropa' trouxe um aspecto sério para a discussão, o lado da polícia, e mostrou a responsabilidade do usuário. 'Johnny' veio dando o outro lado", continua. "Se você acha que o estudante da PUC [universidade carioca que serve de cenário à Tropa de Elite] é um idiota, que destrói a sociedade quando consome drogas, 'Johnny' mostra um pouco dos seus dramas, o drama da classe média. Não se pode só demonizar o sujeito. E preciso compreendê-lo".

Sobre a violência, Fiuza diz que João Estrella, mesmo tendo sido um megatraficante, nunca pegou em uma arma nem morava numa fortaleza. "Estamos em um bom momento de discussão. O filme completa o debate", afirma.

Futuro
Após "Juruá-Paris", Fiuza sabe o que fará: outro livro. Ele assinou contrato para a biografia de "um grande personagem brasileiro, morto recentemente". O nome do biografado ainda não pôde ser revelado.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Novos links

Continuando o processo de tentar manter esse blog vivo, incluí novos links aí do lado, de blogs que passei a acessar recentemente.

O próximo passo é escrever textos decentes, em vez de só colocar imagens e comentários. Um dia eu chego lá.

Mugshot do dia

Me amarro em mugshots de celebridades, aquelas fotos de registro policial que desnudam o glamour. Aqui tem várias, incluindo algumas clássicas, outras que eu não conhecia, umas bizarras ou bem humoradas, outras esperadas e as bem batidas.

A mais nova é da Mischa Barton, razão de ser de O.C. e pega dirigindo under influence. Ela conseguiu continuar gatinha, com seu sorriso monalisa.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

A Bíblia segundo o Google Earth




Obra da Glue Society. Tive o cuidado de postar na ordem, aham, cronológica.

Moisés veio depois de Noé, certo?

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Palmas para uma velha senhora


Edição comemorativa da Kombi, que está completando 50 anos. Esta segue os design e pinturas originais, e custa 45 pilas por ser ítem de colecionador. Só serão feitas 50 unidades.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Estantes

Quem lê qualquer coisa sabe da importância de estantes. O Pedro Doria posta uma toda as quintas-feiras - tô para fazer aquela com passagem secreta, que tem até tutorial. Amador que sou, não tenho estantes. Meus livros e HQs ficam acomodados em prateleiras. Bem acomodados, divididos por editora, coleção, autor e (infelizmente às vezes) tamanho. Mas prateleiras. Mais amador ainda, moro em um prédio da Encol, que pré-fabricou os tijolos com cimento aerado para economizar. Minhas prateleiras podem cair a qualquer momento - um vizinho já perdeu uma TV num daqueles racks de paredes. Uma das prateleiras, com várias edições de HQ francesa com capa dura e um revisteiro feito por mim mesmo, está localizada bem acima do computador que escrevo. Viver é um risco.

Enfim, esse devaneio é baseado na corajosa aventura do Sidney Gusman de arrumar sua estante que cedeu. Conquista maior que aquela coleção, somente as duas filhas gêmeas que ajudaram na empreitada.

Saindo para o jogo da seleção olímpica vs. seleção do brasileiro.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

A capa do Dia

E a do Lance (SP) também (que é de segunda, eu ia postar mais esqueci). Muito boa.

A última frase remete ao cântigo criado pela torcida. Mais um daqueles meio argentinos, que enaltessem o time, todos criados no embalo de Ninguém Cala...

Esso

Ontem eu fui no Prêmio Esso.

Para o ano que vem, acho que o Estadão é pule de dez com a matéria abaixo:

Enfeite de Clodovil irrita Câmara

Casa ameaça retirar ornamento "exagerado"

Denise Madueño, BRASÍLIA

Mais uma polêmica envolve o deputado Clodovil Hernandes (PR-SP). Desta vez é o arranjo natalino com o qual resolveu enfeitar a porta de seu gabinete - que provocou desconforto ao setor responsável pela engenharia e arquitetura da Câmara. O departamento técnico negou a instalação do ornamento, que excede os limites internos do gabinete, e ameaça retirá-lo. Parecer da área de segurança condena instalações elétricas que fujam ao padrão da Casa. Além de questões técnicas, o impacto visual do enfeite provocou expressões como "exagerado" e "espalhafatoso".

