


Obra da Glue Society. Tive o cuidado de postar na ordem, aham, cronológica.Moisés veio depois de Noé, certo?
Música. Cinema. HQs. Esportes. E a minha vida.



Obra da Glue Society. Tive o cuidado de postar na ordem, aham, cronológica.
Casa ameaça retirar ornamento "exagerado"
Denise Madueño, BRASÍLIA
Tulio Maravilha, cinco vezes artilheiro do Campeonato Brasileiro, em montagem da GloboEsporte em que roubaram o Seven Up.
A Empire revelou - e o termo é esse mesmo, já que eles fizeram isso carta-a-carta - a cara do novo Coringa do cinema, vivido pelo Heath Ledger. Dá pra ler um trecho da matéria aqui.Há poucos dias, ocupado em identificar sua bagagem na esteira do aeroporto de Brasília, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) foi abordado por uma mulher madura, morena e de baixa estatura.
- O senhor é o senador Heráclito Fortes?- Sou, sim.
- O senhor já falou muito de mim...- Quem é a senhora? - perguntou Heráclito.
- Sou Jeanny Mary Corner .- A famosa cafetina? - espantou-se Heráclito.
- Não. A corretora da felicidade”.A ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) gravou parte das memórias de Jeanny e de algumas de suas meninas sobre os primeiros e ruidosos anos do governo Lula. Foi quando Heloísa ainda era senadora e se sentiu ameaçada.
Guarda as fitas em um cofre fora de sua casa.Ela levou Jeanny para assistir como sua convidada a uma sessão do Senado. Queria saber se ela reconhecia algum senador que tivesse participado de orgias em algum hotel de Brasília.
Jeanny reconheceu um(a).
Monstro do Pântano, Orquídea Negra e Batman por Dave McKean. Contribuição do blog do UHQ (já que os caras foram plageados, é sempre bom dar o link).
I. Não confie em alguém cuja mulher não gosta de você.
II. O poder é a maneira de transformar uma idéia em realidade. Mas é só para quem tem apetite: quem não tem pode usufruir das mais diferentes oportunidades de mando que não vai conseguir mandar.
III. A arte da política consiste em saber dar a cada um o que ele espera de você. Alguns querem proteção, um emprego, por exemplo. Outros querem dinheiro. Há um terceiro tipo, que busca poder, o prestígio, até mesmo um carinho. Se você confundir as demandas, oferecer dinheiro a quem quer carinho ou poder a quem quer um emprego, arrumará um inimigo.
IV. Fale bem dos amigos todos os dias; fale mal dos inimigos pelo menos duas vezes por dia.
V. É legítimo bater sempre nos adversários, para que não venham a crescer e maltratar seus aliados. Nunca reclame dos golpes recebidos; prepare o troco. Vale a máxima: a vingança é um prato que se come frio.
VI. As grandes virtudes de um homem são a gratidão e a generosidade. A gratidão leva a devolver em igual moeda tudo aquilo que recebe. A generosidade o obriga a retribuir em dobro.
VII. Quando entrar em uma casa, preste atenção nas crianças, pois nada é mais sincero do que o olhar delas. Se a criança o encarar torto, é porque naquele local você não é benquisto.
VIII. Só se deve brigar para cima, sobretudo em defesa dos mais fracos, pois todos passam a respeitá-lo, mesmo que você não tenha razão. Brigar para baixo não traz vantagem alguma, ninguém toma conhecimento e ainda o chamam de covarde.
IX. Salvo em assuntos pessoais, procure sempre escalar amigos para responder às críticas dos inimigos. O aliado sairá engrandecido e o adversário diminuído.
X. Se, apesar dos seus defeitos, você quer que alguém seja seu amigo, não pode exigir que esse amigo seja perfeito.
XI. Só guarde reclamação de inimigo. De amigo, bote tudo para fora, resolva na hora. Se o amigo lhe pedir perdão, perdoe. Fale o que está engasgado e, se for o caso, exija alguma compensação. Mas depois esqueça o assunto.
XII. Fale sempre a verdade quando alguém lhe pedir algo. Explique o que vai tentar fazer, quando e como. Caso não possa atender ao pedido, diga logo que não pode, mas explique o motivo. As pessoas esperam que você se importe, tente, ainda que não consiga.
XIII. Não se esqueça jamais do amigo que deixou o poder, até porque o fraco de hoje pode ser o forte de amanhã. Ninguém é tão forte que não possa perder, nem tão fraco que não possa vencer.
