quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Novas diretrizes em tempos de crise
Pois a crise chegou e mudou a velha máxima: ganhei um bilhetinho azul de presente de fim de ano da Rapp. Não só eu, como toda a equipe de criação e conteúdo no Rio. O contrato com a Petrobras foi, aham, "repactuado" e excluiu nós todos. A tal crise não foi a principal culpada; teve decisão interna - leia-se da matriz em SP - e, enfim, é a primeira vez que passarei o réveillon desempregado.
(Tinha até a opção de passar o fim de ano na boa e receber a notícia no primeiro dia útil de 2009, mas achei assim melhor).
Bom, agora é relax nesses últimos dias e primeiros dias do ano, praia, corrida e colocar a cabeça no lugar - de preferência, incluir mais coisas dentro dela. E aproveitar todo o resto de bom que acontece na minha vida. É triste que este seja o último post do ano - reciclado de um e-mail enviado há um tempo para os amigos - mas espero que 2009 reverta tudo em boas notícias. Aliás, as primeiras já estão chegando.
Abs
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Away (Auê) de Petropolis por Arnaldo Branco
A parte que ele fala da Globo é impagável e certeira:
"Maluco, só se a Globo me pagar muito caro, morou? Pra ficar nisso mesmo, fico lá onde estou. A Globo é uma parada de peidão! Televisão de velho, porra, como é que a enta já tá no ano 3000 e eles fazendo televisão dos anos 60? A juventude quer ação! O jovem quer pular, o jovem quer ver porrada. O jovem não quer amorzinho, o jovem quer violência"
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
O Ribéry cor-de-rosa
O francês que é puro charme!
(E que chuteira feia. Chuteira digna é chuteira preta.)
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Linha de Passe
Saí do cinema pensando 'caralho, é o melhor filme do Walter Salles' - e olha que tenho o Terra Estrangeira lá no alto da prateleira de preferidos (pela obra que é, momento em que vi, momento em que foi lançado e tudo o mais). Aí fiquei buscando razões para não ser: tem algumas cenas - e diálogos, principalmente
Mas fiquei pensando porque tinha gostado tanto. É o filme que ele menos parece dar 'liçãozinha de moral'. Pra usar metáfora futebolisca que o título pede, é o que ele parece mais deixar a bola correr solta. Ênfase no parece, já que o diretor tem que ter controle de tudo - e, no caso, consegue passar essa sensação sem artificialidade.
Tem aquele contexto WS de gente fudida e pobre - e que você olha e pensa 'ah, tá, sr. Itaú-Unibanco (e eu ainda assistia no Arteplex)' - mas eles conseguem extrair a felicidade dali. Especialmente o irmão mais novo. Muita angústia que ele empurra junto, mas os cinco personagens seguem levando a vida. Achei, por isso, o filme mais 'crível' dele - o que conta muito pr'um cara que se esforça em mostrar 'realidade social' na tela.
Enfim, honra o subtítulo: 'A vida é o que você faz dela'.
(E adicionais que o filme é bem fotografado pra caralho, a Sandra Corveloni é muito boa e os cinco moleques tem as caras de trauseuntes raladores quer os papeis pedem). Fiquei feliz do Calil ter tido uma opinião parecida com a minha.
Semana que vem vou aproveitar a promoção com Romance. Passarei longe do 174.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Estréia gloriosa da Editora Livros de Futebol

Lançamento carioca no dia 8/12, na Livraria do Arteplex. Estarei lá.
Vi (e tirei a imagem) no Blue Bus.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Clerks - The Flying Car
Em uma daquelas coisas que você esbarra sei lá como pela web, um curta do Balconista feito especialmente para o Jay Leno.
Puro Randall. Mas ainda acho aquela prévia (que infelizmente foi tirada do ar) do Balconista 2 melhor.
Preciso rever esse filme.
The Wrestler
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Duas entrevistas
Marina Lima na Joyce Pascowitch
Ronaldo nas páginas negras Trip!
A da Marina é melhor. Ela fala bem, é culta e expõe melhor seus dramas. Parece que ela ficou mais à vontade, teve mais entrega. E fala bem sobre tudo, -- em especial sobre as diferenças nas relações com homens e com mulheres -- além de ter uma revelação boa na manga.
A do Ronaldo começa morna e deslancha mais pro final, falando do problema com o Nilton Petroni e o ambiente em seleções brasileiras. Ele parece mais na defensiva. Mas não foge de nenhum assunto.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Obama: é sempre bom procurar caroço no angu
É cedo para falar, mas tenho medo do Obama virar um Jimmy Carter devido à crise. Um cara certo na hora errada.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Descendo o cassete
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Dan in Real Life

Uma das melhores idas ao cinema deste ano - mas como é de 2007 já está em DVD área 1. Lembra o Garden State e lembra ainda mais o Gilbert Grape; não por acaso, o diretor e roteirista de Dan é o autor do livro que virou o roteiro de Grape.