O enfeite da discórdia foi feito artesanalmente pelo próprio deputado: um toldo de bambu coberto por folhas secas de imbaúba, árvore nativa da mata atlântica que serve de alimento para o bicho-preguiça, pintado de dourado e verde. Luzinhas pisca-pisca completam o arranjo, que ocupa as duas portas do gabinete - também revestidas com painéis de vinil verde e amarelo, com os votos de Feliz Natal e Feliz Ano Novo.

A assessoria de Clodovil informou que ele levou um mês para confeccionar o arranjo e sua instalação foi autorizada pelo departamento técnico da Casa. Clodovil está de licença médica, recuperando-se em São Paulo de uma crise de hipertensão.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Já que esse debate é mediocre...

Tulio Maravilha, cinco vezes artilheiro do Campeonato Brasileiro, em montagem da GloboEsporte em que roubaram o Seven Up.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Te cuida, Nicholson

A Empire revelou - e o termo é esse mesmo, já que eles fizeram isso carta-a-carta - a cara do novo Coringa do cinema, vivido pelo Heath Ledger. Dá pra ler um trecho da matéria aqui.

Assustador.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

AVP 2

Pôster japonês

Quando parênteses são necessários

Do Noblat:

A felicidade bate à sua porta...

Há poucos dias, ocupado em identificar sua bagagem na esteira do aeroporto de Brasília, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) foi abordado por uma mulher madura, morena e de baixa estatura.

- O senhor é o senador Heráclito Fortes?

- Sou, sim.

- O senhor já falou muito de mim...

- Quem é a senhora? - perguntou Heráclito.

- Sou Jeanny Mary Corner .

- A famosa cafetina? - espantou-se Heráclito.

- Não. A corretora da felicidade”.

A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) gravou parte das memórias de Jeanny e de algumas de suas meninas sobre os primeiros e ruidosos anos do governo Lula. Foi quando Heloísa ainda era senadora e se sentiu ameaçada.

Guarda as fitas em um cofre fora de sua casa.

Ela levou Jeanny para assistir como sua convidada a uma sessão do Senado. Queria saber se ela reconhecia algum senador que tivesse participado de orgias em algum hotel de Brasília.

Jeanny reconheceu um(a).

Josefina, a bola de tênis deprimida

Do Adão.

domingo, 25 de novembro de 2007

Pong e a afirmação dos gêneros

Assisti um trecho da Era dos Video Games, no Discovery, em que o criador do Pong e fundador da Atari dava um depoimento mais ou menos assim:

Quando o Pong começou a chegar em bares, na década de 1970, coincidiu com a eclosão dos movimentos de libertação feminina. As mulheres queriam pode entrar nos pubs e beber. Acontece que elas tem melhor coordenação para pequenos movimentos, além das mãos menores. Então, o Pong se tornava um dos ambientes que elas podiam entrar e ser superior aos homens. Elas iam lá e os venciam.

No mesmo programa, o criador do Space Invaders contava como o arcade causou problemas sociais no Japão, com jovens assaltando e falsificando moedas para jogar.

Essas são para quem acha que video games são só jogos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

12 de setembro

Caralho, toda a esperança nas instituições do país que o STF tinha trazido foi defenestrada hoje pelo Senado.

Tô com vergonha.

12 de setembro agora também é dia da ressaca no Brasil.

sábado, 18 de agosto de 2007

Só pra fechar bem

Monstro do Pântano, Orquídea Negra e Batman por Dave McKean. Contribuição do blog do UHQ (já que os caras foram plageados, é sempre bom dar o link).

Inter-relações

Tenho certeza que o trânsito bizarro da quinta passada tem algo a ver com a crise das bolsas.

Música do passado

Talvez vocês sejam muito jovens para lembrar, mas antes de ser engolido pelo electro e pelo -- argh! -- trance houve um tempo em que o drum'n'bass foi rei. E seus principais súditos, divulgadores e formadores de Marky e Patife foram Roni Size e Adam F. Roni Size veio no último Free Jazz, em 2002. Adam F deu às caras no de 97 -- caralho!dezanosporra -- e estará hoje no Pista 3, com o precinho camarada de R$ 15 até 0h.