XIV. Jamais permita que se fale mal de um amigo perto de você. Reaja imediatamente se isso acontecer.
XV. É melhor sofrer no poder do que longe dele.
(Revista República - junho de 97).
* "Estou com a consciência tranqüila de ter servido bem a meu país. Tenho certeza de que sou o baiano que mais amou a Bahia. Esse meu amor talvez tenha sido a coisa mais importante da minha vida. E ser querido pelos baianos é o que me faz feliz".
* "Algumas vezes sou franco e direto. Isso não é defeito, mas virtude. Ser indeciso é que não é virtude".
* "Minha cabeça é uma 'usina' que não para de pensar em coisas para a Bahia e para Salvador"
* "A primeira regra da boa briga é escolher o adversário certo"
* "Tenho amigos bons e ruins, mas eu só governo com os bons"
* "Meu desejo é lutar pelas grandes causas e não pela causa dos grandes"
* "Uma pessoa pode ser ética sem ser ingênua. Mas quem for excessivamente ético acaba sendo visto como ingênuo, mesmo que não seja".
* "Se este país virar comunista, um dia serei o maior líder de esquerda do Brasil"
* "Nós trazemos fábricas para a Bahia, usamos o talento dos baianos para dar as fórmulas de que a Bahia precisa. Em toda parte a Bahia cresce. Por que? Cresce porque trabalhamos, porque temos vontade de lutar por essa terra que tanto amamos".
* "O pior dos vaidosos é o falso humilde".
* "Não vou dizer que não cometi erros no passado. Devo ter cometido dezenas e centenas de erros, na medida em que tenho tantos anos de vida pública. Se eu fosse um homem que não tivesse cometido erros, hoje, não teria caráter".
* "Eu não tenho ódio na vida. E o fato de não ter ódio me permite continuar na vida a passos largos. Não fico preso ao passado. Aliás, tenho um passado que muito me honra. Mas eu penso sempre no futuro. Isso faz os baianos terem apreço de mim".
* "Eu posso ter erros políticos, o que não posso ter são erros morais".
* "Poucas pessoas gozam em suas bases políticas da popularidade que tenho em meu estado, a Bahia. Engana-se quem acredita que estou perdendo poder".
* "Eu sou a ala petista do PFL. Há também uma ala pefelista do PT".
* "Se puder ser querido é melhor. Mas se isso não for possível, quero ser respeitado"
* "Os empresários têm que ser mais compreensivos, não demitir funcionários, não demitir pessoas carentes, olhar quem vai demitir. Isso é o que eles têm que fazer. Por que, na situação social em que o Brasil vive, não é só o governo que deve amparar não. O empresário tem que ter consciência de seus deveres com a sociedade".
"Quem pode ir a um bom restaurante e gastar R$ 800 num jantar, pode pagar R$ 900 para que R$ 100 sejam destinados a um fundo para erradicação da miséria. Se fizermos isso, venceremos a miséria no Brasil em dez anos".
"O combate à pobreza exige a participação de todos os recursos disponíveis: o individual e o comunitário, o público e o privado, o local e o nacional. A luta solidária de todos é absolutamente necessária par a constituição de uma sociedade mais decente e mais humana".
"Para aferir a situação da pobreza, eu perguntaria ao meu querido amigo ministro Malan se, em cinco anos de governo, ele recebeu algum pobre em seu gabinete (...) Quantos foram lá para falar de enriquecimento, esquecidos da obrigação de diminuir a pobreza?"
*"Ninguém na vida me pressionará a nada. Sou um homem de coragem, sei enfrentar tudo, e não aceitaria que quem quer que fosse viesse me pressionar"
* "Um homem não pode fazer-se sem sofrer, pois ao mesmo tempo é mármore e escultor" .
* "Nunca fui coronel, nunca. Fiz minha carreira ligada ao povo. Poucos receberam no Brasil tanto batismo popular quanto eu. Seria uma estultice pensar que sou coronel, que cometo violências e o povo vota em mim. Não sou truculento e a prova é que 80% dos baianos votam em mim".
* "Baianidade é um estado de espírito em relação à terra em que se vive e a todas as características singulares da Bahia, que nenhuma outra terra tem, como o sincretismo religioso, a cordialidade. O baiano é o povo mais cordial do Brasil".
* "O poder não admite indecisão. O poder exige, sim, coragem no decidir, às vezes até não decidindo certo, mas decidindo rápido você presta melhor serviço ao Estado e ao país. O poder não gosta dos indecisos, mesmo porque a decisão é uma das características mais importantes do bom administrador".
