domingo, 8 de abril de 2007

Lewis Hamilton

Acabei de assistir o compacto do GP da Malásia. Em no máximo três anos o Lewis Hamilton será campeão.

Massa destrambelhou.

Zoom na BMW.

Desenho do Baptistão para abrir a temporada de F1 aqui no blog - que começa de verdade no próximo domingo, quando passa a ser em um horário decente. Todos de olho no bolo.

sábado, 7 de abril de 2007

999

Tá, esse assunto já gastou.

Mas eu tô uma semana atrasado: fui no jogo. Foi maravilhoso. Uma das melhores idas ao Maracanã na minha vida. Teve cara e cheiro de decisão. Logo, vice de novo.

Foi também a primeira vez que a Dani foi no Maracanã ver um jogo (aliás, já tava mais do que na hora d'eu começar a falar da Dani aqui). A primeira vez de alguém no Maracanã é algo sagrado. Dava pra ver na cara dela.

Lembro muito da minha - Botafogo e Cruzeiro, semifinal do campeonato brasileiro de 95 -, e ela me assombra toda vez que passo pelas entradas para as arquibancadas. Nós fomos de cadeiras azuis - ou 'geral deluxe' - que não tem essa emoção da entrada, mas você se sente dentro do campo, com aquele paredão de gente à sua frente. Maravilhoso. Só não dá muita noção de profundidade.

Ah, o Cara: o Botafogo foi o time em que ele mais marcou gols - 34. Mesmo quando o Botafogo ganha, ele dá show - vide o 5x3 do ano passado. Por isso, esse jogo entra pra (minha) história. E, a despeito destes 34 gols, o que o Cara fez por mim na Copa de 94 não tem preço. O Cara é sinistro. Foi Deus quem disse. E é o maior jogador de futebol que eu vi jogar.

Antes de achar a foto - da AFP - procurei algumas caricaturas. E, para minha agradável surpresa, o Leo Martins agora tem blog. Já vai pra barra da esquerda.

Mary Luma

Duas séries em um post só:

1 - Vamos manter esse blog vivo.

2 - Fantasias nerds emboladas.

Lançaram uma estátua da Mary Jane lavando uniforme do Aranha, com direito a calcinha string, blusa transparente e inclinadinha fatal. Tudo com design do Adam Hughes, o cara que eu não conheci na Album por questão de um dia.

Tem neguinho que não deve estar se aguentando.

Até porque lembrou aquele ensaio da Luma de Oliveira de dona de casa feito há alguns anos.

Tem mas fotos da MJ aqui. Da Luma, eu não achei...

Em tempo: ainda sobre Homem-Aranha, olha o que os putos dos EUA são capazes.

A Estória do Gato e da Lua



Não sei por que hoje eu acordei com esse filme na cabeça. Assisti há uns 4 anos, no Anima Mundi.

Narrado em português, pelo mesmo Joaquim de Almeida, fica melhor.

quinta-feira, 29 de março de 2007

300 cavaleiros de Cydonia



Não é material de divulgação do filme - apesar de, muy estranho, ter visto um clipe no AXN com essa trilha - mas acho que essa música traduz o espírito da história.

segunda-feira, 19 de março de 2007

Domingo é dia de BG

Só que o BG desse domingo foi diferente: Blind Guardian. Meu segundo show dos alemães que eu nem gosto muito e nem conheço direito. Dessa vez, eu fui para ajudar o Pingüim na cobertura para o Almanaque. E valeu muito à pena. Banda afiada e público devoto, cantando tudo em uníssono.

Heavy metal é uma coisa única mesmo. Uma vez metal, sempre metal.

sábado, 17 de março de 2007

sexta-feira, 16 de março de 2007

Monsieur Gainsbourg


Estou lendo Por um punhado de Gitanes, biografia de Serge Gainsbourg escrita pela jornalista inglesa Sylvie Simmons e lançado aqui pela simpática editora Barracuda. O livro começa mostrando como o filho de imigrantes judeus feioso tornou-se o personagem cultural da França na segunda metade do século XX. Mesmo continuando feioso.

Gainsbourg se equilibrava em um tripé: Bebida, no qual ele incluia seus Gitanes (o que tá na boca dele na foto) e levou o Libé a escrever que ele morreu por "beber muitos cigarros"; Música, que libertou sua alma; e mulheres. Exatamente neste último, estou terminando o capítulo 6, "Initials: B.B.", e passando pro 7, "Initials: J.B.", que mostram como Gainsbourg passou de Brigitte Bardot para Jane Birkin.

O cara teve as duas (e Juliette Gréco, e a neta de Tolstoi, e tantas outros). Com B.B., gravou seu maior clássicos, Je T'aime, Moi non Plus, em uma sessão de gravação tão íntima que justificam os gemidos no final da música. Bardot deu pé na bunda dele, voltou pro marido e censurou a música ("Bardot é uma idiota", conta Marianne Faithful no livro). Gainsbourg fez então a única coisa que poderia fazer: regravou a música com Birkin. E com os mesmos gemidos.



Serge Gainsbourg é uma lição de vida.

quarta-feira, 14 de março de 2007

sábado, 10 de março de 2007

Beavis & Butt-Head Do America

Cheguei em casa ontem massacrado após a semana de trabalho e estava passando Beavis & Butt-Head Do America.

Achei um bom fecho para a passagem de Bush pelo país.

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Johnny & June

Da série filmes que você não acredita que ainda não tinha visto, acordei hoje com Johnny & June. Johnny Cash é o típico sujeito Knock me down: quando você acha que é fodão, olhe para ele e veja que ainda falta muito. E o filme corrobora a frase de outro longevo fodão, Oscar Niemeyer: "A vida é uma mulher do lado. O resto é detalhe".

Concordei com o título do filme em português. Walk the Line é um trocadilho que só funciona na língua original. E a Reese Whiterspoon, bela atriz, fica ainda mais bonita morena.

Abaixo, exemplos de porque Cash era fodão e porque música sempre acha uma maneira de se conectar, não importando época e estilo.



[Atualização] Não tinha como não linkar isto. Macetezinho fácil do mundo da música pop: siga Bowie. Ele invariavelmente acerta.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

História de carnaval

Segunda, 19 de fevereiro:

- Leo, você vai no bloco do Thales?

- O Mão-de-Lata... Porra, odeio carnaval no Rio, mas vou sim.

- Vamos, vai ser maneiro. Vão os caras todos.

- Beleza, só que, daqui da Tijuca, só dá pra chegar na Lapa de metrô. Os ônibus estão desviando no sambódromo. Fica uma merda se locomover pelo Rio no carnaval...