Falando sério, é uma rara oportunidade de ver um dos fundadores de um estilo. O grande clássico de F é Circles, que apresentou o db pra muita gente. Hoje, bem situado como é, F anda ligado em coisas modernas como... Rage Against the Machine.

Estarei lá.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Tem coisas que só acontecem na Bahua

Trazendo este blog de volta ao mundo dos vivos e com o mesmo tema dos post anteriores:



Um democrata. Literalmente, até.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Toninho

Devidamente surrupiado do Blog do Noblat:

As máximas de ACM

I. Não confie em alguém cuja mulher não gosta de você.


II. O poder é a maneira de transformar uma idéia em realidade. Mas é só para quem tem apetite: quem não tem pode usufruir das mais diferentes oportunidades de mando que não vai conseguir mandar.


III. A arte da política consiste em saber dar a cada um o que ele espera de você. Alguns querem proteção, um emprego, por exemplo. Outros querem dinheiro. Há um terceiro tipo, que busca poder, o prestígio, até mesmo um carinho. Se você confundir as demandas, oferecer dinheiro a quem quer carinho ou poder a quem quer um emprego, arrumará um inimigo.


IV. Fale bem dos amigos todos os dias; fale mal dos inimigos pelo menos duas vezes por dia.


V. É legítimo bater sempre nos adversários, para que não venham a crescer e maltratar seus aliados. Nunca reclame dos golpes recebidos; prepare o troco. Vale a máxima: a vingança é um prato que se come frio.


VI. As grandes virtudes de um homem são a gratidão e a generosidade. A gratidão leva a devolver em igual moeda tudo aquilo que recebe. A generosidade o obriga a retribuir em dobro.


VII. Quando entrar em uma casa, preste atenção nas crianças, pois nada é mais sincero do que o olhar delas. Se a criança o encarar torto, é porque naquele local você não é benquisto.


VIII. Só se deve brigar para cima, sobretudo em defesa dos mais fracos, pois todos passam a respeitá-lo, mesmo que você não tenha razão. Brigar para baixo não traz vantagem alguma, ninguém toma conhecimento e ainda o chamam de covarde.


IX. Salvo em assuntos pessoais, procure sempre escalar amigos para responder às críticas dos inimigos. O aliado sairá engrandecido e o adversário diminuído.


X. Se, apesar dos seus defeitos, você quer que alguém seja seu amigo, não pode exigir que esse amigo seja perfeito.


XI. Só guarde reclamação de inimigo. De amigo, bote tudo para fora, resolva na hora. Se o amigo lhe pedir perdão, perdoe. Fale o que está engasgado e, se for o caso, exija alguma compensação. Mas depois esqueça o assunto.


XII. Fale sempre a verdade quando alguém lhe pedir algo. Explique o que vai tentar fazer, quando e como. Caso não possa atender ao pedido, diga logo que não pode, mas explique o motivo. As pessoas esperam que você se importe, tente, ainda que não consiga.


XIII. Não se esqueça jamais do amigo que deixou o poder, até porque o fraco de hoje pode ser o forte de amanhã. Ninguém é tão forte que não possa perder, nem tão fraco que não possa vencer.


XIV. Jamais permita que se fale mal de um amigo perto de você. Reaja imediatamente se isso acontecer.


XV. É melhor sofrer no poder do que longe dele.



(Revista República - junho de 97).



* "Estou com a consciência tranqüila de ter servido bem a meu país. Tenho certeza de que sou o baiano que mais amou a Bahia. Esse meu amor talvez tenha sido a coisa mais importante da minha vida. E ser querido pelos baianos é o que me faz feliz".


* "Algumas vezes sou franco e direto. Isso não é defeito, mas virtude. Ser indeciso é que não é virtude".


* "Minha cabeça é uma 'usina' que não para de pensar em coisas para a Bahia e para Salvador"


* "A primeira regra da boa briga é escolher o adversário certo"


* "Tenho amigos bons e ruins, mas eu só governo com os bons"


* "Meu desejo é lutar pelas grandes causas e não pela causa dos grandes"


* "Uma pessoa pode ser ética sem ser ingênua. Mas quem for excessivamente ético acaba sendo visto como ingênuo, mesmo que não seja".


* "Se este país virar comunista, um dia serei o maior líder de esquerda do Brasil"


* "Nós trazemos fábricas para a Bahia, usamos o talento dos baianos para dar as fórmulas de que a Bahia precisa. Em toda parte a Bahia cresce. Por que? Cresce porque trabalhamos, porque temos vontade de lutar por essa terra que tanto amamos".