* "Político sem popularidade é um cidadão sem sangue. A popularidade é um estímulo para o político. O sorriso, o agrado, o carinho do povo com seu líder é o que o estimular a continuar lutando pelas causas do próprio povo".
* "A Presidência da República é destino. Você faz toda a sua carreira política, a Presidência é destino".
* "Quem odeia é escravo do seu ódio, e por isso, muitos de meus inimigos são meus escravos".
* "Juntar a amizade à política é o ideal. A política só é bem feita quando pautada pela correção, pela lealdade e, se possível, pela amizade. Para mim, a política tem sido o meio de realizar um trabalho pelo povo. E eu posso falar isso com autoridade. Na Bahia, você encontrará sempre minha obra e a gratidão do povo da minha terra".
* "Faço política como ela deve ser feita, dentro dos padrões de dignidade que se exige de qualquer cidadão".
* "O que eu faço é tirar as pedras do caminho para que eu possa atingir meu objetivo. Mas nada impede que eu pegue o telefone para conversar com um adversário. Eu prefiro chamá-los de adversários, não de inimigos. Acho que não tenho inimigos. Se tenho, a culpa não é minha. Eles é que se tornaram. Nesse ponto, concordo com o ex-presidente Castello Branco:'Eu não sou teimoso, teimoso é quem teima comigo".
* "Vale para mim a frase que o poeta Augusto Frederico Schmidt colocou certa vez no bolso de Juscelino Kubitschek: 'Deus me poupou o sentimento do medo'. Até aqui, Deus não permitiu que me faltasse a coragem necessária para agir nos momentos decisivos de minha vida".
* "O poder realiza. Mas ele também deixa seu ocupante na solidão, porque muitas vezes nos encontramos com quem não desejamos e nos afastamos das pessoas que mais queremos. É da natureza do poder que você não possa escolher seus interlocutores a todo momento"
* "Sou um homem que precisa conversar. Eu varo as noites conversando, cercado de gente. Isso me faz bem. Mas não acredite na lenda de que quem tem poder nunca está sozinho. Com muita freqüência, embora acompanhado, você sabe que está só".
* "Eu raramente digo palavrões e chego a corar quando mulheres os pronunciam em minha presença".
* "Tenho um repertório de conversas para dez tipos de pessoas: uma para o deputado federal, outra para o prefeito, outra para o desembargador, outra para o homem da roça, outra para o jornalista... E fazer isso permanentemente é um grande, um enorme prazer"
* "O importante, na política, é dizer não"
* "Poder é a maneira que você encontra, quando tem realmente vocação para ele, de transformar em realidade muito do que você pensa, e que às vezes até lhe parece inatingível. Mas o exercício do poder é para quem tem vocação. Para quem não tem vocação, você pode entregar as mais diversas oportunidades de mando, que não consegue mandar"
* "Na minha equipe de governo, não concedo absolutamente nada para quem não tenha mérito"
* "Sempre me defini como homem de centro. Mas hoje em dia, estas definições que, de verdade, têm duzentos anos de idade, entre direita e esquerda, estão em xeque. O político contemporâneo tem é de ficar sintonizado com a vontade e os interesses do povo. As querelas ideológicas foram superadas pelos fatos e essa questão passou a ser um bom assunto para discussões lítero-científicas"
* "Acho que Fernando Henrique sempre foi menos de esquerda do que eu pensava e do que todos pensavam. Hoje é uma prova de inteligência e até mesmo de caráter, de amor ao país, não ser radical como se era antigamente. Quando converso com ele, percebo que ele nunca foi um radical. Talvez por ser tímido tenha sido colocado entre os radicais e então não reagira, porque não tem temperamento radical".
* "Dinheiro público é sagrado. Nenhum político se sustenta por muito tempo sem o respeito ao dinheiro público. Essa é a minha força. Tenho 50 anos de vida pública e não nenhuma acusação contra mim do ponto de vista moral"
* "Toda vez que minha imagem for prejudicada porque estou defendendo a Bahia, meu grande amor, pouco me importa o que pensam os outros. Os baianos sabem quem eu sou. Na Bahia, eu estou acima das ideologias e dos partidos políticos"
* "Não gosto de contar o que estou lendo. Isso revela o caráter das pessoas. Tenho sempre dois exemplares, um em Brasília e outro em Salvador. Meus livros são assinalados, por isso não empresto a ninguém."