Você não se surpreende com nada no filme, mata como vai terminar pelo cartaz. Mas os diálogos são bons, as situações ótimas - de desarmam de rir para depois injetar o drama - e a Juliette Binoche e o Steve Carell são sensacionais. Você sai feliz - o objetivo final destes fell good movies que caminham entre os indie e o família.
Veja bem acompanhado.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Maradona
Mas imagina o que esse cara será se der mais uma Copa do Mundo à Argentina?
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Wassup´08
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
O sol, abstenções e irresponsabilidade
Ressaca eleitoral
O pior é perder para alguém que jogou sujo. Parece coisa do futebol.
Não fui um gabeirista total. Votei no cara, mas não fiz campanha nem entusiasmei. Encontrei o deputado sábado em Ipanema e nem aplaudi. Temia quanto tempo ele duraria até que começasse a ser execrado por não saber lidar com alguma situação.
Mas acreditei que Gabeira poderia ter sido algo diferente na política. E ser alguém representante do espírito - no sentido zeitgeist da parada - do Rio de Janeiro. Por isso essa derrota dói mas do que a vitória seria celebrada.
Não acho que Eduardo Paes será um mau prefeito. Também não acredito que será bom. Será mais do mesmo. Fisiologismo, escolinha César Maia de políticos e os erros de sempre. Pelo menos, quase metade da população votante pensou em algo diferente disso. Gabeira perdeu já pensando no que fará para combater a dengue e contribuir com a cidade. Teremos um bom senador em 2010.
Enfim, o Rio de Janeiro continua sendo.
[Atualização] Pedro Dória, 'A vitória de Fernando Gabeira'
sábado, 25 de outubro de 2008
Paramore bem feliz
Bem feliz o Paramore ontem. Acho que é o adjetivo mais exato pra qualificar a atmosfera de ontem.
Foi o show mais fácil de ver da minha vida. Além da média etária de 16 anos, a média de altura era de 1,5 m. Deu até para eu me preocupar em não atrapalhar a visão de quatro menininhas de 12 anos que estavam no degrau de trás de mim, todas elas usando um arco de cabelo do Paramore que as deixava as coisinhas mais fofas do mundo. E muitos pais com cara de perdido, menos um com camiseta do Ozzy que parecia estar se divertindo tanto quanto eu.
A ruivinha segura a onda legal. E coloca a platéia no bolso - o que não é tão difícil. Tinha visto a apresentação do VMA e ficado preocupado. Mas ela canta de verdade e sabe até segurar notas por uns segundos. Os demais da banda se garantem. O som começou o pior do mundo, tudo embolado, o microfone lá embaixo. Em cima do palco rolou alguma bateção de cabeça, embaixo uma certa frieza. Mas aí veio música de single e o público entrou na onda.
Fiquei meio resabiado, mas nos dois terços finais a coisa melhorou muito. Tocaram uma versão rearranjada e desconstruída para Let the Flames Begin e o show se soltou. A baladinha foi bonita e, quando eles tocaram a música pro filme baseado no livro da Stephanie Meyer, um cabeludo do meu lado teve ataque de pelanca. Veio Emergency, que gosto muito, faltou Hallelujah, que também gosto muito. Usaram o truque de abrir o show com a última musica do CD e fechar com a primeira. No bis, Misery Business (a que estourou), o baixista fazendo um giro sensacional por cima do guitarrista e uma puxada de palmas para o River Raid - banda de abertura que eu não vi - o que conta bastante pontos pra mim.
1 h de show só, mas para hardocrezinho/pop punk, talvez seja o mais indicado. Maneiro foi o diálogo com a minha sobrinha:
- Tá gostando do show?
- Sei lá. O cabelo dela ta meio feio.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Liam Gallagher e Carlos Alberto


Vim para o trabalho hoje ouvindo o novo do Oasis, Dig Out Your Soul (bom! Mais umas escutadas e digressiono aqui) e me lembrei de Carlos Alberto.
O Liam Gallagher fez dois dos discos essenciais do rock no fim dos anos 1990 e liderou a reação inglesas ao grunge. Fez música muito boa.
O Carlos Alberto foi de categorias de base da seleção, destruiu no Fluminense, foi campeão brasileiro e levou o Porto ao título mais importante da sua história (pela segunda vez; eles levaram em 1987).
Os dois são geniais. Os dois poderiam ter ido muito mais longe se não fosse a personalidade (auto-)destrutiva.
Até pensei que o Cazoberto poderia ter tomado jeito, mas a história da tal pelada enquando o Verón desnudava a defesa em Bs As mandou essa esperança pra vala.