* "O pior dos vaidosos é o falso humilde".


* "Não vou dizer que não cometi erros no passado. Devo ter cometido dezenas e centenas de erros, na medida em que tenho tantos anos de vida pública. Se eu fosse um homem que não tivesse cometido erros, hoje, não teria caráter".


* "Eu não tenho ódio na vida. E o fato de não ter ódio me permite continuar na vida a passos largos. Não fico preso ao passado. Aliás, tenho um passado que muito me honra. Mas eu penso sempre no futuro. Isso faz os baianos terem apreço de mim".


* "Eu posso ter erros políticos, o que não posso ter são erros morais".


* "Poucas pessoas gozam em suas bases políticas da popularidade que tenho em meu estado, a Bahia. Engana-se quem acredita que estou perdendo poder".


* "Eu sou a ala petista do PFL. Há também uma ala pefelista do PT".


* "Se puder ser querido é melhor. Mas se isso não for possível, quero ser respeitado"


* "Os empresários têm que ser mais compreensivos, não demitir funcionários, não demitir pessoas carentes, olhar quem vai demitir. Isso é o que eles têm que fazer. Por que, na situação social em que o Brasil vive, não é só o governo que deve amparar não. O empresário tem que ter consciência de seus deveres com a sociedade".


"Quem pode ir a um bom restaurante e gastar R$ 800 num jantar, pode pagar R$ 900 para que R$ 100 sejam destinados a um fundo para erradicação da miséria. Se fizermos isso, venceremos a miséria no Brasil em dez anos".


"O combate à pobreza exige a participação de todos os recursos disponíveis: o individual e o comunitário, o público e o privado, o local e o nacional. A luta solidária de todos é absolutamente necessária par a constituição de uma sociedade mais decente e mais humana".


"Para aferir a situação da pobreza, eu perguntaria ao meu querido amigo ministro Malan se, em cinco anos de governo, ele recebeu algum pobre em seu gabinete (...) Quantos foram lá para falar de enriquecimento, esquecidos da obrigação de diminuir a pobreza?"


*"Ninguém na vida me pressionará a nada. Sou um homem de coragem, sei enfrentar tudo, e não aceitaria que quem quer que fosse viesse me pressionar"


* "Um homem não pode fazer-se sem sofrer, pois ao mesmo tempo é mármore e escultor" .


* "Nunca fui coronel, nunca. Fiz minha carreira ligada ao povo. Poucos receberam no Brasil tanto batismo popular quanto eu. Seria uma estultice pensar que sou coronel, que cometo violências e o povo vota em mim. Não sou truculento e a prova é que 80% dos baianos votam em mim".


* "Baianidade é um estado de espírito em relação à terra em que se vive e a todas as características singulares da Bahia, que nenhuma outra terra tem, como o sincretismo religioso, a cordialidade. O baiano é o povo mais cordial do Brasil".


* "O poder não admite indecisão. O poder exige, sim, coragem no decidir, às vezes até não decidindo certo, mas decidindo rápido você presta melhor serviço ao Estado e ao país. O poder não gosta dos indecisos, mesmo porque a decisão é uma das características mais importantes do bom administrador".


* "Político sem popularidade é um cidadão sem sangue. A popularidade é um estímulo para o político. O sorriso, o agrado, o carinho do povo com seu líder é o que o estimular a continuar lutando pelas causas do próprio povo".


* "A Presidência da República é destino. Você faz toda a sua carreira política, a Presidência é destino".


* "Quem odeia é escravo do seu ódio, e por isso, muitos de meus inimigos são meus escravos".


* "Juntar a amizade à política é o ideal. A política só é bem feita quando pautada pela correção, pela lealdade e, se possível, pela amizade. Para mim, a política tem sido o meio de realizar um trabalho pelo povo. E eu posso falar isso com autoridade. Na Bahia, você encontrará sempre minha obra e a gratidão do povo da minha terra".


* "Faço política como ela deve ser feita, dentro dos padrões de dignidade que se exige de qualquer cidadão".