* "Sou católico e sigo minha religião, mas como um bom baiano tenho que viver as demais religiões e os cultos que na Bahia são praticados com grande intensidade"
* "Homem público não pode ter sigilo bancário. Tem que ser aberto para todos"
* "Ou o país se conserta moralmente ou não tem solução. Onde não há ética e não há moral, não há sobrevivência política para o país".
* "Eu observo as pessoas, olho em seus olhos, por que preciso de escuta? Sei quando elas estão sendo sinceras".
* "Só duas siglas pegaram neste País: JK e ACM".
* "O Juscelino, a meu ver, foi a figura mais marcante do ponto de vista político-administrativo deste século".
* "Nunca usei arma em toda a minha vida. Atirei uma única vez, no interior, para treinar e tomei medo. É uma sensação péssima. Dá um susto enorme. Você toma mais susto do que o possível adversário".
"Só briguei com gente poderosa. Você não me vê brigando com homens do povo, com o porteiro do hotel, com a gente simples".
* "Não quero ser um político comum: quero ser diferente."
* "O pior adversário é aquele que você não conhece".
* "Política para mim é paixão. Por isso é que faço sempre com prazer, e em tempo integral. Qualquer um que queira fazer política de verdade precisa exercê-la com paixão".
* "A auréola do poder é o menos significativo. O exercício dele é o que vale e ensina".
* "O povo acredita em quem é preparado e que só promete o que ele acha possível de se fazer. Não adianta promessa mirabolante, que ele sabe que é impossível você cumprir".
* "Há três tipos de repórteres: o que quer dinheiro, o que quer notícia e o que quer emprego. O correto é não dar dinheiro a quem quer notícia, notícia a quem quer emprego e emprego a quem quer dinheiro".
* "O governante que vigiar a família tem 80 por cento de chance de evitar a corrupção".
* "Eu sou muito sentimental. Acho que isso faz parte um pouco do meu ser e eu não sou difícil de chorar".
* "Na realidade, não me julgo de direita, não me julgo de esquerda. Eu sou um político sem rótulos, sem etiquetas, porque acho que isso não existe. Isso não está mais na cabeça de ninguém. Isso já acabou".
A cidade ainda é um caos, muitas obras precisam ser feitas, operações como a do Alemão são ainda um primeiro passo e essa eleição não quer dizer nada.
Longo tempo atrás - 8 de junho de 2006, mais ou menos um ano - o Reverendo entrou na minha vida. Como o link comprova, eu escrevia minha primeira resenha de Preacher. Não foi meu primeiro contato; já tinha uma edição perdida da Brainstorm comprada em um supermercado de Brasília uns R$ 3. Mas uma edição não dá a noção de tudo o que Preacher é.
Ok, pode ser muito cedo para esse título, afinal o moleque só ganhou a primeira. Mas olha a frase de novo: o moleque - tem 22 anos - ganhou só a primeira - após seis podiuns em seis corridas, com um terceiro e quatro segundo lugares.
Eu tenho uma relação meio estranha com tênis.
É sério.
Hoje fazem exatos 30 anos do lançamento do primeiro - ou quarto - Guerra nas Estrelas. Muito já se falou sobre isso, mas o melhor que vi foi o que a Rolling Stone fez, sem invencionisse: foi no vasto arquivo da matriz americana e trouxe uma entrevista com o George Lucas feita durante o lançamento do filme e um artigo sobre o Darth Vader escrito pelo Kevin Smith. E, de quebra, fotos raras dos bastidores do filme.
http://esportes.nominimo.com Morte de Barbon mostra promiscuidade entre política e imprensa
No início da noite de terça-feira (09/05), os bares e lanchonetes de Porto Ferreira – cidade distante 230 km de São Paulo, próximo a Pirassununga e São Carlos –, apesar de cheios, eram marcados pelo silêncio. A população prestava atenção ao destaque no telejornal regional: o assassinato de Luiz Carlos Barbon Filho, no sábado anterior. Após o VT, todas as conversas giraram em torno do morto, seja em tom de lamentação, seja em tom jocoso.
A cena é um dos últimos atos da vida de um personagem que, mais do que qualquer outra coisa, queria ser o centro das atenções. Barbon foi alvejado por dois tiros de espingarda calibre 12, no Bar das Garças, na praça em frente à rodoviária de Porto Ferreira, por volta das 21h. O primeiro tiro atravessou seu abdômen da esquerda para direita, embaixo da axila. O segundo pegou na perna, quando a vítima tentava fugir. Barbon foi levado com vida ao Pronto Socorro Municipal, mas nem os médicos que o receberam acreditavam que pudesse sobreviver. Foi dado como morto à 1h30.