O novo disco do Oasis pode mostrar que ainda há alguma coisa ali. Auto-destruição funciona no rock. Infelizmente, não da mesma forma no meio-campo do meu time.
PS.: Mas pior que os dois juntos é o Montenegro.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
A morte lhe cai bem

(Tem livraria por aí vendendo por 25 pratas, o que pode significar uma mudança nisso. As edições do Submarino já estão esgotadas).
Mas voltando: já conhecia o Grampá do blog dele e da sensacional história muda na Bang Bang. A arte do cara destoa logo de cara, mesmo para quem não acompanha HQs. Um traço leve e detalhista, alguma coisa no meio do caminho entre o Paul Pope e o Geoff Darrow. Tudo com narrativa fluindo bem, e uma palheta de poucas cores, com variações de preto, cinza, vermelho e ocre.
Todos os comentários que li/ouvi davam um peso maior à arte. Eu gostei bastante da história. Parece a cena antes dos créditos de um filme foda, tipo os três caras esperando o Charles Bronson no Era Uma Vez no Oeste. Acho que é mais ou menos assim com a carreira do Grampá.
O Mutarelli fala na intro que é raro ver um primeiro album botando essa banca. Concordo: é muito bom ver alguém chegando para levar à coisa a outro nível. E Grampá gosta muito de facas, espadas e cutelos. Isso já tinha ficado claro no conto da Bang Bang, mas Mesmo Delivery é muito mais sanguinolento.
Após o lirismo de Moon & Bá e os super-heróis de Ivan Reis e cia., faltava vir alguém nas HQs brasileiras que gostasse da boa e velha história de ação e morte. E sangue. Grampá é o cara para revitalizar a Elektra, ou fazer uma versão HQ de Kill Bill, ou a versão nacional de Yuki.
Mas eu queria mesmo era vê-lo fazendo Demolidor.
[Atualização] Descobri que o Grampá fez o clipe de As Cores Bonitas, do Bidê ou Balde. Não gosto da banda, mas o vídeo é muito bom.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Rio Ink
Trailer do piloto de Rio Ink, que vai ao ar dia 28, às 22h. Segundo o UOL, se tiver uma boa resposta, pode virar série.
Tomara que tenha, Gosto muito do Miami Ink.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Red Hot Pré-Sal
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Luva branca
Eu nem gosto desta banda. Mas a versão ficou maneira, com o clipe cheio de referências. O John Mayer é o novo Eddie Van Halen.
Duas histórias do Grêmio

Li recentemente duas histórias do Grêmio - e do futebol brasileiro. Uma boa, com todo o gauchês incluso, contada pelo blogueiro do time no Globoesporte.com sobre o Renato Gaúcho - e olha que falar desse elemento para um botagouense é automaticamente lembrar do churrasco de 1992.
A segunda, bem pior, segue abaixo porque o blog do Juca Kfouri não tem permalink.
E gosto do Grêmio porque, segundo o grande gremista Marcelo Duhá, ele é freguês do Botafogo há séculos (apesar de quando ele diz isso eu lembrar de um 4x0 Grêmio em Porto Alegre bem no dia do meu aniversário).
O Cornudo Infiel, por Airton Gontow
Há muito pouco tempo Jardel, um dos maiores ídolos da história gremista, confessou, de forma comovente, que passou um longo período envolvido com drogas e pediu uma chance para jogar no Grêmio.
Queria uma oportunidade de retomar, no ocaso de sua carreira, uma trajetória vencedora.
Buscava ainda, visivelmente, como um filho, abrigo e conforto nos braços de quem o amava.
A torcida tricolor gaúcha ficou comovida e pediu sua contratação.
O caso repercutiu no País e todos esperaram pelas cenas do retorno de Jardel ao clube.
Mas o presidente Paulo Odone permaneceu impassível.
Ele, a diretoria de futebol e o técnico Celso Roth ficaram insensíveis ao drama vivido pelo artilheiro que tantas alegrias deu ao clube; ficaram indiferentes aos e-mails, telefonemas, pedidos na rua e manifestações no estádio.
Nem sequer consideraram a possibilidade, ainda, que remota, de se construir uma das mais belas e humanas histórias do futebol.
Agiram com pragmatismo.
Mas com um pragmatismo burro.
Até porque independente da recuperação do atleta, estava claro que o time ganharia a simpatia da opinião pública nacional, que a marca do patrocinador estaria nas manchetes de todos os meios de comunicação e que a torcida gremista responderia em massa, lotando ainda mais os estádios e até perdoando eventuais erros de Jardel, que poderia até entrar no segundo tempo dos jogos fáceis e já decididos.
Odone traiu o jogador que deu títulos ao clube.
Traiu os aficcionados que, como nenhum outro clube no País, têm dado exemplos de reverência a antigos ídolos, como nos jogos em que aplaudiram e cantaram hinos em homenagem a Renato Gaúcho e Danrlei, ainda que estes estivessem defendendo novas cores.