* "O que eu faço é tirar as pedras do caminho para que eu possa atingir meu objetivo. Mas nada impede que eu pegue o telefone para conversar com um adversário. Eu prefiro chamá-los de adversários, não de inimigos. Acho que não tenho inimigos. Se tenho, a culpa não é minha. Eles é que se tornaram. Nesse ponto, concordo com o ex-presidente Castello Branco:'Eu não sou teimoso, teimoso é quem teima comigo".


* "Vale para mim a frase que o poeta Augusto Frederico Schmidt colocou certa vez no bolso de Juscelino Kubitschek: 'Deus me poupou o sentimento do medo'. Até aqui, Deus não permitiu que me faltasse a coragem necessária para agir nos momentos decisivos de minha vida".


* "O poder realiza. Mas ele também deixa seu ocupante na solidão, porque muitas vezes nos encontramos com quem não desejamos e nos afastamos das pessoas que mais queremos. É da natureza do poder que você não possa escolher seus interlocutores a todo momento"


* "Sou um homem que precisa conversar. Eu varo as noites conversando, cercado de gente. Isso me faz bem. Mas não acredite na lenda de que quem tem poder nunca está sozinho. Com muita freqüência, embora acompanhado, você sabe que está só".


* "Eu raramente digo palavrões e chego a corar quando mulheres os pronunciam em minha presença".


* "Tenho um repertório de conversas para dez tipos de pessoas: uma para o deputado federal, outra para o prefeito, outra para o desembargador, outra para o homem da roça, outra para o jornalista... E fazer isso permanentemente é um grande, um enorme prazer"


* "O importante, na política, é dizer não"


* "Poder é a maneira que você encontra, quando tem realmente vocação para ele, de transformar em realidade muito do que você pensa, e que às vezes até lhe parece inatingível. Mas o exercício do poder é para quem tem vocação. Para quem não tem vocação, você pode entregar as mais diversas oportunidades de mando, que não consegue mandar"


* "Na minha equipe de governo, não concedo absolutamente nada para quem não tenha mérito"


* "Sempre me defini como homem de centro. Mas hoje em dia, estas definições que, de verdade, têm duzentos anos de idade, entre direita e esquerda, estão em xeque. O político contemporâneo tem é de ficar sintonizado com a vontade e os interesses do povo. As querelas ideológicas foram superadas pelos fatos e essa questão passou a ser um bom assunto para discussões lítero-científicas"


* "Acho que Fernando Henrique sempre foi menos de esquerda do que eu pensava e do que todos pensavam. Hoje é uma prova de inteligência e até mesmo de caráter, de amor ao país, não ser radical como se era antigamente. Quando converso com ele, percebo que ele nunca foi um radical. Talvez por ser tímido tenha sido colocado entre os radicais e então não reagira, porque não tem temperamento radical".


* "Dinheiro público é sagrado. Nenhum político se sustenta por muito tempo sem o respeito ao dinheiro público. Essa é a minha força. Tenho 50 anos de vida pública e não nenhuma acusação contra mim do ponto de vista moral"


* "Toda vez que minha imagem for prejudicada porque estou defendendo a Bahia, meu grande amor, pouco me importa o que pensam os outros. Os baianos sabem quem eu sou. Na Bahia, eu estou acima das ideologias e dos partidos políticos"


* "Não gosto de contar o que estou lendo. Isso revela o caráter das pessoas. Tenho sempre dois exemplares, um em Brasília e outro em Salvador. Meus livros são assinalados, por isso não empresto a ninguém."


* "Sou católico e sigo minha religião, mas como um bom baiano tenho que viver as demais religiões e os cultos que na Bahia são praticados com grande intensidade"


* "Homem público não pode ter sigilo bancário. Tem que ser aberto para todos"


* "Ou o país se conserta moralmente ou não tem solução. Onde não há ética e não há moral, não há sobrevivência política para o país".


* "Eu observo as pessoas, olho em seus olhos, por que preciso de escuta? Sei quando elas estão sendo sinceras".


* "Só duas siglas pegaram neste País: JK e ACM".


* "O Juscelino, a meu ver, foi a figura mais marcante do ponto de vista político-administrativo deste século".


* "Nunca usei arma em toda a minha vida. Atirei uma única vez, no interior, para treinar e tomei medo. É uma sensação péssima. Dá um susto enorme. Você toma mais susto do que o possível adversário".