- OK, eu te encontro na Cinelândia. Em frente ao Odeon?

- Fechou... Mas vem cá: hoje não tem a porra do Bola Preta não, né?

- Não, não... o Bola Preta foi sábado. Hoje tá tranquilo. Não tem nada por lá.

Teve CarnaJesus da Comunidade Evangélica da Zona Sul. Leo ficou muito feliz.

O Primeiro-Ministro

Elizabeth II sai bem de A Rainha. Quem não sai bem são os ingleses. Mais exatamente, sua relação com Tony Blair. O primeiro-ministro estreou marcando aos 5 minutos do primeiro tempo, agindo com desenvoltura na morte da Princesa Diana e fazendo uma realeza que não entende o seu tempo, mas que para a maioria dos súditos é necessária, engolir sapo e agir corretamente, para descambar na decepção do papo de Terceira Via e a relação com os EUA. Certa vez li que a decepção dos ingleses com Blair é comparável com a dos brasileiros com Collor no momento do seu homônimo plano (como deixam um presidente batizar um plano econômico com o seu nome e ninguém percebe que há algo errado?). Deve ser por aí mesmo.

E quem sai bem, além de Helen Mirren, é Michael Sheen pela atuação como Blair. Ficou igual nos trejeitos e no físico.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

"Mars is amazing"



Para comemorar o lançamento do C&H completo por aqui.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Polícia/ Para quem precisa...



Tinham me dito que tinha sido tosco. Eu não achei nada tosco. Essa banda é foda, e consegue ser foda mesmo tendo um sujeito bundão como o Sting de frontman. E o Copeland, agora com cara de professor de matemática, é um animal.

O Summers continua puto.

[Atualizaçã puta que lo pario] AAAAAAAAAAAAHHH!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Incubus...

... confirmou dia 6 de maio no Metropolitan.

Hellboy


O América está demais.

Como frisaram ontem no 'Troca de Passes', foi só o Caixa-D'Água empacotar pro Americano ir fim da tabela e o América retomar seu lugar. O Vianna odiava o Sangue.

(Desculpa safada para postar imagens de um personagem bacana, heim?)

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

World Press Photo 2007

Veja aqui.

João Kehl, da paulista Cia. da Foto, foi premiado na categoria SportFeatures - Stories. Troquei uma idéia com ele hj. Gente boa.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Vintage político

Hoje no metrô tinha um cara com uma camisa "Fora Collor" de 1992.

Tornou-se tristemente atual.

Geração de Prata

A Liga Retrô lançou uma réplica da camisa da seleção de vôlei das olimpíadas de 1984. Eu sempre achei aquela camisa linda. Se meu pai ver, vai chorar.

Nojo de povo

A atitude do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ao expulsar o sujeito que protestava no posto de saúde, é a mais completa tradução do ranço elitista do PFL. E é também uma das coisas mais asquerosas que eu já vi. Kassab chamou de vagabundo um sujeito que começou a trabalhar aos 9 anos, e está desempregado devido a uma lei sancionada pelo próprio.

Barcelona também baniu os out-doors, só que levou 20 anos no processo, para que o povo pudesse ser realocado em novos empregos. Não foi essa truculência que está sendo feitas em São Paulo. [A agência Famiglia criou um bem bolado prostesto sobre a lei. Quando achar na net, posto aqui].

Pelo visto - literalmente, aliás - , truculência dará a tônica do governo do Kassab. Talvez seja estratégia para dessassociá-lo daquela cara de empada. Mas aquilo que ele vez, um claro gesto de nojo do povo, é digno de destituição.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro

www.riobodycount.com.br

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Divina Comédia

E eu me perguntava: "Ok, porque eu não fui - e buzinei quem foi - naquele show-pastiche do Doors sem Jim Morrison e estava agora em um show dos Mutantes?".

A resposta veio mais ou menos na terceira música -
Tecnicolor - quando a onda começou a batar: aqueles geriátricos - grande Santa Rita de Sampa - são História. E são genuínos e honestos. Não fui no outro show para poder comparar, mas não teve bateria de escola de samba ou neguinho querendo parecer defundo ressuscitado.

Sergio Dias é um bruxo. Saca muito de harmonia, tem a voz incrivelmente límpida para a idade e a quantidade de drogas que tomou e sabe conduzir um show. Arnaldo Baptista é um zumbi, tendo tudo o que faz sendo coberto pelo outro tecladista. E Zélia Duncan, a parte final da resposta, é original. Ela faz o jogo dela - já bem azeitado em anos de carreira -, sem tentar ser Rita Lee. E está feliz como uma criança no palco.

Os demais integrantes da banda também se garantem, incluindo o baterista velhinho da formação das antigas. Velhinhos também eram uma boa parte do público, e assistí-los emocionados foi um extra do show.


O set-list teve tudo o que queria ver - e inclusive as que eu queria e tinha esquecido que queria, perdidas em alguma parte do sub-consciente. Bateu forte El Justiceiro, Desculpe Baby, Baby, Top Top,
Minha Menina, Ando meio Desligado, Panis et Circenses - essas duas no bis - e, sempre, Balada do Louco. Se algo fez falta, foi Jardim Elétrico.

Enfim, um momento efêmero que sai da vida para entrar para a minha história. Nunca imaginei que ia ver o que vi ontem.

PS: Completando o sábado, comecei a ler o mega-álbum da Morte, lançado pela Conrad. Boa literatura é algo sobrenatural.

PPS: Lembrei de uma entrevista do Sérgio Dias - de quem já tinha visto show em algum lugar, acho que em Porto Alegre - pro João Gordo, que teimava em chamá-lo de Arnaldo. Até que ele virou: "Mas diz aí, Jô..."

PPPS: Parece que em SP foi melhor ainda.

Isso aqui não vai morrer

Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer Isso aqui não vai morrer

Às vezes você tem que ser enfático para se convencer.

sábado, 20 de janeiro de 2007

A suprema vingança dos nerds

Lembram do White & Nerdy? Fui hoje em um churrasco de playboy que tocou a música e todo mundo ficou amarradão dançando, como se fosse qualquer 50 Cent da vida.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Simpsons Mangá

Faz tempo que eu não posto uma imagem de um cara qualquer e faço um comentário que não acrescenta muito.

Esses Simpsons mangalóides são do Space Coyote. Gostei do Otto.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Fogão Absolut!



Parece animação do Monty Python.

PS.: Vídeo indisponível para usuários da Brasil Telecom e Telefônica por causa da Daniela Cicarelli. Que mancada, heim, dona?

60 anos hoje

Salve, Camaleão!