Mas o presidente não traiu apenas Jardel e os torcedores.
É uma história que se repete.
Perguntem a Sandro Goiano e Galatto, dois dos heróis da Batalha dos Aflitos, o que sentem sobre a maneira como foram negociados, sobre a falta de qualquer transparência e de qualquer homenagem ao que fizeram e ao que representam para o clube.
O agora ultrajado Paulo Odone nunca julgou nenhuma Proposta Indecente quando o dinheiro foi oferecido diretamente para o Grêmio.
Vendeu o jovem Carlos Eduardo (então com 20 anos de idade), por cerca de 8 milhões de euros para o Hoffenheim, da segunda divisão da Alemanha; o versátil e impetuoso Lucas (então com 20 anos) por 9 milhões de euros para o Liverpool; e o prodígio Anderson (então com 17 anos), por cerca de seis milhões de euros a um fundo de investimento português.
Por que então um jogador de 30 anos, com um vínculo de poucos meses com o clube, não negociaria a si mesmo por cinco milhões de dólares?
Claro que Roger deveria ter sido mais grato e honesto com o time que o recuperou para o futebol.
Mas é injustificável que Odone pose agora de marido corno, aquele que é o último a saber, estupefato depois que o mandaram "se Catar".
Particularmente fico mais indignado com a falta de competência da diretoria gremista em fazer um contrato que permitisse ao clube uma boa indenização no caso da saída do jogador (não aprenderam com o caso Ronaldinho?) e, principalmente, com a já citada recusa em abrigar Jardel (que esta semana acertou contrato com o Criciúma).
Indignação que cresce quando vemos o Grêmio receber de volta o jogador Tcheco, que sempre mostrou falta de futebol e responsabilidade nas horas decisivas, e o tosco centroavante que estava no Cruzeiro.
Não era o que a alma castelhana e brasileira da torcida gremista pedia.
Se o argentino ama Gardel, o gremista ama Jardel!
Que alegria, que alegria teria sido um gol, um único gol que fosse, de Jardel novamente com a camisa do Grêmio.
Sonho impossível quando, para o presidente Odone, Marcel é o limite!
*Airton Gontow, 46 anos, é jornalista e cronista.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Hulk esmaga?

Ia assistir Wall.e, mas cheguei tarde e rolou um Hulk mesmo.
Ainda bem que rolou. Achei o filme uma boa atualização da série, com o Bruce Banner pedindo carona e todas as outras referências. Funcionou pra mim na pirâmide inversa: o início, com as cenas aqui no Rio, é muito bom e bem usado. A parte do meio - quando fica mais parecido com a série - tb é bacana. O Norton e a Liv Tyler funcionam como Banner e Betty. As cenas do reencontro são bem legais. O final é caído: parece o Rocky bem piorado. Só faltou o Hulk gritando 'Adrian' depois de vencer o Abominável - que parece mais o Apocalypse.
O Tim Roth é foda. Parece um doente mental. Acho que o Louis Leterrier teve um bom jogo de cintura. Tinha que seguir uma receita de filme de porradaria e conseguiu incluir algum pouco espaço para reflexão. Um último porém é que aquelas cenas e referências ao filme dos Vingadores fazem tudo parecer um prequel.
Posto isso, o filme do Ang Lee é bem melhor. Tem mais estilo, mais personalidade, mais recursos narrativos e mais Jennifer Connolly.
Bônus: procurando o pôster ao lado me deparei com o blog do Hulk. Quanta genialidade.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Bullit no Google Maps
₢ do BlueBus.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Mastercard - versão SSP/RJ
Ser atendido na 10ª DP por um oficial solícito e educado às 0h: uma grande dose de surpresa.
Fazer perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli na Pç Tiradentes às 1h da manhã: 20 minutos até achar o interfone, R$ 1,99 com o 102 enquanto o interfone não era achado e um cagaço tremendo.
Acordar cedo e passar por três telefonistas da seguradora até conseguir o endereço para reparo: qualquer chance de bom humor numa segunda-feira.
Ler o BO e ver grafado 'ocupação profissional: jornaleiro': não tem preço.
domingo, 29 de junho de 2008
Awareness Test
dothetest.co.uk
Campanha da prefeitura de Londres. O filme foi premiado em Cannes este ano.
Tenho ido trabalhar de bicicleta, e entendo bem essa situação.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Leões de Bagdá

As expressões que o canadense Niko Henrichon são impressionantes, fora a leveza que ele dá às paisagens áridas. Brian K. Vaughan adiciona mais um acerto à sua lista. A HQ é redonda, sem exageros, e aberta.
Guardei na estante do lado de We3.
Sony BMG toma um baque solto de batida perfeita
Lenine foi para Universal.