Seus assassinos chegaram ao local em uma motocicleta que veio na contramão. Trajavam roupas e capacetes pretos – e não capuzes, como informado anteriormente. O atirador desceu calmamente da moto, deu os dois tiros e voltou, caminhando. Alcides Catarino, que estava na mesa de Barbon, foi atingido por estilhaços, mas não sofreu ferimentos graves. Na mesma noite, um jovem pintor foi atingido por uma bala de calibre semelhante em um bairro afastado da cidade, mas conseguiu sobreviver.
Mais de 20 pessoas estavam no bar, e várias outras estavam em estabelecimentos ao redor da praça, mas poucos se lembrando – ou dizem se lembrar – do que aconteceu.
A vítima
Barbon, que tinha 37 anos, era jornalista há mais de dez. Ou dizia que era. Ele não tinha o ensino fundamental – o antigo 1º Grau – nem registro profissional. Começou a trabalhar na imprensa na área de distribuição de jornais da região, passando depois para contato comercial – atividade que continuou praticando paralelamente às reportagens. Também foi caseiro do terreno onde se localiza a torre de transmissão de uma rádio local.
Ainda assim, foi indicado ao prêmio Esso em 2004 na categoria Especial Interior com uma reportagem que levou a condenação por aliciamento de menores de cinco vereadores de Porto Ferreira, além de três empresários e um funcionário público, no ano anterior. Barbon publicou em um jornal de sua propriedade, o Realidade, a lista com todos os envolvidos no crime, com um dos nomes bloqueados com uma tarja preta, e uma entrevista com o delegado responsável pelo caso, Maurício Sponton Rasi, atual prefeito de Porto Ferreira, eleito pelo PT.
Em 2004, o Realidade foi fechado por dificuldades financeiras e Barbon passou a colaborar desde então com a Rádio Porto – de propriedade do ex-prefeito André Braga, do PSDB – e com o Jornal do Porto e o JC Comercial, sem receber. Ele dava longas entrevistas para a rádio quando tinha material e publicava artigos no jornal semanal, alguns em espaço comprado. Ao mesmo tempo, vendia anúncios para os dois veículos.
Os métodos de Barbon
“Como homem público e como cristão, eu lamento a morte violenta que ele teve, mas o Barbon anunciava que ia achincalhar uma pessoa, então ia lá e cobrava para não acusar. Ele ia atrás da grana. Não tinha emprego fixo”, aponta o vereador Gilson Strozzi (sem partido). “E uma coisa que poucos estão lembrando agora: Barbon foi candidato a vereador em 2004, usando politicamente as denúncias que fez. Conseguiu 80 votos”.
Strozzi conhecia bem o morto: segundo várias fontes na cidade, o vereador teria financiado o Realidade, até que uma divergência o separou de Barbon.
O prefeito Sponton Rasi é sucinto: “Lamento a morte dele, que vivia de extorsão e jogos políticos”, disse ao Estado de S. Paulo.
“Ele era um bom amigo. Tinha valores e não se vendia”, contrapõe Luiz Fernando Sartori, um dos últimos a vê-lo vivo. “Como é que alguém anda com uma 12 por aí e ninguém vê?”, questiona.
“O problema dele não era com a atual administração municipal, mas com qualquer um que usasse mal o dinheiro público”, aponta o radialista J. Reis, da Rádio Porto. A postura é endossada pelo próprio Barbon: “André Braga [ex-prefeito e proprietário da rádio] sofreu na minha mão no Realidade. Extrapolei com os outros, mas com o atual prefeito eu faço o justo”, afirmou em sua última entrevista, que foi ao ar no dia 19/04, onde também disse que a população de Porto Ferreira podia contar com “Deus no céu e eu, Barbon, na Terra”.
Na mesma entrevista, Barbon diz que 19 pessoas ligadas direta ou indiretamente ao prefeito foram aprovadas em um concurso público da prefeitura. Ele chegou a afirmar depois que, se algo acontecesse com ele, seria devido a esta entrevista.
De um personagem tão polêmico, somente outro consenso foi ouvido: a impunidade. “Do jeito que é Porto Ferreira, vão pegar um zé mané qualquer e dizer que o crime foi motivado por mulher”, diz um morador. O caso ganhou atenção nacional com a prisão dos vereadores, mas as relações promíscuas entre os políticos de Porto Ferreira e a imprensa em nada diferem de outras cidades do interior do Brasil.