Mais detalhes com Jotabê Medeiros.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Daqueles filmes que são buracos na sua vida

Tem filmes que você tem que ver, é um absurdo você não ter visto e mesmo assim você demora para ver.

Só hoje eu assisti Midnight Cowboy.

Ficar falando no filme é chover em um molhado desde 1969. Mas achei muito inovador para época a estrutura dos flashbacks do Jon Voight e a maneira corajosa em que os personagens são construídos e para os lados que a história avança.

Bateu forte. Fui pro Tiësto e nem prestei muita atenção porque o filme ficava ecoando na cabeça.

A música tema já me marcara: os caras a tocam.

The Saints are Comming



A música é boa.

O clipe é meio piegas, mas achei bacana de ser assim. Um tanto quanto corajoso para o que é feito lá na caretolândia.

E o punk rock é irlandês.

sábado, 6 de janeiro de 2007

Mais um golaço de Moon & Bá


Fazia tempo que isso não acontecia.

Peguei o
Mesa para Dois, de Fábio Moon e Gabriel Bá, e li. E depois eu li de novo, de bate pronto. Foi a melhor coisa que eu fiz esta manhã - e olha que eu não saí ontem, acordei cedo e estava chovendo. Já passei por meio Corto Maltese, um capítulo do Budapeste, do Chico Buarque, e reli meio mais ou menos umas histórias que o Peter David fez pro Homem-Aranha (sim, são todos artefatos culturais do mesmo nível).

A hipersensibilidade com a vida que os gêmeos mostram em sua obra me toca bastente, e lembram até Virginia Woolf. E eu nem gosto de Virginia Woolf. Devo ser muito errado.

Esse álbum foi desenhado pelo Moon - já que o Bá estava ocupado com trabalhos para o mercado exterior - que encaixou um Lourenço Mutarelli ali, um Monteiro Lobato aqui e juro que vi o Fernando Pessoa. Mas o melhor é a forma como ele desenha as mulheres. Não são as mulheres do Manara. São as meninas que cruzam com você no sinal fechado. A Júlia do livro lembra muito fisicamente uma Júlia que eu conheço. Mas eu prefiro a Júlia do livro.

Bela maneira de começar o primeiro final de semana do ano.

E o título clichê-futebolístico é porque eles tiveram a finesse de colocar um sujeito com a camisa do Botafogo na história.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Ainda sobre atualizações

Dei um upgrade no Messenger.

Tem uma opção na tela de abertura, lembrar-me ou esquecer-me.

Podia ter a mesma coisa com certas pessoas.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Ano novo, recusos novos

E não são cortesia minha, mas do Blogger, que já os tinha disponibilizado há um tempo; eu que sentia preguiça de atualizar. Mas, para quem usa isso aqui para escrever na web, achei uma boa bola dentro.

E quase que as mudanças foram mais drásticas: experimentei o WordPress, e quase virei casaca. Lá tem recursos como armazenamento de vídeos e fotos no próprio blog. Só não migrei porque ainda não tem importação para Blogger Beta, e eu não quero perder meu conteúdo. Ainda não tem.

Será que vão apagar meu blog por eu elogiar, e linkar, um concorrente?

Considerações sobre o réveillon:
  • Assisti o show do Black Eyed Peas - gravado, claro. Não ia ficar em casa ou me meter naquele programa silvícola. Beeeeem mais ou menos. Ninguém ali canta direito e o som estava todo embolado. E o Multishow é sofrível para transmitir show ao vivo.
  • Se ócio raro no dia 31, reassisti Clube da Luta no DVD. Aos 18 anos, considerava aquele filme revolucionário. Hoje considereo uma boa piada. No melhor sentido do termo.
  • Acordei dia 01 com câimbra na perna esquerda e uma sombrinha japonesa do meu lado. São o máximo de detalhes sobre o meu réveillon que eu vou dar.

sábado, 30 de dezembro de 2006

2007

Como eu não sei se volto aqui antes de segunda, taí minha mensagem de "Feliz Ano Novo", um Angeli devidamente surrupiado do blog do mestre Tas.

Dessa vez não tem balanço, não tem texto legal e não tem cereja de bolo. 2006 é um ano que termina amargo. Ontem eu entrevistei um repórter da Band que, certa vez, estava próximo à uma favela. Um cara chegou e disse, como quem não quer nada: "você vai virar Tim Lopes". Não dá pra desejar feliz ano novo quando seu último trabalho envolveu esse tipo de situação. E essa é a história "publicável" do que ouvi ontem. Eu não vou ver essa cidade transitável como deveria ser. O 'choque de gestão', para usar expressão da moda, tem que durar uns 30 anos para ter efeito.

Enfim, anos ímpares costumam ter mais avanços na minha vida que anos pares. E anos terminados em 8 costumam ser interessantes. Quem sabe não estamos entrando em um bom triênio?

Merde. Isso acabou virando um balanço. E, de certa forma, positivo.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

O texto do Karim Aïnouz

no RioShow de hoje é uma emenda que saiu bem melhor, muito melhor que o soneto. O caderno pediu para "cariocas de destaque" indicarem programas para fazer pela cidade.

Aïnouz deu uma bela resumida da cidade. Mas uma comprovação da tese de que quem faz bom cinema também entende de letras.

Aqui para quem entende a versão online d'O Globo, na página 18. Mas eu recomento o papel.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

As rosas não falam

Mas já se fala na BBC e no Libération - e com chamadas na capa.

Esta é a despedida da Rosinha. Não que ela seja a total responsável, mas é a atual responsável, junto com o alcaide. Chega. Não sei nem o que escrever.

Como deixamos acontecer isso com essa cidade?

[Atualização] Eu não sei o que escrever, mas o JXL já fez. Junto à sua bem sacada contagem regressiva.

O templo paga tributo

Do NYTimes. Conheço um cara que viu um show dele lá.

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Natalzinho malfadado esse


Ele e Braguinha. Tremendo vacilo.

sábado, 23 de dezembro de 2006

As músicas do Mitchell

O Mitchell, que é da melhor qualidade como desenhista e como pessoa, está tocando o projeto de ilustrar músicas. Essa aí de O Vento, de Arnaldo Antunes, Paulo Tatit e Sandra Peres (fora Loser Manos!)

Taí outras canjas:

O Homem da Gravata Florida, de Jorge Ben - já citada neste blog.
Grilos, de Roberto e Eramos
Mistério dos Planetas, dos Novos Baianos

Um papo de Natal com Fernando Ferreira

- Fernando, você viu o Oliver Twist do Polanski?

- (Silêncio de 2 segundos) Tsc. O Polanski não tem capacidade de fazer Oliver Twist.

- Mas você não gosta do Polanski?