"Só briguei com gente poderosa. Você não me vê brigando com homens do povo, com o porteiro do hotel, com a gente simples".


* "Não quero ser um político comum: quero ser diferente."


* "O pior adversário é aquele que você não conhece".


* "Política para mim é paixão. Por isso é que faço sempre com prazer, e em tempo integral. Qualquer um que queira fazer política de verdade precisa exercê-la com paixão".


* "A auréola do poder é o menos significativo. O exercício dele é o que vale e ensina".


* "O povo acredita em quem é preparado e que só promete o que ele acha possível de se fazer. Não adianta promessa mirabolante, que ele sabe que é impossível você cumprir".


* "Há três tipos de repórteres: o que quer dinheiro, o que quer notícia e o que quer emprego. O correto é não dar dinheiro a quem quer notícia, notícia a quem quer emprego e emprego a quem quer dinheiro".


* "O governante que vigiar a família tem 80 por cento de chance de evitar a corrupção".


* "Eu sou muito sentimental. Acho que isso faz parte um pouco do meu ser e eu não sou difícil de chorar".


* "Na realidade, não me julgo de direita, não me julgo de esquerda. Eu sou um político sem rótulos, sem etiquetas, porque acho que isso não existe. Isso não está mais na cabeça de ninguém. Isso já acabou".

terça-feira, 10 de julho de 2007

O Live Earth quer salvar o mundo, mas por enquanto só ressuscitou os mortos







E ressuscitou bem pra caramba. Puta que lo parió.

Sim, os últimos não 'morreram'. Mas é tão raro vê-los num palco que entram no pacote.

"Everywhere is war"

Lançaram o War Império Romano. E nada mais será como antes...

Ele pode abrir caminho para uma série temática: War Guerras Napoleônicas, War Campanha de Gengis Khan... Aguardo ansiosamente o War Complexo do Alemão.

"Ao Brasil, boa sorte"

Carta de despedida do Zé Roberto. E aí?

[Atualização] A carta é falsa. Mas a bola levantada por ela, não.

Inicialmente gostaria de expressar minha gratidão ao Brasil. Foi com prazer que por muito tempo defendi a camisa canarinho e me orgulhei de ser brasileiro.

Infelizmente este país não faz mais parte de mim. Por muitos anos vivi com minha família na Alemanha e me identifiquei completamente com o país. A despeito de certos intolerantes e racistas, que são minoria, minha família se integrou totalmente ao modo de vida alemão. Minhas filhas mal falam português e são totalmente fluentes em alemão.

Para voltar ao Brasil, isto pesou muito. Queria que elas se sentissem, como me sentia, brasileiro. Queria que conhecessem o meu país, que falassem a minha língua nativa, queria mostrar o lado bom do Brasil, um pouco diferente daquilo que volta e meia aparece nos noticiários de TV alemão.

A tentativa foi em vão. Muito embora tenhamos ficado em uma cidade muito acima da média do padrão de vida brasileiro, os males que a assolam me parecem regra, não exceção na vida brasileira. Não nos era permitido andar sem seguranças; Minhas filhas não podiam em hipótese alguma passear ou brincar na rua; Ir à praia que fica a menos de 100m de nosso apartamente também era contra a recomendação do que nos passavam os seguranças e companheiros de clube.

Todo o tempo que estivemos no Brasil, ainda que livres fisicamente, éramos reféns psicológicos. Mesmo sendo um ídolo local, o risco parecia nos acompanhar a cada esquina virada, a cada momento em que passeávamos. A sombra do sequestro ocorrido dois anos atrás com outro ídolo local, Robinho, nos perseguia por todos os lados.

Assistir o noticiário televisivo alimentava ainda mais nossos medos. Por sorte, minhas filhas não entendem muito bem português. Se entendessem, descobririam um país em que o crime está por todos os lados: está nas escolas, está nas faculdades, está no Judiciário, está no Congresso e está até mesmo na família do presidente. Imagino o choque cultural para elas, criadas em um
país com padrões morais tão rígidos. Me ponho no lugar delas e penso como deve ter sido desagradável esta estadia no Brasil. O que pensavam quando dizíamos que elas não podiam andar livremente nas ruas? O que pensavam quando dizia que era melhor não dizer às amigas que eram minhas filhas? Como entendiam que não brincar na rua, que não passear em parques e que sempre andar com aqueles homens que não conheciam era o melhor para elas?