"Ele colecionava inimigos no governo, na polícia, entre empresários"
Há pouco consenso sobre Luiz Carlos Barbon Filho. O fato é que ninguém se arrisca em palpitar sobre a identidade dos assassinos e seus mandantes. “Ele colecionava inimigos no governo, na polícia, entre empresários... Não dá pra saber quem matou”, afirma Carlos Augusto Colussi, diretor do Jornal do Porto. “Tinha muitos inimigos, inclusive na polícia”, diz o vereador Gilson Roberto Strozzi (sem partido).
Recentemente, Barbon voltou ao caso dos vereadores, que lhe valera notoriedade em 2003. Segundo uma entrevista levada ao ar na Rádio Porto em 16/04, o pai de duas meninas o procurou dizendo que o depoimento dado na época foi corrompido (você pode ouvir aqui a entrevista). Ele reclama do tratamento dispensando a elas, que “não tiveram apoio nem ajuda do [então] delegado [o atual prefeito]”. Barbon endossa a fala do pai, afirmando que os vereadores que foram presos “não precisavam passar por essa injustiça”.
“Nós vínhamos conversando semanalmente. Ele queria rever as matérias publicadas em 2003”, relata Luiz César Lanzoni, vereador pelo PTB condenado inicialmente a 45 anos de prisão no caso, mas que teve a pena reduzida na segunda instância para dez anos. Mesmo cumprindo pena, Lanzoni teve a terceira maior votação da cidade em 2004. Libertado em 2006, assumiu uma das dez cadeiras da Câmara dos Vereadores. “Meu caso está no STF [Supremo Tribunal Federal]. Quando tiver a decisão final da justiça, conto a verdadeira história”, prevê.
No entanto, Lanzoni diz que, com a morte de Barbon, o caso dos vereadores está sendo levantado novamente para desviar a atenção. “Existe parte da mídia, que chamo de indústria semicultural da difamação e da calúnia, que insiste nisso. O processo que sofri é tendencioso, kafkaniano. Ninguém conseguiu localizar as meninas. Será que eles têm medo que elas contem a verdade? Paguei por algo que não fiz. Mas acredito na justiça”, diz o vereador.
“Ele estava com algo grande, mas não pôde me falar o que era”, conta Sartori, um amigo de Barbon. “Ele saiu daqui da minha lanchonete e foi para o Bar das Garças. Estranho que ele não costumava ir lá. Saiu dessa mesma cadeira aqui, que agora está vazia”, afirma, mostrando o assento. “Ele disse que não ia contar nada seguindo orientação do promotor”.
Dias antes de morrer, Barbon procurou o Ministério Público
O promotor público de Porto Ferreira, Fábio José Moreira dos Santos, acatou uma denúncia de Barbon há 15 dias contra um superfaturamento na compra de um caminhão de lixo pela prefeitura. “Depois, só o vi quando recebeu a notificação sobre a denúncia ter sido acatada, uma semana antes de morrer. Só falamos sobre esse assunto”, informa o promotor.
A viúva de Luiz Carlos Barbon, Cátia Rosa Camargo, não deu entrevistas seguindo orientação da polícia. Ela depôs sobre o assassinato na terça-feira (08/04), quando também entregou às autoridades um envelope com documentos. “Há mais documentos, mas o Barbon não os mostrava nem os guardava em casa. Estamos procurando”, afirma o advogado de Cátia, Ricardo Ramos.
Ramos disse que a vítima sofria ameaças, mas que não se sentia ameaçado nem chegou a fazer boletim de ocorrência. “Todos nós corremos riscos”, frisou, sobre as ameaças, completando que todas as hipóteses estão sendo consideradas pela polícia, incluindo crime político. O delegado responsável pelo caso, Eduardo Henrique Campos, não quis dar entrevista.
Ok, vou confessar: eu nunca fui em um Botafogo e Flamengo. Em parte por zelar pela minha segurança. E em parte por medo do Flamengo.
Acabei de assistir o compacto do GP da Malásia. Em no máximo três anos o Lewis Hamilton será campeão.
Tá, esse assunto já gastou.
Duas séries em um post só:
Só que o BG desse domingo foi diferente: Blind Guardian. Meu segundo show dos alemães que eu nem gosto muito e nem conheço direito. Dessa vez, eu fui para ajudar o Pingüim na cobertura para o Almanaque. E valeu muito à pena. Banda afiada e público devoto, cantando tudo em uníssono.