Se é que isso ainda é importante para alguém.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
War do Greenpeace
Joguinho do Greenpeace baseado no War, cujo objetivo é sanar as emergências ambientais do planeta. As regras são diferentes; estão explicitadas no site. A principal diferença é que vc trabalha em colaboração com os outros jogadores.
Ganhou bronze no Lions de Cannes.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Eu sou a Lenda no DVD
- Tem dois finais para você escolher. Ainda não decidi qual é o meu. O YouTube mostra que há outros.
- Quatro animações paradonas - estilo os desenhos da Marvel da década 1960 -, feitas por ilustradores da Vertigo, mostrando a situação em quatro outras regiões do mundo. A de Hong Kong é a melhor.
- O papel do Mike Patton é o melhor. Ele gravou os grunhidos dos zumbis.
Nasce um comentarista?

Foi surpreendente. Faltou uma certa manha de TV - gaguejou e repetiu algumas palavras em certos momentos -, mas ele soube expressar bem o conhecimento de causa de ex-jogador. E chegou preparado: fez uma boa análise tática das equipes e sabia bem o perfil dos jogadores e dos times, além de ser espirituoso.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Joscelyn

Ainda mais com algo não-metal.
Noite de sexta-feira no Aterro do Flamengo e o Fashion Rio chegava ao seu fim. A um quilômetro de distância, no Vivo Rio, outro desfile começava, e mostrando bem mais que uma bela mulher na passarela. Joss Stone não é só um rosto bonito. É uma tremenda cantora, com grande voz e que sobe muito sem desafinar, cercada por bons músicos. Com seus 21 anos de idade e cinco de carreira, mostra muita segurança e simpatia para conduzir um show redondinho.
Às 22h46, a grande banda de Joss – guitarra, baixo, bateria, percussão, dois tecladistas, sax alto, sax tenor e três backing vocals – adentrou o palco, tomando-o para si por cinco minutos. Foi o único momento em que estiveram no centro das atenções. Todos muito eficientes, mas sem pretensão de roubar a cena. Os músicos sabem que a estrela é a inglesa.
Joscelyn Eve Stoker entra de mansinho, pisando delicadamente descalça nos tapetes persas que cobrem a cena, cada unha do seu pé de uma cor. Quando se aproxima do microfone, já parece dona do espaço e canta as primeiras palavras de “Girl They Wont Believe It”, acompanhada em coro por um Vivo Rio lotado. No fim de “Headturner”, que veio emendada, ela já está livre de qualquer pose.
Joss parece feliz de verdade com a empolgação e retorno do público. Abre um sorrisão, conversa carinhosamente com a platéia e parece uma adolescente que ganhou uma festa-surpresa. Mas em nenhum momento deixa escapar o controle do espetáculo, levando o público no bolso.
Prova disso foi o movimento arriscado que veio em seguida, mas que deu certo. Joss “queimou” duas de suas músicas mais conhecidas, resultando em um dos pontos altos da noite. “Tell Me What We’re Gonna Do Now”, single mais executado do último álbum, veio emendada em “Super Duper Love”, maior hit do primeiro. E levou a platéia ao delírio.
Já com a partida ganha, a cantora foi alternando músicas mais conhecidas, como “Dontcha Wanna Ride” e “Fell in Love With a Boy”, versão-corruptela de White Stripes, com canções mais direcionadas para os fãs, tipo “Victim of a Foolish Heart”, “Baby Baby Baby” e “Put Your Hands On Me” – esta com direito a reboladinha.
Próximo ao fim, ela tira outra carta da manga: “You Had Me”, funkão dor de cotovelo com deixas para que Joss solte todos os agudos que ainda prendia. Após o breve intervalo, a cantora volta muita emocionada, e diz que é o melhor público que já teve. Ou foi sincero de verdade, ou ela deve continuar investindo em sua carreira de atriz.
O bis veio com a balada “Right to be wrong” e o retorno de “Tell Me What We’re Gonna Do Now” em um medley com “No Woman, No Cry”.
No fim, um show que desmontou um pouco a impressão deixada pelo último álbum: de que Joss tem grande talento, mas um repertório que não corresponde. É esperar sua prometida volta daqui a um tempo para conferir a evolução. Pelo o que mostrou até agora e pela pouca idade, Joss deve se apresentar ainda muitas vezes, e cada vez melhor.
Mais informações: http://www.jossstone.com/
terça-feira, 17 de junho de 2008
Porque São Conrado é um bairro exótico
Caso alguém não consiga ler, "General Olympio Mourão Filho - 1900/1972 - Militar brasileiro que participou do movimento integralista e do golpe militar de 1964". Só pude descobrir quem é o homenageado graças às novas placas de rua do Rio, que já deram tanta polêmica.