Minhas filhas devem ter detestado o Brasil. Foi com muita alegria que receberam a notícia de que voltaríamos à Alemanha. Além da segurança, há a questão da discriminação. Embora etnicamente muito diferente da população local, minhas filhas sempre foram respeitadas e nunca vistas com menosprezo. Aqui no Brasil, onde todas as raças se misturaram e não dá para saber quem é o que, sofríamos com um tipo de discriminação inimaginável para elas: Éramos vistos como anormais por nossa religiosidade. Por aqui imaginam que negros sofram de racismo na Alemanha, mas praticam uma intolerância inexplicável por sermos evangélicos. Ou, como é dito pejorativamente por aqui, somos "CRENTES", palavra carregada de maus juízos. Dentro do futebol, jogadores como eu que se organizam em grupos chamados de "Atletas de Cristo" são
vistos com ressalvas, especialmente pela mídia que acompanha o esporte.

Por todos estes motivos, levo minha família de volta à Europa. Pelo meu sucesso e também pelas nossas escolhas, o Brasil se tornou um suplício para aqueles a quem mais amo. Batalhei a vida inteira para sair da pobreza e ter sucesso profissional. Acima de tudo isto, sempre busquei construir uma família feliz e correta. Hoje, a felicidade de minha família tem como
pré-requisito afastá-las do Brasil. Por isto que, ainda que com tristeza, faço o melhor
para elas.

Aos meus fãs, muito obrigado.
Ao Brasil, boa sorte."

ZÉ ROBERTO

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Cristo Maravilha

A cidade ainda é um caos, muitas obras precisam ser feitas, operações como a do Alemão são ainda um primeiro passo e essa eleição não quer dizer nada.

Mas, quer saber ?, eu votei duas vezes, fiquei feliz pra caralho e o Cristo é a única maravilha eleita mais pelo contexto do que pelo valor artístico. O Rio está muito bom com esse clima de Pan. Que dure.

domingo, 1 de julho de 2007

Eu finalmente vi Paris Je t'aime

Que dó estréia na sexta que vem. Vi na pré-estréia.

Mas você também pode assistir: como o filme é em episódios curtos, já caiu inteirinho no YouTube.

Clique aqui e monte o seu Paris Je t'aime. Não precisa nem seguir apresentada nas telas.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Frases do dia

"Eu sou um democrata"

"A justiça brasileira é justa e séria"

Paulo Maluf

domingo, 24 de junho de 2007

Deus...



Sempre acreditei na Feiticeira.

Como ficar puto e depois muito puto

Para ficar puto: leia isso - http://oglobo.globo.com/rio/mat/2007/06/24/296493925.asp

Cinco playboys de merda da Barra espancaram uma trabalhadora que voltaram na madrugada de sábado. Isso já acaba com o seu dia.

Para ficar mais puto: eles pensaram que era uma prostituta. Porra, se for prostituta, pode bater? Que lógica de merda é essa? E o jornal nem chamou atenção pr'essa explicação esdrúxula.

Tá parecendo aquela história do Galdino, em que os moleques acharam que 'o mendigo era um índio'. Então, mendigo e puta pode - e deve - apanhar? Que sociedade de merda.

E, para ficar realmente puto: nenhum deles vai ser preso. E os gastos com o processo somarão um montante maior que todos os rendimentos q a empregada vai ter esse ano.

Isso é o Brasil.

[Atualização] Xico Vargas falou bem. Aliás, o NoMínimo sai do ar esta semana.

[Atualização 2] Aydano também.

sábado, 23 de junho de 2007

Sobre aquele povo marrento do Sul, que gosta de comemorar gol agarradinho se espremendo no alambrado

Os bosteros do Boca são tudo uns perobas.

Posto dedicado ao Duhá e o Shadowzone, que também são imortais.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Terrorismo na TV



Rola até making of.

Fim de lua de mel na França

Sarkozy faz pronunciamento (muito provavelmente) bêbado.

Boris Yeltin ri orgulhoso no céu (ou em outro lugar)...