- Gosto sim. Gosto de muita coisa. E respeito as outras. Já entrevistei o puto.

- Sério!? Quando?

- Quando ele veio lançar o Chinatown. Foi uma entrevista que começou complicadíssima, mas acabei me safando.

- Como assim?

- Começou compliada um mês antes, quando eu tive que assinar um termo de compromisso que não perguntaria nada sobre a Sharon Tate. E o puto, após a morte dela, entrou em uma fase meio viadal: estava com uma roupinha ridícula, uma calça justíssima. Aquela figura bizarra, um homem baixinho com o cabeção enorme...

- Hum.

- Cheguei na suíte do Copacabana Palace acompanhado de uma amiga. Ele apontou e disse: "Com esta mulher, eu não dou a entrevista!". Pedi delicadamente para ela se sentar em um canto e fomos para a varanda. Eu tenso. Mas o uísque que a Paramount ofereceu aliviou a tensão. O Polanski estava na defensiva, mas fui ganhando o cara aos pouco. Primeiro porque falei dos filmes poloneses dele - ele não podia imaginar que eu tinha participado da Cinemateca do MAM - e depois contei que tinha sido um dos únicos a já ter visto o Chinatown.

- Como?

- Pedi uma cabine exclusiva.

- Tá.

- Aí o papo foi fluindo. Inclusive, com um momento em que tive que seguir a risca meus limites profissionais. Perguntei se colocar o John Huston no filme era uma forma de homenagear o cinema noir. E não é que o puto me responde que o cinema noir é francês, e não americano, e que o Huston tava lá só porque era bom ator. E emendou que O Falcão Maltês nem é lá essas coisas. Porra, O Falcão Maltês, porra! O Falcão Maltês!

- Ha.

- Mas, lá pelo quarto copo, ele decidiu inverter o jogo. Me perguntou qual era o meu filme preferido dos deles. Respondi A Dança dos Vampiros. "Impossível! Você não viu o meu filme! They butched my movie". Perguntei qual era o filme dele. "A versão de três horas". "Pois foi exatamente essa a que eu vi". O Brasil tinha sido um dos únicos que tinha visto a versão de três horas. E então, ele quase me derrubou da cadeira: "Aquele filme foi de uma época maravilhosa, porque foi quando eu e Sharon estávamos na nossa melhor fase". E ele descambou de falar da Sharon. Copiei tudo, e coloquei na matéria, com o fino toque final: "Mais do que isso, o repórter não pôde perguntar, por ter se comprometido".

- Boa!

- E o melhor veio no final. Fomos nos despedir e, na porta do elevador, ele pergunta: "Mas eu ainda não sei o que você achou do meu filme, o Chinatown?"

- E o que você respondeu.

- "Almost as good as The Maltese Falcon". O puto deu uma gargalhada estrondosa. "I diserved that", e ficou me mandando cartão de Natal por anos.

O que virá com o jornalismo colaborativo?

Eu não pretendo colocar coisas do Comunique-se aqui. Lá é trabalho e aqui é tudo menos isso. Mas esse texto me deu muito prazer em ser feito. E é um assunto que interessa a alguns dos visitantes daqui. Um só passo e você já não está no mesmo lugar. Que venham mudanças.

O que virá com o jornalismo colaborativo?

Itacuruba, cidade distante 500 quilômetros de Recife, tem menos de 4 mil habitantes, e, em uma primeira olhada, pode não ter nada de diferente de outras da região. Mas Itacuruba guarda uma peculiaridade mórbida: é a cidade com o maior índice de suicídios do país, com 125 mortos para cada 100 mil pessoas, proporcionalmente. Uma tremenda pauta, e certamente grandes veículos já estão correndo atrás. Mas começam “furados”: quem trouxe a informação foi o wikirepórter Raimundo de Moraes, do Brasil Wiki. No site, qualquer pessoa pode enviar notícias que, depois de avaliadas por um jornalista, são publicadas.

O caso é mais um exemplo de uma tendência que, se não é nova, foi consagrada em 2006: o conteúdo participativo, ou colaborativo. Novas ferramentas permitem que mais pessoas possam produzir o que é lido, assistido ou ouvido na internet. A revista Time deu tanta relevância ao assunto que o escolheu a criação coletiva na web como o tema mais importante do ano. E, em jornalismo, o conteúdo colaborativo é observado de perto, tanto com empolgação como apreensão.

O termo “wiki” é uma abreviação da frase “What I know is…”, que pode ser traduzida como “O que eu sei é…”. Popularizou-se com a Wikipedia, enciclopédia online em que qualquer pessoa pode escrever ou editar verbetes. Criada em 2001, a Wikipedia possui, em português, mais de 200 mil verbetes. Em inglês, já passa do 1,5 milhão.

Os textos da Wikipedia entram no ar e só depois são avaliados. No Brasil Wiki, uma equipe de quatro jornalistas checa o material antes de ser publicado. Lançado há menos de um mês, o site já conta com 268 pessoas cadastradas como colaboradores. “Fizemos uma divulgação pequena, mas as colaborações começaram a surgir quase que de forma viral”, conta Eduardo Mattos, um dos idealizadores do Brasil Wiki.

Há mais tempo na web, o Overmundo, lançado em 2005, tem a proposta de ser um centro de convergência de culturas de todo o país. Além de textos e imagens, o site recebe colaborações em imagens e sons. “Nenhuma equipe de jornalistas, não importa seu tamanho ou competência, consegue cobrir ou filtrar a quantidade cada vez maior de coisas importantes que acontecem pelo país. Por outro lado, vitoriosos projetos online sugerem um outro caminho para lidar com esse enorme acúmulo de informação cultural, com cada vez maior descentralização”, informa o texto de apresentação do portal.

Valores revistos
Quem ler o texto sobre Itacuruba escrito por Moraes para o Brasil Wiki percebe digressões sobre a visão do suicídio na filosofia e sobre a poetisa Silvia Plath. Outros artigos trazem impressões bem pessoais sobre os temas tratados.

“Em jornalismo colaborativo, alguns valores do jornalismo tradicional são revistos. Imparcialidade, por exemplo, cai por terra. O importante é que fique claro que os cidadãos-repórteres são a melhor pessoa para contar aquela história”, explica a jornalista Ana Maria Brambilla, autora da tese de mestrado “Jornalismo Open Source: discussão e experimentação do OhMyNews International”, na UFRGS.