São Conrado é um bairro que teve um boom de habitação na década de 1970 e muitos militares foram morar lá - incluindo o Figueiredo. Acho que a homenagem ao distinto cavalheiro tem origem aí.
Mais sobre ele aqui.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
FFox Dowloading Day
Entre as novidades, novo desenho da interface, mudança no controle de downloads e uma ferramenta que reúne histórico com bando de dados.
Muito geek?
segunda-feira, 2 de junho de 2008
O tema do Dia
Fiquei um tanto quanto satisfeito com o rumo que a cobertura tomou, saindo só de cobrir o fato e questionando a falta de segurança e apoio do aos repórteres no local. Demorou, acho que o portal tinha que ter entrado neste questionamento antes. Mas entrou nos últimos textos do dia.
Foi bom também participar disso. Uma das vezes que você se sente fazendo algo pela - para usar o jargão - classe. Espero que este episódio mude alguma coisa na segurança de jornalista. No Dia, deve mudar.
Ainda há muitas perguntas a serem respondidas. Eu e o pessoal do portal vamos tentar achar as respostas nos próximos dias.
Perfect do Mike Patton
Trailer oficial do Street Fighter 4 feito pela Capcom.
A música tem tudo a ver com o jogo.
Raduken!
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Firefox Download Day 2008

O Firefox lançou campanha para quebrar o recorde mundial de download de programas em 24 horas. Está começando uma contagem mundial em que se promete baixar a versão 3.0 que será lançada em breve.
Gosto da raposinha. Não só porque é simpática, distribuída de graça e indo contra alguma convenções comerciais, mostrando que nsa web as coisas são diferentes, mas porque a navegabilidade do browser é muito melhor. Quando eu uso outros, sinto-me desconfortável, tipo usando terno menor que o meu tamanho.
E é uma coisa que o IE tentou imitar e não conseguiu. Engula, Bill Gates.
O Brasil é o segundo país com mais promessas de download. Antes mesmo, a Mozilla já tinha desenvolvido banner em português. Mais um ponto para eles. Para entrar na contagem, clique acima ou abaixo do texto.

quinta-feira, 29 de maio de 2008
Tem horas que é melhor separar
Só não conseguiu um título. E o Botafogo precisa muito de um título agora.
Lembra aquele relacionamento que é bom, tem química, mas que falta aquele algo mais. Os dois se acostumam um com o outro, são até felizes. Mas falta aquele algo mais.
Talvez andando separados possam crescer, pare se reencontrar no futuro.
Valeu, Cuca, boa noite e boa sorte. Obrigado.
Dizem que vem Ney Franco. Dos males, o menor.
Quero o Autuori ano que vem.
De repente, tudo faz sentido
Finalmente entendi minha relação com o Botafogo.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
Ross Halfin
Algumas das fotos que estavam na home - e só na home.




segunda-feira, 26 de maio de 2008
Relaxa e goza
João Suplicy afinava o violão, Supla - que toca bateria nas apresentações - esperava. Maria Paula, mulher de João, grita o "fala alguma coisa".
Supla olha para o público e manda "ele tem que afinar de qualquer jeito. Sei lá, relaxa e goza".
Pérola galvanesca no GP de ontem
Ele falava sobre o asfalto.
Mais uma vez, ₢ by Tutty Vasques
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Jefferson Perez
[Atualização] Morreu o Jefferson errado. ₢ by Tutty Vasques
O que foi aquele primeiro tempo?
Passei mal, até porque não pude ir ao jogo e estava preparando uma pauta para entrevistar o Dines (o que foi bem legal. É bacana conversar com o cara que tem de carreira o dobro do tempo que você tem de vida). Mas eu queira matar.
Se serviu para alguma coisa, foi pro Cuca "ver" o jogo, mudar tudo e resolver, numa das suas viradas táticas que ele não fazia faz tempo. Em SP vai ser foda, mas acho que o Botafogo pode chegar.
Segue o que o PVC escreveu.
A VIRADA DE CUCA
postado por Paulo Vinícius Coelho
Cuca voltou do segundo tempo precisando matear a saída do lado direito do Corinthians. A saída de Carlos Alberto.
Mas precisava também fazer seu time agredir.
A solução encontrada foi lançar dois centroavantes, com Wellington Paulista com função tática de fechar a saída do Corinthians pela esquerda.
Enquanto isso, Jorge Henrique empurrava Carlos Alberto para a defesa, em vez de ser empurrado, como acontecia com Zé Carlos.
Enxergar o jogo e mudá-lo no campo de ataque não é mérito de todos os técnicos brasileiros. Foi o mérito de Cuca na partida contra o Corinthians.
Jorge Henrique saiu de atuação apagada no primeiro tempo para ser o melhor em campo na segunda etapa.
O Corinthians tem desfalques mais sérios do que o Botafogo, para o segundo jogo, no Morumbi.
