
Sexta passada, estava em uma despedida de uma amiga que vai se mudar para o Canadá quando ela mesma recomenda este blog para uma outra garota. "Mas ele escreve sobre o quê?". "Ah, ele fala de várias coisas, tipo quadrinhos e...". Eu mesmo interrompi: "Mas não é só quadrinhos; é blábláblá". Podemos concluir, então, que eu ainda sou um babaca preconceituoso comigo mesmo.
Mas todo leitor de HQ (que se relaciona) passa por isso. O momento da anunciação. A hora de mostrar o esqueleto no armário. Ou melhor, a sua pilha de gibis da Liga da Justiça.
As reações são varidas. Vão desde a indiferença até desconforto. Uma vez, uma menina que trabalha com filmes achou "um absurdo" eu colocar quadrinhos no mesmo patamar artístico que Cinema. É reflexo de um preconceito antigo, que escorre até para áreas acadêmicas.
Mas algo começou a mudar há pouco tempo, e a responsabilidade é da moça aí de cima. Não só dela; mais ainda do seu companheiro teioso (mas eu não ia perder a oportunidade de postar essa Mary Jane do Adam Hughes remetendo a John Romita) e seus filmes. Um outro reflexo que os sub-gênero "filme de super-herói" é que os quadrinhos ficaram menos malditos para as mulheres. Se ela pode ir ver Batman Begins com você e achar legal, porque você não pode ler Asilo Arkham e ser um cara bacana (isso, claro, se ela for razoável).
Resumo: quadrinhos passaram minha adolescência inteira sendo coisa de mané. Hoje, é fofinho. Tremenda vingança dos nerds.
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