O site coreano OhMyNews, lançado em 2000, é tido como pioneiro em jornalismo colaborativo na internet, e serviu como modelo para o Brasil Wiki. Sua versão em inglês foi criada em 2004. “Já existe uma em japonês, e há o projeto para a versão espanhola”, informa Ana Maria. A jornalista acabou não respeitando muito o “distanciamento crítico” com o objeto de estudo: tornou-se correspondente do OhMyNews no Brasil. Atualmente, cerca de 35 mil pessoas já colaboraram com o veículo.

O designer paulista Fernando Mafra colabora com o Overmundo desde outubro. Começou enviando textos sobre a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e hoje publica críticas de filmes e crônicas sobre seu cotidiano e cultura contemporânea. Para ele, os textos do site são jornalísticos.

“Considero definitivamente. Não como veículo de notícias, mas já vi no Overmundo textos extremamente elaborados e reportagens que me impressionaram na qualidade e na complexidade, inclusive ultrapassando a qualidade de periódicos consagrados”, explica.

Toda essa geração de conteúdo jornalístico ainda causa resistência. Ana Maria tenta tranqüilizar os defensores do jornalismo “tradicional”. “Vai continuar tendo espaço para todo mundo. É fundamental que os repórteres-cidadãos tenham sua vida cotidiana, para contar suas histórias. O trabalho dos jornalistas entra na edição, onde são necessários valores e práticas adquiridos na carreira”, detalha.

Mattos, do Brasil Wiki, faz coro: “Nosso propósito não é competir com as mídias tradicionais. Temos outro foco. Queremos que as pessoas contem as suas histórias que não têm espaço nos jornais”.

No papel
A maior parte do que já foi feito no País em jornalismo colaborativo está na web, mas iniciativas já aparecem em veículos impressos. Alguns jornais abriram espaços, mas um dos que mergulharam de cabeça foi o Jornal de Londrina, do Paraná. Aproveitando uma reforma na proposta da publicação, em maio, foram criadas formas para o leitor comentar as notícias e enviar fotos, entre outras possibilidades.

“A seção ‘Eu Acho’ é do leitor. Ele comenta, por e-mail, qualquer notícia publicada no jornal. Os comentários são editados e publicados. Já tivemos debates que se estenderam por uma semana. E outras vezes que uma opinião ali expressada virou pauta”, conta Carla Nascimento, chefe de redação do Jornal de Londrina. “Certa vez, ficamos sabendo de um incêndio. Enquanto ainda preparávamos a equipe para sair, já chegavam fotos dos leitores, que também foram publicadas”, completa.

Após as mudanças, o Jornal de Londrina passou a ser distribuído, e não mais vendido. “Essa busca por interatividade é uma tendência internacional. Estamos tentando concorrer com a internet. E a nossa resposta tem sido muito boa. Houve aumento no número de leitores”, informa Carla.

O projeto mais representativo do jornalismo colaborativo em veículos impressos é a revista Sou + Eu, lançada pela Editora Abril há um mês. O conteúdo da revista, que é voltada para público feminino classe C, é integralmente gerado por seus leitores, que são pagos pela contribuição em até R$ 300. A Abril não economizou com a publicação: foram gastos R$ 13 milhões em publicidade, são prêmios semanais para os leitores de até R$ 1 mil e a tiragem inicial será de 850 mil exemplares, que será utilizada para dimensionar o mercado.

Ana Maria Bramilla atua também como colaboradora no gerenciamento de conteúdo colaborativo da Sou + Eu, e conta que, até agora, os editores não tiveram problemas com falta de colaboradores. “Tem chegado muita coisa, e muita coisa por carta”, diz. Com o pouco tempo de circulação, Ana Maria afirma que a exposição nas bancas tem aumentado.

Para um futuro próximo, a Sou + Eu pretende estreitar os leitores da revista com o seu site. “Muitas pessoas ligam para cá com dúvidas. É um público que não está tão acostumado a usar a internet. Mas a idéia é criar uma comunidade com a Sou + Eu, em que os colaboradores e leitores possam dialogar”, diz Ana Maria.

Futuro
“Tudo está muito badalado, mas ainda não vi nenhum case de sucesso de jornalismo colaborativo no País”. Quem pisa no freio é Bruno Rodrigues, da coluna Conteúdo n@ Rede do Comunique-se, focada em conteúdo online. De fato, o Brasil Wiki é mantido pelo investimento pessoal dos seus dois idealizadores. O Overmundo é patrocinado pelo programa Petrobras Cultural e pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).

“E ainda existe um certo desconforto entre o jornalismo mais tradicional e os cidadãos-jornalistas”, continua Rodrigues. “Enquanto ficar este incômodo, não sei se o jornalismo colaborativo crescerá”, completa. O texto da Time que justificou a escolha do conteúdo colaborativo como tema do ano também faz a ressalva que o experimento pode dar errado.

Por outro lado, Rodrigues vê surgir a figura do “super-jornalista”: especialistas em diversas áreas que aliam experiência e técnicas. “Isto já ocorre com os blogs de especialistas”, exemplifica.

Ana Maria Bramilla acha que o conteúdo colaborativo vai se espalhar por diversas áreas do jornalismo. “Só acho bem difícil que apareça no jornalismo investigativo, justamente por demandar práticas específicas, além do custo, estrutura e tempo de dedicação. Mas nada impede que tenhamos cientistas focando na área científica ou economistas escrevendo sobre economia”, explica.

E onde o jornalismo colaborativo vai parar? “Não vai parar”, responde Ana Maria. “Ele veio para mudar paradigmas e ficar”.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Placebo

Hoje no Globo saiu a informação que o Placebo retorna ao país em março. O jornal qualificou a banda como "precursores dos emos".

Só tem uma coisa pior do que ler algo escrito assim sobre uma banda que você gosta. É reconhecer que há uma boa dose de razão na frase.

iá!




  • O Inter me deu o prazer de gritar "Barcelona timinho!" da janela ontem de manhã;
  • Prefiro o Ruy que o Belleti;
  • o desenho é do Mario Alberto, "meio Frank Miller, meio Gustavo Duarte", nas palavras do próprio.

sábado, 16 de dezembro de 2006

Piada Mortal

Na quinta-feira, eu li A Piada Mortal dentro da bela edição especial do Alan Moore que a Panini lançou. Na sexta pela manhã, li que os deputados brasileiros aumentaram seus salários em 90,7%, passando a ser os mais bem pagos do mundo. Achei os dois fatos intimamente ligados.

E o JB, que já tinha acertado na segunda com o Pinochet -
Já vai tarde - mandou bem de novo.


Friendly Dictators

Este blog anda quieto. E vou me esforçar para mudar isso. Diante do grande acontecimento da última semana no Chile, muito já foi dito. Mas vai o gancho: The Friendly Dictators, um card game estilo Super Trunfo/O Golpe, com os ditadores preferidos da América. O Brasil está devidamente representado pelo general Castelo Branco. Clique no continente a sua escolha no link.