Carlos Alberto, André Santos, Lulinha e Fabinho estão fora.
O time pode ter Felipe, Alessandro, William, Chicão e Wellington Saci; Nilton e Eduardo Ramos; Dentinho, Diogo Rincón e Acosta; Herrera
O Botafogo não terá Túlio e Alessandro, com o terceiro cartão amarelo. Poderá escalar Castillo, Túlio Souza, André Luís, Renato Silva e Triguinho; Diguinho, Leandro Guerreiro e Lúcio Flávio; Jorge Henrique, Wellington Paulista e Zé Carlos.
Agora, o Botafogo é favorito para chegar à final.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Não deixa de dar um orgulho

E dá um alívio, pensando em todo o sufoco que eu já passei em filas, ter comprado o ingresso em um posto na esquina da minha casa - e sem taca de conveniencia.
Essa é a minha forma de endossar a política de moralização do Bebeto na venda de ingressos, que inclui o enfrentamento com as torcidas organizadas para não privilegiar alguns em detrimento de muitos. Vou tentar ir em quantos mais jogos possíveis.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Olha Só de volta
Era um dos blogs que eu mais gostava no finado NoMínimo.
Com ele, já são 11 'NoMínimos' pela web. O portal voltou em pílulas.
Dossiê nos outros é refresco
Mas os arquivos estão em pdf, ná íntegra. O Josias de Souza deu uma boa resumida.
É engraçado quando a trama volta com personagens trocados de lugar.
PVC entrevistou o Hagi
O Hagi era bom com os pés de da cabeça.
PVC entrevistou Gheorghe Hagi. Foi em 1994, na Copa dos EUA, no momento em que o romeno era a sensação do torneio, após eliminar a Argentina nas oitavas de final. Então com 24 anos, Paulo Vinicius Coelho – mais conhecido pela sigla PVC – trabalhava na Placar, e estava escalado para falar com o atacante da Romênia ou com o técnico Dick Advocaat, da Holanda, seleção que seria a próxima adversária do Brasil.
"Liguei para o hotel da Holanda e pedi para falar com o Advocaat. O atendente respondeu 'what is the password?' [qual é a senha]. Liguei pro da Romênia e pedi pra falar com o Hagi. Passaram pro quarto e ele atendeu. Me apresentei em espanhol – ele jogava na Espanha –, disse o que queria e ele achou tudo bem. Marcamos às 14h", relatou.
"Cheguei ao hotel às 13h30min", continuou. "Às 13h50min, nada. Vi o assessor de imprensa da Romênia e perguntei sobre o Hagi. Ele disse que não ia dar, que o técnico não queria que ninguém desse entrevistas. Às 14h em ponto, o Hagi sai do elevador. Eu e o assessor vamos em sua direção. O assessor gritou com ele em romeno, ele rebateu e me chamou para fora do hotel".
"Na entrevista, perguntei se era verdade aquela história do [goleiro Helmuth] Duckadam, que após pegar quatro pênaltis na final da Liga dos Campeões [de 1986, pelo Steaua Bucareste] e se aposentar, teve as mãos quebradas a pedido do [ditador romeno Nicolae] Ceausescu. Ele respondeu que 'não era verdade, mas o Ceausescu era muito vaidoso, e proibia que os ídolos do País dessem entrevista. Quando ele caiu, prometi que nunca negaria uma entrevista, porque faz parte do meu trabalho. E por isso estou aqui falando com você'", disse concluindo a história.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Bicicleta ao contrário
De certa forma, me lembrou o meu pai me ensinando a andar de bicicleta sem rodinha.
Será que devo agradecer ao Bill Gates pelo momento de retribuição presenciado?
Fiuza, Johnny, drogas e a PUC
Pelo menos, é uma reprodução de mim mesmo. Depois de assistir o Meu Nome Não É Johnny, tive a idéia de ligar pro Fiuza pelo Comunique-se para falar sobre livro, filme e o próximo que ele estava escrevendo, que eu já tinha lido sobre na página do Ancelmo. O resultado taí abaixo, onde ele até fala do livro que virá depois.
Ele não disse a universidade onde foi o debate, mas depois disso aqui, dá pra deduzir.
Guilherme Fiuza fala de "Meu Nome Não é Johnny" e dos próximos livros
Desde o fim do NoMínimo, onde mantinha o canal Política & Cia, Guilherme Fiuza estava fora da imprensa diária. Voltou no início do ano, mas como notícia: "Meu Nome Não é Johnny", filme baseado em seu livro homônimo, é o segundo mais visto no País, ganhou capa da Época desta semana e tem sido tema de debates por mostrar ascensão, queda e redenção de João Guilherme Estrella, traficante que abastecia a elite carioca com cocaína nas décadas de 1980 e 1990.