Como acabou de ser dito do meu lado, o argumento dos calmantes já foi usada pelo Vanucci.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Agora é o tempo do Reverendo

Longo tempo atrás - 8 de junho de 2006, mais ou menos um ano - o Reverendo entrou na minha vida. Como o link comprova, eu escrevia minha primeira resenha de Preacher. Não foi meu primeiro contato; já tinha uma edição perdida da Brainstorm comprada em um supermercado de Brasília uns R$ 3. Mas uma edição não dá a noção de tudo o que Preacher é.

E acho que nem os três álbuns lançados no Brasil dão.

Se o sombra sabe o mal que habita o coração dos homens, Jesse Custer conhece aquele que habita as vísceras e é muito pior. Ainda assim, o épico de Ennis e Dillon consegue ser extramente positivo e, mesmo através de um vampiro, sangue e álcool - ou principalmente por eles -, mostra o lado bom da vida.

Deus. Talvez a palavra mais complexa da história da humanidade, razão de quase tudo o que ela já fez de bom e de ruim. E, lendo os textos, as situações e os diálogos - principalmente os diálogos - de Ennis ficamos com a única conclusão que o autor dá margem: Deus é um escroto.

Live Earth Rio

Na versão carioca do festival patuscada ambiental do Al Gore, confirmados:
  • Alanis Morissette
  • Lenny Kravitz
  • Pharrell
  • Good Charlotte
  • Rappa
  • D2
  • Ivete
  • Xuxa
  • Seu Jorge
Até nutro alguma simpatia pela moça cabeluda aí da foto, mas, se eu for, vou ficar vendo beeeem longe.

Podia rolar uma jam entre os dois últimos.

Começou a Era Hamilton

Ok, pode ser muito cedo para esse título, afinal o moleque só ganhou a primeira. Mas olha a frase de novo: o moleque - tem 22 anos - ganhou só a primeira - após seis podiuns em seis corridas, com um terceiro e quatro segundo lugares.

Fontes seguras já estão achando que ele será campeão. Hamilton e eu colocamos os panos quentes e achamos melhor dar tempo ao tempo. Mas nem eu nem ele ficaremos surpresos.

Ganham os ingleses, que após anos de amargura e Damon Hill, têm alguém para substituir - e superar - Nagel Mansel. Cara, ganhou eu por voltar a ver um capacete amarelo no alto do pódio. E ganha o Ron Dennis uma bela dor de cabeça, tento que aturar a pressão britânica de um lado e o mimado carrancudo espanhol do outro.

E pulos de alegria quando o Takuma Sato ultrapassou o Fernando Alonso. Provavelmente, só não mais que o próprio.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Tênis

Eu tenho uma relação meio estranha com tênis.

Acho que a última partida de tênis inteira que assisti foi, putz, na época áurea do Kuerten (e como estão fazendo 10 anos que ele ganhou seu primeiro Roland Garros, façam as contas). Assisti trecho daquela besteira de desafio das superfícies entre o Nadal e o Federer, mas foi uma besteira.

Enfim, talvez eu não tenha saco para tênis. Mas eu sempre gostei das/dos tenistas. Sim, tem o fato da graciosidade delas - já consegui achar até as irmãs Williams graciosas em uma jogada - mas os tenistas sempre me facinaram pela sua personalidades. Noves fora os bunda de bebê tipo Pete Sampras, eles quase sempre são figuras fascinantes, à flor da pele. E sempre me atraí pelas histórias - e vidas - de gente como Andre Agassi, Martina Navratilova, Jimmy Connors, John McEnroe, Yannick Noah - de quem tive a honra de assistir um show -, Stefi Grafi - que virou nome de complexo esportivo na Alemanha, um país decende - e, claro, o IceBorg, não escolhido por acasoi para ilustrar isso aqui. E, agora, Nadal e Federer.

Minha teoria: talvez o tênis seja o último esporte realmente solitário. E por isso a personalidade transparece tanto. Naquela meia cancha, o tênista é só ele. Ok, tem preparador e técnico, mas uma vez lá dentro, o sujeito é ele e ele mesmo, tendo que lidar com o adversário. Comparável, talvez só boxe. Estranho.

Enfim, dei toda essa devaneiada quando li hoje que o Nadal foi perguntado na coletiva. se era mais Maria Sharapova ou Justine Henin. "Como tenista, a Justine", respondeu.

Tênis é um dos últimos esportes em que a personalidade do sujeiro ainda se faz presente.