Texto de dois jornalistas americanos e arte do preferido da casa Bill Sienkiewicz.

Ainda tem quem tente justificar Pinochet com o crescimento econômico do Chile atual. Mas o país teve crescimento médio de 2,7% do PIB no período pinochevista e 5% em média na democracia. A raiz está na década de 1970. Mas foi sustentada pelos governos civis do Chile, que investiram em educação. Investiram tanto financeiramente como na mentalidade pela educação do povo chileno. E não há reforma que valha liberdade civil tolidas e milhares de mortos.

"Democracia é a pior forma de governo. Tirando todas as outras" - Winston Churchill

PS: Pinochet, Caixa D'Água e, se tudo for como planejado, Fidel Castro. 2006 termina bem.

sábado, 9 de dezembro de 2006

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Comentários sobre o jornal de hoje

"Após receber extrema-unção, Pinochet melhora" - Vaso ruim não quebra. Extrema-unção, em última ordem, vem do Papa. E dois velhinhos com passado autoritário se entendem.

"O pior dia da História da aviação no Brasil" - Incrível como nada criado por brasileiro dá certo.

domingo, 3 de dezembro de 2006

Toureiros e pingüins

Tá bom! Vai dizer que alguma vez na sua vida você achou que leria um post com o título "Toureiros e pingüins"? Mas o fato é que os dois estão na moda - em duas acepções do termo.

Pingüins têm mandado no cinema. Primeiro com A Marcha do Imperador - o título e esse e não me importa como tenham traduzido -, o documentário que mais lucrou este ano. O que acho dele? Não sei. Não vou pagar para ver algo que já não vejo normalmente no Discovery Channel. Posso queimar - ou gelar, para usar um trocadalho escrilto - a língua depois, mas esta é a minha posição até agora.

E segundo com Happy Feet, indo bem por aqui e imperando na gringa. Minha posição? Não sei e tem várias outras coisas mais interessantes no cinema para ver antes.

Já toureiros tem circulado na música, no sentido mais, urgh, fashion do termo moda. Começou com Mr. Brandon Flowers nas fotos de divulgação do segundo disco dos Killers, Sam's Town, sobre o lado melancólico de Las Vegas (e que foi tema de bela crônica na primeira edição da Rolling Stone brasileira). E espalhou-se pelo mundo emo de Panic! at the Disco, via o clipe de I write sins not tragedy e My Chemical Romance, via clipe de The Black Parade. (Para o bem de todos e felicidade geral da nação, vamos fingir que o Killers não tem um pezinho emo só porque a banda é interessante).

Freddie Mercury deve estar achando graça de tudo isso.

sábado, 2 de dezembro de 2006

Seu Sassá

Acabei de conhecer Seu Sassá, motorista que acompanha muitas produções gringas no país porque fala inglês fluente.

Eu: "Seu Sassá, como você aprendeu a falar inglês tão bem?"

Seu Sassá: "Eu morei nos Estados Unidos por muitos anos".

Eu: "Você foi para lá fazer o quê?"

Seu Sassá: "Jogar futebol no Cosmos, com o Pelé".

Meu queixo tá no chão até agora.

PS: Seu Sassá é muito amigo de Zach Snider, para quem trabalhou por aqui. Snider é o diretor de Madrugada dos Mortos e 300, este com o Rodrigo Santoro. "Ele disse que ia me chamar para ser dublê do Sean Connery". Achei levemente parecido.

PPS: Conheci Seu Sassá acompanhando a equipe da CNN no Rio. O resultado está lá no Comunique-se.

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

O Ódio, parte III

Um policial francês negro, originário do Caribe, é condecorado ao defender um judeu do ataque de um francês branco, torcedor do aristocrata Paris Saint-Germain. O torcedor morre. A polícia condecora o policial, que também é homenageado pela comunidade judaica. Enquanto isso, a torcida do PSG - e certamente os setores mais tradicionalistas da França - querem a cabeça do policial.

Só eu estou vendo um puta roteiro cinematográfico aí?

Vive l'égalité.

PS: A Parte II de O Ódio aconteceu ano passado, nos banlieues.

domingo, 26 de novembro de 2006

Quem disse que torcedor só ajuda da arquibancada?

Ia de bicicleta ver o pôr-do-sol do Arpoador - sim, tenho um lado meio hippie - quando, na altura do Posto 10, vejo um malandrinho de barba rala com outros caras usando uma sunga bad-boy vale-tudo no calçadão. As frases a seguir vieram todas na minha cabeça, de forma muito mais rápida do que aqui expressada.

- Ih, o Roger, do Fluminense.

- Mas o Roger não joga mais no Fluminense. Foi pro Corinthians. O que ele está fazendo aqui?

- Putz, o Corinthians joga amanhã com o Botafogo. Respondido.

- Peraí: vou atropelar o Roger, e então ele não joga!

Só que, logo após, me ocorreu que ter o Roger em campo pode ser melhor pro Botafogo.

PS: É a segunda vez em um mês que encontro o Roger. Se ainda fosse a Galisteu...l

PPS: Sou reincidente.

sábado, 25 de novembro de 2006

Noite Branca no Rio


Noite Branca é uma iniciativa em que a própria prefeitura da cidade te incentiva a varar a noite na rua. A de Paris é giga, com DJs no Centre Pompidou e música de camerata na Notre Dame.

No Rio, o desafio é ainda maior por motivos de caos. Mas vai aí a minha força na divulgação - que tá bem fraquinha. Programação completa aqui. Concentraram tudo no Centro.

Ah, e parece que o Amarelinho vai varar a noite...

[Atualização]: Eu furei.

Weird Al acerta de novo



Mais Weird Al aqui. Fiquei ainda mais no clima de Hutúz depois dessa.

Haka dos All Blacks

Assisti outro dia França e Nova Zelândia em um jogo festivo de rugby, o campeão europeu contra o campeão do hemisfério sul. A equipe francesa usando uma réplica do seu primeiro uniforme, tipo aquele Brasil x França do centenário da Fifa. Antes do jogo, assisti algo que sempre me impressiona bastante: milhares de vozes cantando em uníssono a Marsellaise, no Stade de France. Fiquei divagando como o hino francês não é só a canção que representa uma nação, mas um canto de guerra forjado em uma revolução.

Então, veio a resposta.

Os All Blacks, como os neozelandeses são conhecidos, se reuniram no centro do campo e fizeram seu Haka, uma dança de guerra aborigene, um chamado para a batalha. Já tinha ouvido falar disto, mas nunca visto. O estádio inteiro em silêncio. Os gritos maoris deviam ecoar até nos vestiários.