O livro, lançado em 2004 pela Editora Record, também ganhou nova edição, com pôster do filme na capa e fotos da produção, e tem ido muito bem. "A editora fez duas remessas de 10 mil exemplares. Cinco mil já form vendidos", informa o autor.
Fiuza acompanhou toda a produção do filme e se preparou para as discussões suscitadas, já escolado pelo livro. Também já engatilhou seu próximo projeto. "Juruá-Paris: uma Travessia Amazônica", que sai pela mesma editora no meio do ano, mostra como um negócio criado por empresários de Ipanema envolveu seringueiros do Acre que continuaram o legado de Chico Mendes e chegou até a França.
"Não é uma reportagem sócio-econômica com meio-ambiente. É um livro de aventura", avisa Fiuza. Tocados pelo assassinato de Mendes – que completa 20 anos –, os cariocas tentaram criar uma solução financeira para alguns dos envolvidos. Chegaram a ter contratos com a francesa Hermès para a distribuição de couro vegetal e alguns dos envolvidos foram condecorados pela ONU, mas outros tiveram falência pessoal decretada e sofreram ameaças de mortes.
O jornalista já conhecia a Amazônia e esteve duas vezes no Acre para a apuração. "Não dá pra salvar a Amazônia de Ipanema. O livro conta a história de pessoas de um centro urbano que têm que enfrentar a floresta, as distâncias enormes e sofrimento físico e emocional. Há somas astronômicas caindo na mão de tribos, que só entendiam de trocas rituais. É um livro focado nos personagens", detalha.
Traficante gente fina
A centralização do personagem também norteou o filme, principalmente a escolha da produtora Mariza Leão entre outras seis. "Não é uma história de tráfico, nem um filme de ação. É um olhar sobre o indivíduo, sobre a cabeça de uma pessoa. Como ele mergulhou no crime e como saiu de lá. Passou por tudo e voltou para a vida normal. A Mariza percebeu isso e, nesse ponto, a interpretação do Selton Mello capta bem o espírito", diz, sobre o ator que vive Estrella nas telas.
Fiuza colaborou informalmente com o roteiro – "várias pessoas que leram o livro me disseram que eu tinha um roteiro pronto na mão. Não é assim. É uma transposição muito difícil" – e da pesquisa junto à imprensa. O nome do livro/filme é derivado do Jornal do Brasil, que em 1995 deu meia página para a prisão do Marcinho VP e outra metade para a de Estrella, chamando-o de Johnny.
"Ele ficou indignado com aquilo. Nunca tinha sido chamado de Johnny. Era naturalmente um apelido dado pela polícia. De certa forma, eu vi aquilo como a boa índole se manifestando. Um grito de 'não sou bandido'", conta Fiuza.
O jornalista também ajudou a definir algumas linhas de pensamento nas discussões, que têm ocupado bastante espaço na sua agenda, dos atores e do diretor, Mauro Lima.
"Selton Mello e eu fomos a um debate em uma universidade carioca. No fim do filme, uma professora fez questão de vir nos dizer que 'não existe traficante gente fina'. Somos cobrados por dar uma glamorizada no tráfico. O que está faltando não é passar a mão na cabeça de traficante, mas conhecer o traficante. Saber quem ele é e como foi parar lá, até para poder resgatá-lo de lá", argumenta. "E o João Estrella, mesmo no alto do baronato, se mantinha no Baixo Gávea, Baixo Leblon… Só mostramos isso".
Tropa de Elite
Lançado pouco depois de "Tropa de Elite", "Meu Nome Não é Johnny" reacende algumas de suas discussões sobre tráfico, mas com um outro enfoque. "Ainda é um tema muito tabu, mesmo anos após a revolução de costumes dos anos 60, quando muitos pais de hoje conheceram as drogas. Aponta-se uma ligação intrínseca entre drogas e violência. O maconheiro se mistura com o bandido, enquanto o cervejeiro não", diz Fiuza.
"O 'Tropa' trouxe um aspecto sério para a discussão, o lado da polícia, e mostrou a responsabilidade do usuário. 'Johnny' veio dando o outro lado", continua. "Se você acha que o estudante da PUC [universidade carioca que serve de cenário à Tropa de Elite] é um idiota, que destrói a sociedade quando consome drogas, 'Johnny' mostra um pouco dos seus dramas, o drama da classe média. Não se pode só demonizar o sujeito. E preciso compreendê-lo".
Sobre a violência, Fiuza diz que João Estrella, mesmo tendo sido um megatraficante, nunca pegou em uma arma nem morava numa fortaleza. "Estamos em um bom momento de discussão. O filme completa o debate", afirma.
Futuro
Após "Juruá-Paris", Fiuza sabe o que fará: outro livro. Ele assinou contrato para a biografia de "um grande personagem brasileiro, morto recentemente". O nome do biografado ainda não pôde ser revelado.