Os All Blacks engoliram os franceses facilmente com um 23-11.

Quem sabe se o Ronaldo fizesse uma dança xavante, 1998 teria sido diferente.

PS: o vídeo não é do jogo em questão.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Ian Thorpe se aposenta aos 24 anos

Penso seriamente em fazer o mesmo.

domingo, 19 de novembro de 2006

Pecep



é Projeto de Educação Comunitária da Escola Parque, uma idéia que surgiu quando eu ainda estava no colégio: colocar os alunos para dar aulas pré-vestibulares para moradores das favelas do entorno - e de mais onde se dispusessem - da escola.

E lá se vão cinco anos e 86 aprovações, como mostra o videozinho comemorativo. Idéias como o Pecep são gotas no oceano da desigualdade brasileira. Mas uma gota que já mudou a vida de, pelo menos, 86 pessoas.

Muito do que é o Pecep acontece graças ao Tiago, o sujeito barbudo que aparece várias vezes nas imagens. É bom admirar as pessoas. E melhor ainda quando o admirado é um amigo seu.

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Linhas

Bangue-bangue correndo solto no Bukowski cheio de pistoleiras ontem, e o Lacerdinha pergunta:

- De que linha você acha que vieram as mulheres dessa festa?

- Linha? Como assim linha? Acho que é uma mistura e...

- Não! Linha Amarela ou Linha Vermelha?

Ai...

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

E a graça?

O Deep Purple vai tocar no Riocentro com abertura do Massacration. Tem gente que não sabe a hora de parar.

O DP tá pior que futebol master.

Bateria é ralé

Qualquer zé mané toca.

domingo, 12 de novembro de 2006

Parafraseando

Quando a sua vida muda para melhor ou para pior, sua atuação na internet fica muito comprometida.

Um dia esse blog volta ser uma atualização decente.

Morreu Jack Palance

Acredite, se quiser.

Tremenda sacanagem...

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Batman foi ensaio

Quer Michael Cane e Christian Bale em um bom filme de Christopher Nolan? Vá de O Grande Truque e leve um Hugh Jackman de lambuja.

É bem mais do que isso. Achei o filme mais sofisticado que Nolan já fez. Parece que
Batman Begins foi só para ganhar cacife e poder bancar isso aqui. O filme é produção de época, o que sempre encarece muito. Mas garante Scarlett Johansson de espartilho.

O Grande Truque é o tema do filme: a rivalidade entre dois ilusionistas criados juntos na Londres vitoriana. Antagonismo bom reflete-se em tudo, e traz várias interpretações. Joseph Conrad e seus Duelistas estão orgulhosos. O Grande Truque é a estrutura do filme, em várias camadas, idas e vindas, leituras para cá e para lá, enganando o espectador. Nada daquele malabarismo chinfrim de
Memento. Mágica de verdade. O Grande Truque é escalar uma boa nova atriz inglesa de dentes tortos e amarelados, Rebecca Hall. Colocar um dos bibelôs preferidos deste blog, Piper Perabo, em um filme decente. E botar David Bowie de volta no cinema, em uma ótima aparição como o misterioso e real Nikola Tesla.

Mas o maior truque de todos é se deixar enganar pelo cinema. A maior tapeação consentida da história da humanidade. Bela homenagem, Nolan.

PS: Ah, nerds, sim: Batman versus Wolverine. E, como sempre, Batman vence.

PPS: Georges Méliès era ilusionista.

sábado, 4 de novembro de 2006

Fama e anonimato

O que é o César Maia

no anúncio do Barrashopping?!

Ele se supera.

Livre navegação

Os Repórteres sem Fronteira organizam, entre os dias 7 e 8, protesto virtual em seu site contra os países que censuram a internet. Muito mais informação aqui. A peça acima foi criada pela Saatchi & Saatchi para a campanha. Tem outras mais legais, animadas em flash.

Quem é?

O nome do arquivo é uma dica. Resposta nos comentários.

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

No sleep 'til Rio!

Odeio expressões superlativas, e odeio quem as usa. Mas os Beastie Boys são a melhor banda de hip hop da história. E o Tim Festival trouxe eles para cá semana passada. O mesmo festival que já tinha me dado o Public Enemy. Maneiro. Das outras bandas/pessoas do hip hop que eu gostaria de ver, ou estão mortos ou estão presos.

Os B-Boys ganham pela improbabilidade. O velho papo dos três judeus brancos do Brooklyn que fundamentaram o hip hop na virada dos 80 pros 90 com
Paul's Boutique, disco que simplesmente não poderia existir hoje devido ao custo dos direitos dos samplers (e isso já deu o maior xabu). E foi muito bom ver aqueles três senhores de terno fazendo o que fizeram de melhor nos últimos 20 anos. MCA, com um óculos de aro grosso no início do show, parecia então que ia apresentar o Fantástico.

Os caras tem até formação tática: os dois esgarniçados, Mike D e Ad Rock, pegam os flancos esquerdo e direito, se revezando. O primeiro é o mais performático; o segundo é o gente boa que fala com o público entre as músicas. MCA e sua voz seca ficam mais no meio do palco, de vez enquando sendo chamados de volta ao espetáculo -- MCA/ where have you been?. E o grande DJ Master Mike preenche todos os espaços que sobram.

O repertório foi irrepreensível, incluindo todos os hits e passando por músicas mais desconhecidas. Abriram com Root Down, mas o negócio explodiu mesmo em Sure Shoot. A molecada foi agradada com Body Movin', Ch-ch-check it out e Intergalatic, a escolhida para a volta depos do bis. A velharada - que virou moleque - foi de Brass Money (a preferida da filha do MCA), So What'cha Want, Time to get ill, e No Sleep til Brooklyn. Costuradas no meio, coisas improváveis como Flute Loop. E todo mundo ficou maluco mesmo quando, já com os instrumentos, veio Sabotage. Se você só pode abrir um vídeo, recomendo este.

Por mais que sejam ainda algo de mais avant-garde que tem por aí, sinto um ar meio melâncólico nos Beasties Boys - principalmente em MCA. Ok, era um show no Rio, o que costuma agradar muito por público e cenário, e o disco novo tá no forno. Mas parece que a fonte tá secando, e algumas coisas não têm mais a ver com os caras - Fight for your right (to party) é algo que não cabe mais no show.

Honestidade e seriedade foi algo sempre presente para estes três caras. Seja o que vier, eles já cumpriram sua missão. Thanks, bros!

PS: Muitas palmas para o DJ Shadow.

PPS: Talvez eu tenha esquecido de mencionar que a foto lá de cima, de Maya Hayuk, ilustra um Páginas Negras maravilhosa da Trip.

Quem é vivo sempre aparece

Esse puto ainda existe...

O conto das seis palavras

A Wired pediu para várias pessoas bacanas e outras nem tanto escreverem contos de seis palavras. O resultado é esse, devidamente retirado de um site safado, que pegou de outro lugar.

Failed SAT. Lost scholarship. Invented rocket.
- William Shatner

Computer, did we bring batteries? Computer?
- Eileen Gunn

Vacuum collision. Orbits diverge. Farewell, love.
- David Brin

Gown removed carelessly. Head, less so.
- Joss Whedon

Automobile warranty expires. So does engine.
- Stan Lee

Machine. Unexpectedly, I’d invented a time
- Alan Moore

Longed for him. Got him. Shit.
- Margaret Atwood

His penis snapped off; he’s pregnant!
- Rudy Rucker

From torched skyscrapers, men grew wings.
- Gregory Maguire

Internet “wakes up?” Ridicu -
no carrier.
- Charles Stross

With bloody hands, I say good-bye.
- Frank Miller

Wasted day. Wasted life. Dessert, please.
- Steven Meretzky

“Cellar?” “Gate to, uh … hell, actually.”
- Ronald D. Moore

Epitaph: Foolish humans, never escaped Earth.
- Vernor Vinge

It cost too much, staying human.
- Bruce Sterling

We kissed. She melted. Mop please!
- James Patrick Kelly

It’s behind you! Hurry before it
- Rockne S. O’Bannon

I’m your future, child. Don’t cry.
- Stephen Baxter

1940: Young Hitler! Such a cantor!
- Michael Moorcock

Lie detector eyeglasses perfected: Civilization collapses.
- Richard Powers

I’m dead. I’ve missed you. Kiss … ?
- Neil Gaiman

The baby’s blood type? Human, mostly.
- Orson Scott Card

Kirby had never eaten toes before.
- Kevin Smith

Rained, rained, rained, and never stopped.
- Howard Waldrop

To save humankind he died again.
- Ben Bova

We went solar; sun went nova.
- Ken MacLeod

Husband, transgenic mistress; wife: “You cow!”
- Paul Di Filippo

“I couldn’t believe she’d shoot me.”
- Howard Chaykin

Don’t marry her. Buy a house.
- Stephen R. Donaldson

Broken heart, 45, WLTM disabled man.
- Mark Millar

TIME MACHINE REACHES FUTURE!!! … nobody there …
- Harry Harrison

Tick tock tick tock tick tick.
- Neal Stephenson

Easy. Just touch the match to
- Ursula K. Le Guin

New genes demand expression -- third eye.
- Greg Bear

K.I.A. Baghdad, Aged 18 - Closed Casket
- Richard K. Morgan

WORLD'S END. Sic transit gloria Monday.
- Gregory Benford

Epitaph: He shouldn't have fed it.
- Brian Herbert

Batman Sues Batsignal: Demands Trademark Royalties.
- Cory Doctorow

Heaven falls. Details at eleven.
- Robert Jordan

Bush told the truth. Hell froze.
- William Gibson

whorl. Help! I'm caught in a time
- Darren Aronofsky and Ari Handel

Nevertheless, he tried a third time.
- James P. Blaylock

God to Earth: “Cry more, noobs!”
- Marc Laidlaw

Help! Trapped in a text adventure!
- Marc Laidlaw

Thought I was right. I wasn't.
- Graeme Gibson

Lost, then found. Too bad.
- Graeme Gibson

Three to Iraq. One came back.
- Graeme Gibson

Rapture postponed. Ark demanded! Which one?
- David Brin

Dinosaurs return. Want their oil back.
- David Brin

Bang postponed. Not Big enough. Reboot.
- David Brin

Temporal recursion. I'm dad and mom?
- David Brin

Time Avenger's mistaken! It wasn't me...
- David Brin

Democracy postponed. Whence franchise? Ask Diebold...
- David Brin

Cyborg seeks egg donor, object ___.
- David Brin

Deadline postponed. Five words enough...?
- David Brin

Metrosexuals notwithstanding, quiche still lacks something.
- David Brin

Brevity’s virtue? Wired saves adspace. Subscribe!
- David Brin

Death postponed. Metastasized cells got organized.
- David Brin

Microsoft gave us Word. Fiat lux?
- David Brin

Mind of its own. Damn lawnmower.
- David Brin

Singularity postponed. Datum missing. Query Godoogle?
- David Brin

Please, this is everything, I swear.
- Orson Scott Card

I saw, darling, but do lie.
- Orson Scott Card

Osama’s time machine: President Gore concerned.
- Charles Stross

Sum of all fears: AND patented.
- Charles Stross

Ships fire; princess weeps, between stars.
- Charles Stross

Mozilla devastates Redmond, Google’s nuke implicated.
- Charles Stross

Will this do (lazy writer asked)?
- Ken MacLeod

Cryonics: Disney thawed. Mickey gnawed. Omigawd.
- Eileen Gunn

WIRED stimulates the planet: Utopia blossoms!
- Paul Di Filippo

Clones demand rights: second Emancipation Proclamation.
- Paul Di Filippo

MUD avatars rebel: virtual Independence Day.
- Paul Di Filippo

We crossed the border; they killed us.
- Howard Waldrop

H-bombs dropped; we all died.
- Howard Waldrop

Your house is mine: soft revolution.
- Howard Waldrop

Warskiing; log; prop in face.
- Howard Waldrop

The Axis in WWII: haiku! Gesundheit.
- Howard Waldrop

Salinger story: three koans in fountain.
- Howard Waldrop

Finally, he had no more words.
- Gregory Maguire

There were only six words left.
- Gregory Maguire

In the beginning was the word.
- Gregory Maguire

Commas, see, add, like, nada, okay?
- Gregory Maguire

Weeping, Bush misheard Cheney’s deathbed advice.
- Gregory Maguire

Corpse parts missing. Doctor buys yacht.
- Margaret Atwood

Starlet sex scandal. Giant squid involved.
- Margaret Atwood

He read his obituary with confusion.
- Steven Meretzky

Time traveler's thought: "What's the password?"
- Steven Meretzky

I win lottery. Sun goes nova.
- Steven Meretzky

Steve ignores editor's word limit and
- Steven Meretzky

Léia: "Baby's yours." Luke: "Bad news…"
- Steven Meretzky

Parallel universe. Bush, destitute, joins army.
- Steven Meretzky

Dorothy: "Fuck it, I'll stay here."
- Steven Meretzky